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Venha até mim

Religião Papa abre as portas para os anglicanos 24 de outubro de 2009 Na terça-feira passada, Bento XVI ofereceu condições especialíssimas para atrair os anglicanos descontentes para o catolicismo. Comunidades, paróquias e até dioceses anglicanas podem se converter sem que seja preciso sacrificar suas tradições. Até padres casados serão tolerados, com a ressalva de que não poderão ser bispos. REVISTAS ABRIL MAIS INFORMAÇÕES
A história da Igreja da Inglaterra pode ser sintetizada em dois momentos de ruptura. A primeira foi o seu estabelecimento como igreja independente, no século XVI. A segunda foi a reforma que permitiu a ordenação de mulheres, em 1992. Desde a mudança, reina a cizânia entre os 80 milhões de anglicanos. A nomeação de um bispo gay pela Igreja Episcopal, o braço americano da confissão, em 2003, foi a gota d’água. Muitos tradicionalistas foram, sem alarde, "nadar no rio Tibre", como os anglicanos desdenhosamente chamam a conversão ao catolicismo. A maioria, contudo, hesitava em dar esse passo por medo de perder sua liturgia e tradição. A exceção oferecida em decreto papal é similar à concedida às igrejas católicas orientais. Sua hierarquia reconhece a autoridade do papa, mas segue seus próprios ritos. O arcebispo de Cantuária, Rowan Willians, chefe da Igreja da Inglaterra, declarou-se "chocado" com a oferta da Santa Sé. Mas é sobre ele que cai o furor dos fiéis. Como líder da ala liberal da Igreja, ele é um dos responsáveis pela cisma. O racha atual entre os anglicanos é tão profundo que foram nomearam dois bispos cuja única função é a de mediar conflitos entre liberais e tradicionalistas. Na Inglaterra, a oposição ao papa é uma questão de estado. Os membros da família real sequer podem casar com católicos sem perder o direito ao trono. Tudo isso tem raízes profundas. O rompimento com Roma ocorreu no reinado de Henrique VIII depois que o papa Clemente VII recusou-se a anular seu casamento com Catarina de Aragão. Depois de rejeitar a autoridade papal, o rei pôde se casar com seu grande amor, Ana Bolena, que mais tarde ele mandaria decapitar. No princípio as mudanças foram pequenas, pois Henrique VIII pretendia que a Igreja da Inglaterra continuasse católica, ainda que separada de Roma. Mais tarde, a igreja aderiu à reforma protestante e o país passou por períodos sangrentos, com perseguições religiosas até que o predomínio protestante ficasse bem assentado. O retorno dos anglicanos ao seio da Igreja Católica tem o sabor de uma vitória tardia sobre a reforma protestante. http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/papa-abre-portas-anglicanos-507970.shtml
Escrito por Marcelo Marson às 17h10
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Olha a carcinha
A evolução da calcinha de 1800 aos dias de hoje De volta ao Brasil, vou publicar aqui no blog algumas coisas engraçadas que vi nas minhas andanças por Frankfurt, na Alemanha, e por Lisboa, capital portuguesa. Começo com um cartão postal que comprei na cidade alemã, que mostra, de um jeito divertido, a evolução (será essa a palavra correta?) da calcinha. 
Até o início do século XIX, a roupa de baixo era apenas um camisão largo e algum tipo de calção. Feita para não ser vista por ninguém a não ser o usuário, a peça de baixo tinha pouca importância. A única exceção foi durante o período em que a cintura e o busto da mulher eram apertados e aumentados. O corpete acabou sendo criado para dar o tal efeito aerodinâmico. Os historiadores da moda registram uma grande mudança nas roupas de baixo por volta de 1830. Elas tornaram-se mais pesadas, mais compridas, e praticamente obrigatórias. Não usar roupa de baixo significava falta de asseio. Os médicos também alertavam sobre os perigos de ficar com o “corpo resfriado”. As roupas de baixo então eram brancas, normalmente engomadas, e feitas de cambraia branca, de chita grossa ou flanela. Em 1860, as roupas de baixo das mulheres começaram a ganhar sensualidade e, vinte anos depois, a seda conquistou seu espaço. Mas foi por volta dos anos 1950 que elas foram diminuindo de tamanho. http://colunistas.ig.com.br/curioso/2009/10/21/a-evolucao-da-calcinha-de-1800-aos-dias-de-hoje/
Escrito por Marcelo Marson às 14h11
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Concordo

A guerra não acaba enquanto o governo não entender que é problema do Brasil qua, 21/10/09 por Arnaldo Jabor | Qualquer hora vamos ouvir gravações assim: “e ai, mano. Não da para descolar um míssil, um Tomahawk, sei lá, um do Irã ou do Chávez? E helicópteros, bro? Arruma uns ai pra bombardear o asfalto”. Além da miséria, além do egoísmo que ignorou as favelas durante o século XX. Uma causa da tragédia do Rio é a violência da burocracia e da lentidão. Bandidos são ágeis. “Olha lá. Derruba o helicóptero mano. Pa - pum. Demorou”. É assim. E a lei? Assassinos que comandaram tudo estavam em liberdade condicional. Na hora de gastar em propaganda do governo, na hora da irresponsabilidade fiscal e gastos públicos sem limites, só se fala em bilhões, apenas R$ 32 bilhões. Mas na hora do mais horrendo problema do país são apenas R$ 100 milhões de verba, uma micharia que aliás vai demorar seis meses para sair. Será que a ideia de emergência não toca esta gente? Só são rápidos para evitar CPIs? Esta guerra não acaba enquanto o governo não entender que isso é um problema do Brasil, não só do estado e prefeitura. As Forças Armadas tem de repensar uma estratégia para o Rio, sim. As armas vem pelo ar, mar e terra. Para isso temos Aeronáutica, Marinha e Exército. Se o Rio não virar prioridade nacional, as Olimpíadas vão acabar acontecendo no Iraque. http://colunas.jg.globo.com/arnaldojabor
Escrito por Marcelo Marson às 13h26
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Não é o que você pensa
terça-feira, 20 de outubro de 2009 | 16:58  Dilma foi ontem a Araraquara, no interior de São Paulo, e inaugurou um estádio. Como se nota pela foto acima, de Lucas Tannuri, da Tribuna da Imprensa, ela não estava fazendo campanha eleitoral, mas apenas cumprindo a sua agenda. http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/isto-nao-e-campanha-eleitoral/
Escrito por Marcelo Marson às 13h15
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Verdade nua e crua

ALMAS BALDIAS, TERRAS DEVASTADAS quarta-feira, 21 de outubro de 2009 | 4:15 Reinaldo Azevedo
 Publiquei ontem a foto que republico abaixo do próximo parágrafo (de Wilson Júnior, Agência Estado). Alguns leitores queridos deste blog expressaram sua dúvida: “Será que isso é mesmo necessário?” E aqueles seres que transitam nas sombras não hesitaram em defender a censura: “Fotos assim deveriam ser proibidas”. Falarei dessa gente mais tarde. A imagem é chocante, sim. Menos pela barbárie ali sintetizada do que pela desumanização da carne morta. Ela provoca indagações de fundo intelectual e moral — ao menos nas pessoas escrupulosas —, mas quase já não nos toca o sentimento. Perdemo-nos. Uma das mais belas e profundas mensagens do cristianismo é a que prega a inviolabilidade do corpo porque morada de Deus. Nossas carcaças estão se tornando baldias, vastas solidões, terras devastadas. Dobrada naquele carrinho, acanhada, abandonada, jogada no lixo, está uma tradição que produziu grandezas: aquela que diz que o vilipêndio do corpo é uma profanação. Roland Barthes escreve num livrinho sobre fotografia que as imagens têm os seus “puncta” (plural de “punctum“), os pontos que atraem a nossa atenção. Há aqueles óbvios. O mais gritante na imagem acima é a curiosidade das crianças. Há um processo educativo em curso, sabemos. É a devastadora educação sentimental de muitas cidades brasileiras. Mas o horror, o que mais chama a minha atenção, o que considero uma terrível evidência do país que assiste a 50 mil homicídios por ano, está quase fugindo do quadro. Vejam o canto superior direito da imagem. Há uma rodinha de rapazes conversando distraidamente. Um deles usa o carro como apoio, o mesmo carro que ampara o carrinho com o cadáver. É como se dissessem: “Aqui é o Rio; hoje é terça-feira”. Devem conversar assuntos dessa vida besta, que é a de todos nós: o resultado do futebol do fim de semana, a pelada de logo mais, o chope do próximo sábado… Alguns leitores, como disse, têm dúvidas generosas sobre a oportunidade de publicar a foto. Mas a petralhada não hesitou um minuto em afirmar que a sua divulgação corresponde a uma tentativa de sabotar a Olimpíada de 2016. Acusam-me, imaginem!, de integrar um grupo de pessoas interessadas em manchar as conquistas do Brasil — na verdade, muitos falam em “conquistas de Lula”. Não consideram grave o fato em si; lastimam é que tenha virado notícia. Se vocês se lembram, o subjornalismo lulo-petista protestou quando a imprensa exibiu aquela montanha de dinheiro que gente do partido usou para comprar o dossiê (falso) dos aloprados. Acusava-se uma tentativa de prejudicar a candidatura de Lula à reeleição. Para eles, o bom jornalismo é aquele que se submete às diretrizes impostas pelo partido. “Enquanto a imprensa mundial elogia o presidente, você e uma meia-dúzia da imprensa golpista ficam jogando fel em tudo”, diz um dos destrambelhados. Parece que fui eu que larguei um cadáver num carrinho de supermercado. Um outro escreve: “Se você odeia tanto o Brasil, por que não muda daqui, babaca?” Estamos vivendo a reedição, com conteúdo novo, do “Ame-o ou deixe-o”. As esquerdas brasileiras se tornaram subitamente patrióticos. Imaginem se o Brasil estivesse crescendo algo na faixa entre os 11% e os 13%, como aconteceu num pedaço do Regime Militar. O AI-5 seria pouco! Aliás, é justamente o que estão tentando: uma espécie de AI-5 ideológico e cultural, que silencie a divergência, transformando qualquer crítica numa expressão de desamor pelo Brasil. Se um corpo é deixado num carrinho de supermercado, exibi-lo é uma forma de sabotar a Olimpíada; se Lula faz campanha eleitoral desavergonhada com dinheiro público no sertão do oficialismo, com tapete vermelho, camarão e uísque, denunciá-lo é expressão da inveja. Compreende-se: essa gente chegou ao topo porque a democracia comporta — na verdade, exige — a alternância no e do poder. Mas, agora, alternância pra quê? Segundo Dilma Rousseff, se ela não for a futura presidente, o Brasil estará escolhendo o atraso… Progressista é Lula. Agora ele promete “limpar” o Rio. Não faz tempo, passava a mão na cabeça de bandido, acusando os outros governos de não terem investido em educação. Segundo o Babalorixá, uns poucos indivíduos passam uma imagem errada do país. Como se nota, ele agora tem um motivo para romper com a sua sociologia vitimista de botequim… Essa conversa mole servia para brasileiros. Para os gringos, vai ter de mostrar serviço. Esses mortos do mundo real sabotam as fantasias patrióticas. E, se não podem ser eliminados da paisagem, têm de ser eliminados ao menos do jornalismo. Lula e o PT querem a paz dos cemitérios. Ainda que um cemitério de vivos. PS - E antes que me torrem com bobagens: não há contradição necessária entre governo popular e governo autoritário. Aliás, diria que o autoritarismo com oposição forte pode revelar que se está diante de uma ditadura. Com apoio do povo, chega-se fácil à tirania. Ainda que com palavras doces e malabarismos circenses. Em tempo - Não mudo, não! Vou ficar aqui! Os “patriotas” que mudem primeiro! http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/almas-baldias-terras-devastadas/
Escrito por Marcelo Marson às 13h10
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Evidências ateístas

Ranking mostra que países ateus são os mais pacíficos
O chamado "Ranking da Paz 2009", um estudo estatístico realizado pela ONG Vision of Humanity, demonstra que os países com menos influência religiosa tendem a ser mais pacíficos. Por isso, Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, países em que o conflito religioso na sociedade é praticamente inexistente, lideram o ranking. Na outra ponta da tabela aparecem Iraq, Afeganistão e Israel.
No estudo foram avaliados 23 critérios, incluindo guerras estrangeiras, respeito aos direitos humanos, conflitos internos, número anual de homicídios, comércio de armas, número de presidiários e níveis de democracia.
O "Ranking da Paz" ratifica a opinião de alguns sociólogos que apontam as religiões como parâmetros para os índices de violência. Apesar da maioria das religiões basear sua filosofia no amor e na paz, enormes atrocidades marcaram a história e estão ligadas ao sentimento religioso.
Dentre os 144 países que constam no ranking, o Brasil aparece na 85ª posição. Historicamente, o país não está envolvido em guerras, mas a violência interna é suficiente para colocar o Brasil numa posição intermediária.
Segundo levantamento recente, 95% dos jovens brasileiros (entre 18 e 29 anos) explicitam suas ligações religiosas. De acordo com a pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stifung, o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Veja abaixo quais os países mais (e menos) pacíficos segundo "Ranking da Paz 2009": 1º Nova Zelândia - 1.202 pontos 2º Dinamarca - 1.217 2º Noruega - 1.217 4º Islândia - 1.225 5º Áustria - 1.252 6º Suécia - 1.269 7º Japão - 1.272 8º Canadá - 1.311 9º Finlândia - 1.322 9º Eslovênia - 1.322 66º Argentina - 1.851 83º Estados Unidos - 2.015 85º Brasil - 2.022 134º Geórgia - 2.736 134º Zimbabwe - 2.736 136º Russia - 2.750 137º Paquistão - 2.859 138º Chade - 2.880 139º Congo - 2.888 140º Sudão - 2.922 141º Israel - 3.035 142º Somália 3.257 143 Afeganistão - 3.285 144º Iraque - 3.341 http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/news/2009/06/24/209003-ranking-mostra-que-paises-ateus-sao-os-mais-pacificos
Escrito por Marcelo Marson às 12h58
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Quem mente, foge



CCJ do Senado rejeita convite a Dilma e Lina para audiência Oposição queria nova audiência após Lina mudar sua versão 18 de agosto de 2009
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou há pouco requerimento do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de convite para que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex secretária da Receita Federal, Lina Vieira, dessem explicações sobre o suposto encontro para tratar de investigações nos negócios da família Sarney. O requerimento foi rejeitado por nove votos a quatro. A estratégia governista, maioria na comissão, foi de apresentar e rejeitar o requerimento para que outro requerimento sobre o mesmo assunto do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ficasse prejudicado e não fosse apreciado pelos senadores. Virgílio não estava presente na comissão por isso, seu requerimento não chegou a ser votado. A decisão gerou revolta entre os oposicionistas. O vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), chegou a discutir com Romero Jucá e classificou a atitude de "mentira". O líder do PT no Senado, Aloízio Mercadante (SP), disse que o convite a Lina e Dilma não é necessário. "Não vejo razão para requentar esse assunto. O Senado tem matérias mais relevantes para debater". Lina Vieira já havia comparecido à CCJ para dar explicações quanto ao possível encontro que, segundo ela, teria ocorrido na Casa Civil. Na reunião, teria ouvido de Dilma Rousseff um pedido para "agilizar" a investigação feita pela Receita Federal nos negócios da família Sarney. O encontro teria sido extraoficial, por isso, não teria sido registrado na agenda de trabalho das duas. No entanto, esta semana, Lina Vieira voltou atrás e afirmou à imprensa ter encontrado uma agenda em que registrou à caneta a data e a hora da reunião. http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4054216-EI306,00-CCJ+do+Senado+rejeita+convite+de+Dilma+e+Lina+para+audiencia.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h40
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Será mesmo?

Má postura diminui autoconfiança De acordo com pesquisa, pessoas que sentam com a coluna curvada têm mais dificuldade para acreditar em si mesmas REDAÇÃO ÉPOCA Se você está inseguro com relação ao seu desempenho no trabalho ou nos estudos, sentar corretamente pode ser o primeiro passo para melhorar. Um estudo divulgado nesta segunda-feira (5) pela Universidade de Ohio afirma que manter a coluna ereta pode ser bom não só para a postura, mas também para a autoconfiança. INSEGURANÇA Pessoas que sentam com o corpo curvado têm mais dificuldade para acreditar em seus pensamentos “A maioria das pessoas aprende que sentar direito passa uma boa imagem para os outros, mas a postura também pode afetar o modo como pensamos sobre nós mesmos”, diz o psicólogo Richard Petty, coautor do estudo. Segundo ele, quem cuida bem da postura acaba se deixando “convencer” pela linguagem corporal e adotando pensamentos igualmente confiantes.
A pesquisa foi feita com base em um experimento realizado com 71 estudantes da universidade. Cada participante era instruído a sentar diante do computador com a coluna ereta ou se curvar para frente, e permanecer na posição durante todo o exercício. Em seguida, cada um deles preenchia um questionário no qual deveriam listar três qualidades ou três defeitos, além de fazer uma avaliação de seu desempenho profissional. Entre os estudantes que mantiveram a postura adequada, foi comprovada uma relação direta entre o resultado da autoavaliação e a lista de qualidades e defeitos: aqueles que listaram características negativas atribuíram notas baixas ao seu desempenho, enquanto os que listaram características positivas se avaliaram positivamente. Os estudantes que se curvaram para frente, por sua vez, demonstraram estar em dúvida: alguns deram notas altas para seu desempenho apesar das críticas, e outros se deram notas baixas mesmo tendo elogiado o próprio trabalho. “A postura confiante deixa as pessoas mais seguras do que pensam, não importa se o pensamento é positivo ou negativo”, diz Petty.
Segundo o pesquisador, os resultados comprovam que adotar uma postura correta pode tornar as pessoas mais assertivas no trabalho, além de aprimorar o desempenho de estudantes em provas. Alunos que se inclinam para frente costumam duvidar das próprias respostas e têm mais chances de mudá-las mesmo se estiverem corretas, além de demorar mais tempo para decidir. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96948-15257,00-MA+POSTURA+DIMINUI+AUTOCONFIANCA.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h30
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Fominha

"Coma menos, viva mais". Será? Por que ninguém consegue provar que a restrição calórica prolonga a vida humana Cristiane Segatto Todos nós queremos viver mais e melhor. Essa talvez seja a principal aspiração humana. É o desejo que iguala todos os mortais desde que o primeiro Homo sapiens surgiu na Terra. No século 21, nos apegamos à esperança de que a tecnologia e o avanço da medicina vão nos permitir enganar a morte. Ou, pelo menos, adiá-la. É por isso que caímos na tentação de aceitar, sem muita reflexão, toda e qualquer dica sobre como manter a saúde. E ainda socializamos, espalhamos os conselhos por aí. Quanto mais simples e de fácil incorporação no dia a dia, mais irresistível a dica nos parece. Quem nunca se empolgou com notícias a respeito de ervas ou legumes que curam câncer e mandou o link do site para meia dúzia de amigos? Quem nunca se interessou em ler sobre tratamentos baratos e capazes de curar tudo que só não estão disponíveis porque existe um tal “complô da indústria farmacêutica e do governo”? Tenho a impressão de que ocorre um rebaixamento de nosso senso crítico quando a notícia nos traz esperança. Nunca paramos para pensar que ela parece boa demais para ser verdadeira. Pensamos justamente o contrário: a dica é tão boa e simples que só pode ser verdade. A autoajuda e o politicamente correto dominam grande parte dos conselhos de saúde que encontramos na internet e fora dela. É um tal de faça isso, faça aquilo. Evite isso, evite aquilo. Alguns dos conselhos parecem fazer todo sentido e, por isso, ninguém se preocupa em saber de onde surgiram.
Um dos conselhos que mais me intrigam é o defendido pelos admiradores da restrição calórica. Segundo eles, um corte de 25% nas calorias consumidas diariamente prolonga a vida. Como assim? A quantidade de alimentos ingeridos a cada dia é um fator tão importante a ponto de interferir na longevidade? Quem come pouco vive 100 anos?
Muita gente acredita nisso. O conselho parece tão óbvio que se torna insuspeito. Resolvi entender de onde ele surgiu. Descobri que até hoje ninguém conseguiu provar que uma menor ingestão de calorias prolonga a vida humana. Desde os anos 30 essa hipótese é estudada pelos cientistas. Em camundongos e ratos, os pesquisadores provaram que a restrição calórica prolonga a vida dos animais. Desde 1989, um estudo realizado pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, pretende verificar se o mesmo efeito ocorre em macacos. Até o momento, os animais submetidos à restrição calórica são mais saudáveis e vigorosos. Parecem destinados a viver mais.
Por que, então, até hoje ninguém conseguiu provar a mesma coisa em humanos? A primeira razão: na vida cotidiana, é muito difícil resistir à vontade de comer coisas deliciosas, prazerosas e que extrapolam os limites impostos pelos pesquisadores. A segunda razão: como os pesquisadores vão controlar o que os voluntários de fato comem dia após dia? Não somos cobaias de laboratório destinadas a comer apenas o que aparece na gaiola. Temos liberdade, vontades e meios de obter todo tipo de comida. Ainda assim, pesquisas muito sofisticadas tentam superar essas dificuldades e explicar qual é, afinal, o papel da restrição calórica. Um dos estudos mais importantes é o Calerie, que pretende determinar os efeitos de longo prazo da restrição calórica. A pesquisa é financiada pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, e liderada por três grandes universidades. A pesquisa é sofisticada. O primeiro passo é determinar rigorosamente quantas calorias cada voluntário ingere e quantas queimam num dia de alimentação comum. Isso requer testes caros e trabalhosos realizados durante duas semanas.
O participante bebe água contendo isótopos que, depois de excretados e analisados, permitem que os pesquisadores determinem a produção de dióxido de carbono de cada indivíduo. Esse parâmetro ajuda a determinar a queima calórica de uma forma precisa. Depois disso, cada pessoa recebe uma meta individual que deve ser seguida. Os voluntários não são gordos. A maioria tem índice de massa corpórea (IMC) considerada normal ou um algum sobrepeso. Aceitaram reduzir em 25% a quantidade diária de calorias que consomem. Devem seguir essa dieta durante dois anos. Alguns estão completando esse período. Outros estão entrando agora no estudo.
No primeiro ano, eles perdem cerca de 15% do peso. Depois, param de emagrecer. O peso é estabilizado como se tivesse alcançado um platô e fica difícil emagrecer mais. O objetivo do estudo não é avaliar a perda de peso ou qual é a melhor dieta.
O estudo Calerie deve esclarecer se é verdadeira a premissa por trás da restrição calórica. Ou seja: uma dieta espartana afeta mesmo o processo de envelhecimento e o aparecimento de doenças relacionadas a ele? Li nesta semana uma ótima reportagem assinada por Jon Gertner, da revista do The New York Times, sobre esse estudo. Ele explica que o processo de envelhecimento, também chamado pelos pesquisadores de envelhecimento “primário” ou “intrínseco”, refere-se aos danos que se acumulam em nossas células à medida que envelhecemos. Essa é uma condição natural que parece ter limitado a vida humana em algo em torno dos 120 anos.
Já as doenças que acompanham o processo de envelhecimento, chamado de envelhecimento “secundário”, são os problemas bastante prevalentes na velhice, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares. Nesse aspecto, a restrição calórica parece funcionar muito bem. Quem come menos e com mais qualidade corre risco mais baixo de sofrer desses males. Desta forma, muitas mortes precoces podem ser evitadas. Isso significa que a restrição calórica é capaz de evitar o envelhecimento celular e estender os limites da longevidade humana? Isso ninguém conseguiu provar. Quem acredita nisso pode estar superestimando o papel da alimentação no processo de envelhecimento. Você é o que você come. Mas não somente isso. Outros fatores (como genética, atividade física, tabagismo, qualidade da dieta e não somente quantidade de calorias) determinam de que forma e por quanto tempo vamos viver.
Se comer menos não vai nos fazer viver 120 anos, pelo menos poderia nos fazer viver melhor os 70 ou 80 anos que os atuais índices de expectativa de vida nos reservam, não é mesmo? Que tal então promover a ideia da restrição calórica para toda a população?
Seria um fracasso, segundo os especialistas. Gertner perguntou isso ao médico John Holloszy, um dos líderes do estudo Calerie na Washington University. Ele respondeu: “99% das pessoas não conseguem segui-la. Nem as pessoas que fazem parte do estudo vão manter essa disciplina quando a pesquisa acabar.” Reduzir 25% das calorias consumidas a cada dia requer um grande esforço pessoal e muitos recursos de aconselhamento médico e nutricional que a maioria das pessoas não têm. Essa também é a opinião da nutricionista Patrícia Genaro. Ela fez uma revisão de 45 estudos científicos sobre restrição calórica e escreveu um artigo publicado em julho no periódico Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. “Quem reduz 25% das calorias sente fome e não consegue aderir à dieta por um tempo prolongado”, diz Patrícia. “Talvez algum dia a ciência consiga provar a influência da restrição calórica sobre a longevidade. Ainda assim será muito difícil convencer a população a adotá-la”, diz Patrícia, que está terminando o doutorado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Mais importante do que se preocupar em contar e cortar calorias é seguir uma dieta rica e variada. Pouca gordura, muitos vegetais e frutas, doses adequadas de proteínas e carboidratos. E, claro, sem esquecer do prazer que pequenas transgressões alimentares nos proporcionam e nos fazem sentir vivos. A ilusão da imortalidade alimentada por ideias como a da restrição calórica é sempre atraente. Mas de que nos adianta viver muito se não soubermos viver bem? http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI98952-15230,00-COMA+MENOS+VIVA+MAIS+SERA.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h23
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Uso rápido

Mulheres descartáveis O vale tudo emocional que vivemos nos últimos anos não é lugar para moças de família Ivan Martins Michel Houellebecq é um escritor francês de péssima reputação entre as mulheres. Escreveu Partículas Elementares, livro em que lança mão de uma ciência duvidosa (a sociobiologia) para defender uma tese controversa: a de que a revolução sexual liquidou as chances de felicidade feminina. O livro sugere que as mulheres se tornaram objetos de prazer descartáveis, que perderam o amparo que as estruturas tradicionais costumavam oferecer. Envelhecem, perdem o atrativo e a função reprodutiva e vivem à mercê dos filhos, cada vez menos respeitosos. É pessimista a não poder mais. Quem quiser ter contato com uma versão adocicada do livro pode pegar o filme nas locadoras, com o mesmo nome. Desde a primeira vez em que tive contato com as idéias de Houllebecq elas me deixaram um gosto esquisito na boca. Por me considerar profundamente feminista, briguei silenciosamente com elas. Por ser, como o autor, um tanto pessimista, não consegui me livrar inteiramente da impressão de que as mulheres, de alguma forma, estão sendo enganadas pela história: no momento da sua maior conquista, no momento da liberdade e da igualdade de direitos, muitas se descobrem de mãos e vidas vazias. Na semana passada aconteceram duas coisas que reforçaram meu pessimismo. Primeiro, publicamos aqui na ÉPOCA uma reportagem perturbadora sobre infelicidade feminina. Desde 1972, ano após ano, um percentual cada vez maior de mulheres se diz infeliz com a própria vida, enquanto um número cada vez maior de homens se diz feliz com a deles. Quando a pesquisa começou, logo depois da revolução social e sexual dos anos 60, as mulheres eram muito mais felizes e esperançosas do que os homens. Agora a situação se inverteu. Pior: as mulheres ficam cada vez mais tristes à medida que envelhecem, enquanto os homens ficam mais satisfeitos. Outra coisa que me deixou pessimista foi a conversa com uma amiga querida que já passou dos 40, tem filhos pequenos, nenhum marido e acabou de romper um namoro importante. Ela está desolada, tomada pela sensação de que as dores de amor são cada vez maiores, o tempo de recuperação é cada vez mais longo e a paixão, que viria a enterrar a dor passada, é cada vez mais rara. Os filhos dão trabalho, a vida é dura e ela já não se sente atraente como costumava ser. Eu tentei animá-la o quanto pude, mas saí da conversa mais pesado do que entrei. Pensei no livro de Houllebecq. Hesito em escrever o que planejei escrever agora. Faltam palavras e a convicção profunda. O sentido do que eu quero dizer me parece francamente conservador, ainda assim talvez seja a coisa certa a ser dita. Talvez. Considerando, então, que as dúvidas podem ser melhores que as certezas, avancemos. Pode ser que a revolução dos costumes tenha traído as mulheres, como sugere Houllebecq. Digo isso e me lembro, imediatamente, de mulheres bem-sucedidas e livres que eu conheço. Elas tocaram sua vida sem se lixar para preconceitos e para a tutela dos homens. Criaram seus filhos de forma não convencional. Tiveram maridos, mas nunca foram prisioneiras de casamentos. São filhas dos anos 60. Agora estão chegando aos 50 ou 60 no controle das próprias vidas. Têm dinheiro, prestígio social e familiar e – não menos importante – estão acompanhadas. São felizes, me parece. Mas talvez sejam exceções: personalidades exuberantes, talentos privilegiados que teriam dado certo em qualquer época e qualquer ambiente. A maioria das mulheres acima de 40 que eu conheço não é assim. A maioria é gente normal, que viveu as liberdades herdadas dos anos 60 e 70 como teria vivido o conservadorismo anterior, com naturalidade. Não eram revolucionárias. Elas acreditaram na ideia da época de que poderiam ser sexualmente livres, economicamente independentes e que tinham pleno direito à felicidade. E não foi bem assim que aconteceu. O sexo escasseia quando se deixa de ser jovem e bonita. A independência econômica ainda é uma miragem para homens e mulheres. E a felicidade, agora se sabe, não é sinônimo de liberdade e igualdade. Talvez seja o contrário, o que seria muito humano. Parte dos problemas femininos se deve ao comportamento dos homens. Antigamente, eles ficavam no casamento, ainda que não ficassem necessariamente em casa. Manter os filhos era obrigação primordial do pai. Agora os homens vão embora e frequentemente deixam às mulheres a tarefa de criar os filhos. E está tudo bem. Não dão dinheiro suficiente e nem atenção suficiente. E está tudo bem. Na cultura de “vamos ser felizes”, herdada dos anos 60, que se espalhou por todas as classes sociais, a obrigação essencial de cada um é com a própria felicidade. A noção de dever e de obrigação vai se esgarçando até não significar coisa nenhuma. Lealdade (sobretudo sexual e afetiva) é uma palavra anacrônica. Vem junto com “traição” na lista daquelas que se usa entre parênteses.
Lembro de uma história exemplar que me contaram anos atrás. Está o pescador bonitão na praia, fumando um baseado com uma turista no colo, quando chega a mulher dele, completamente descontrolada. Ela berra com o sujeito que ele não tem ido pra casa, que ela e as crianças estão passando necessidade, lembra que ele é o marido dela, que ele é pai, pelo amor de Deus! Incomodado, mas sem tirar a gatinha do colo, o pescador responde à mulher: “Pô, para de me sufocar. Me deixe em paz. Eu preciso de espaço”... Nessa história tem uma mulher que chora e outra mulher sentada no colo do pescador. Além de um pescador safado.
Outra história, essa tirada de um filme: no final de "Terremoto" (de 1974), um sexagenário interpretado por Charlton Heston tem de escolhe entre salvar-se com a jovem e linda amante ou encarar a morte em companhia da mulher envelhecida (e chata) de toda a vida, interpretada por Ava Gardner no crepúsculo da sua beleza. O sujeito hesita por uma fração de segundo e mergulha para morrer com a velha companheira. Se hoje Tarantino filmasse essa cena seria chamado de exagerado. Lealdade saiu de moda.
É claro que a culpa pela infelicidade feminina não é dos homens. Nas últimas décadas as mulheres puderem fazer escolhas. Elas decidiram com quem e como gostariam de viver. Quantas vezes iriam casar ou se separar. Quando e em que circunstância seriam mães (esquecendo, por um segundo, que o aborto ainda é crime no Brasil). Se deixaram de perseguir a própria carreira (ou o sonho) com a dedicação que ela (ou ele) merecia, isso foi escolha, não imposição. Pelo menos na classe média. Se perseguiram a carreira e agora se sentem sozinhas, também isso foi resultado de escolha. O segundo filho, o casamento tedioso, a solidão apavorante: tudo decorre das escolhas. O amor que arrebata também. A família feliz também. A estabilidade. A luta na trincheira do lar. O que não é escolha é azar, como o abandono. Ou sorte, que também existe.
Assim tem vivido a minha geração. Ela fez e faz escolhas dentro daquilo que Brecht chamava de “o tempo que nos foi dado viver”. E eu acho que esse tempo tem beneficiado mais os homens que as mulheres. E, dentre as mulheres, tem beneficiado mais aquelas que fizeram opções mais conservadoras. Ainda é arriscado para as mulheres viver com a liberdade dos homens. O custo dos erros e dos azares não é o mesmo. E, ao longo do tempo, vai se tornando mais alto para as mulheres. Esse é o tema de Houllebecq. Homens não engravidam e raramente ficam com os filhos. Homens viajam mais leve pela vida e pelo mundo do trabalho. Homens (ainda) não dependem tão fundamentalmente da juventude e da beleza. Usufruem mais do mundo e por mais tempo. Estão mais bem aparelhados para viver o cada-um-pra-si do planeta egoísmo.
A que isso nos leva? A uma segunda revolução dos costumes, eu acho. Na primeira, quarenta anos atrás, homens e mulheres ficaram “iguais”. Na segunda, talvez a gente descubra que as mulheres – as mães dos nossos filhos – precisam de um grau adicional de proteção social, de lealdade afetiva e de celebração nas suas funções tradicionais. Sem hierarquias. Sem “ordem natural” masculina. Gente com poder igual, mas com necessidades diferentes.
Em 1875, descrevendo uma utopia, Karl Marx escreveu que a sociedade ideal deveria dar às pessoas de acordo com as sua necessidade e receber delas de acordo com a sua capacidade. Talvez muitas mulheres estejam dando mais do que deveriam e recebendo menos do que precisam, em vários terrenos. Talvez por isso as pesquisas mostrem que elas estão cada vez mais tristes. Talvez por isso a minha amiga esteja destroçada. A simpática barbárie de costumes em que vivemos nos últimos anos pode não ser um bom ambiente para moças de família. Ou para as moça construírem direito suas famílias. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI99712-15230,00-MULHERES+DESCARTAVEIS.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h15
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Preparadas?

Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil, diz estudo da New Scientist As mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso. Estas mudanças são previstas a partir de extensas provas para documentar que o processo evolutivo ainda atua sobre os humanos. Fraqueza em cromossomo Y é relacionada a anomalias sexuais Terapia genética para problemas cardíacos passa em 1º teste Técnica genética poderia "corrigir" doenças hereditárias Os avanços médicos significam que muitas pessoas cujas mortes ocorreriam durante a juventude agora vivem até a terceira idade. Isso leva a uma crença de que a seleção natural não afeta seres humanos e que estes, portanto, pararam de evoluir. "Isso é simplesmente falso", disse Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale. Ele afirma que, embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda podem. A questão é se mulheres que têm mais crianças possuem esses traços distintivos, que elas repassariam aos seus descendentes. Para desvendar a questão, Stearns e seus colegas trabalharam com dados do Framingham Heart Study, que trazia o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948 --que englobam três gerações em algumas famílias. Passando adiante A equipe estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e então cruzaram os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, a equipe de Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram à luz. Eles controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular o quão forte é a seleção natural para moldar estas características fisiológicas. E é muito, segundo se confirmou. Mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e --não surpreendentemente-- tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças. Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual. Decodificação de cultura É difícil dizer o que direciona para estas características, e discernir se elas estão sendo disseminadas por genes de mulheres, mas, pelo fato de Stearns controlar muitos dos fatores sociais e culturais, é provável que isso tenha resultado em um documento genético, em vez de um trabalho acerca de evolução cultural. Não é o primeiro estudo concluindo que a seleção natural está "operando" nos humanos atualmente; a diferença é que muitos dos trabalhos anteriores foram concluídos de diferenças geográficas nas frequências de genes, e não de avaliações diretas do sucesso reprodutivo. Isso deixa o estudo de Stearn como, talvez, a mais detalhada medição da evolução humana atual. "É interessante que o quadro biológico subjacente ainda é detectado sob a cultura", diz ele. Análises a longo prazo de outros conjunto de dados médicos pode jogar mais luzes sobre a interação entre genética e cultura. http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u640507.shtml
Escrito por Marcelo Marson às 12h01
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Companheiros unidos
 Dilma defende José Dirceu em depoimento à Justiça TÂNIA MONTEIRO - Agencia Estado BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu o ex-ministro José Dirceu no depoimento que prestou hoje à juíza Pollyana Kelly Martins Alves, da 12ª Vara da Justiça Federal. Questionada sobre a sua opinião pessoal em relação ao ex-ministro, ela respondeu: "Se querem minha opinião, acho que José Dirceu é uma pessoa injustiçada e tenho por ele um grande respeito".
Segundo relato de pessoas que acompanharam o depoimento, quando questionada se tinha conhecimento se José Dirceu administrava questões internas do PT e se ele tinha beneficiado alguma instituição financeira de crédito consignado, a ministra respondeu que não tinha conhecimento de ambas as questões.
Dilma dedicou grande parte do início do seu depoimento a falar sobre a tramitação das regras do setor elétrico no Congresso. A ministra disse que considerou muita rápida a tramitação do marco regulatório do setor elétrico. "Aos olhos de hoje, a aprovação do novo modelo do setor elétrico foi impressionantemente rápida", disse a ministra, ao lembrar que foi uma lei muito complexa, com mais de mil emendas e tramitou de uma forma muito rápida.
Questionada se essa tramitação foi rápida por causa de algum pedido que pudesse ter sido feito pelo ex-deputado José Janene de vantagem financeira para ajudar na tramitação, a ministra respondeu que não havia no governo Lula como fazer um pedido desse gênero. "Isso não aconteceu. Era impossível. Não havia a menor possibilidade de isso ser aceito por nós", disse, segundo relato de pessoas que assistiram o depoimento, que durou quase duas horas. Dilma foi escolhida como testemunha pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, e pelo ex-ministro José Dirceu, no processo sobre o esquema do Mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi ouvida em seu gabinete, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-defende-jose-dirceu-em-depoimento-a-justica,453772,0.htm
Escrito por Marcelo Marson às 11h57
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Escrever, falar, ler bem direitinho

Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para 2009 | Alfabeto | Nova Regra | Regra Antiga | Como Será | O alfabeto é agora formado por 26 letras | O 'k', 'w' e 'y' não eram consideradas letras do nosso alfabeto. | Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano | Trema | Nova Regra | Regra Antiga | Como Será | Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano | agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça | aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça. | Acentuação | Nova Regra | Regra Antiga | Como Será | Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas | assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico | assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico | obs: nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis. | obs2: o acento no ditongo aberto 'eu' continua: chapéu, véu, céu, ilhéu. | Nova Regra | Regra Antiga | Como Será | O hiato 'oo' não é mais acentuado | enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo | enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo | O hiato 'ee' não é mais acentuado | crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem | creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem | Nova Regra | Regra Antiga | Como Será | Não existe mais o acento diferencial em palavras | pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra | para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera |
Escrito por Marcelo Marson às 05h18
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Anéis mágicos...

Concepção artística do anel gigante em torno de Saturno: em seu diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra (Foto: NASA/JPL-Caltech/Keck) Astrônomos descobrem anel gigante em torno de Saturno O maior anel do planeta abrigaria 1 bilhão de Terras dentro de seu diâmetro. Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de quilômetros de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta. “Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio" "Trata-se de um anel superdimensionado", definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica "Nature". "Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio", comparou a cientista. Quase invisível Anne e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma "leitura" de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno. “As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria" Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas. "As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria", disse Anne.
Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas. A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno. Mistério Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia - a lua Iapetus, também de Saturno. A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang. Segundo a equipe de Anne, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno. Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, "como uma mosca contra uma janela". http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1332348-5603,00-ASTRONOMOS+DESCOBREM+ANEL+GIGANTE+EM+TORNO+DE+SATURNO.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h41
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Vistidim curiosim

Confira lista com vestidos feitos com materiais curiosos Em Paris, feira exibiu nesta semana vestidos feitos com chocolate. Veja também peças de filtros de café, papel higiênico e porcelana. Do G1, em São Paulo Na última terça-feira (13), a Feira Mundial de Chocolate, em Paris (França), exibiu vestidos feitos com a guloseima. Abaixo, listamos peças produzidas com materiais ou formas curiosas. Entre os inusitados, há ainda vestidos feitos com filtros de café e papel higiênico 
Em 2007, a americana Jennifer Cannon se casou com um vestido feito de papel higiênico. (Foto: Ray Stubblebine/Reuters)

Em 2006, o chef ucraniano Valentyn Shtefano preparou o vestido da sua noiva com farinha, ovos, açúcar e caramelo, fazendo a roupa com a receita do bolo. O vestido pesava quase dez quilos e levou dois meses para ficar pronto. (Foto: Divulgação)

Em maio, a estudante norte-americana Aimee Kick criou um vestido feito apenas com filtros de café. Segundo o colégio Francis Howell North, a estudante decidiu inovar na confecção, pois não queria um vestido apenas elegante e moderno para seu baile de formatura. (Foto: Divulgação)

À esquerda, a apresentadora de TV Daphne Burki mostra vestido de chocolate desenhado por Marithe François Girbaud. À direita, a atriz Marie Fugain mostra vestido de chocolate criado pela estilista Virginie Stucki. As peças foram apresentadas na terça-feira durante a 15ª edição da Feira Mundial de Chocolate, em Paris (França). (Foto: Jacques Brinon/AP)

À esquerda, vestido feito com porcelana branca e azul, que foi criado pelo chinês Li Xiaofeng. À direita, vestido-gaiola, que foi idealizado por Kasey McMahon. (Foto: Reprodução)
http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1339821-6091,00-CONFIRA+LISTA+COM+VESTIDOS+FEITOS+COM+MATERIAIS+CURIOSOS.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h31
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Muuuuuuuuuuuuuuuuuu

Tony Capla superou mais de 80 rivais para levar o título. (Foto: Reprodução/Milwaukee Journal-Sentinel) Menino de 9 anos conquista título de melhor mugido de vaca Em 2007 e 2008, Tony Capla havia terminado na segunda colocação. Pela vitória, ele ganhou prêmio de US$ 1 mil e jaqueta personalizada. Do G1, em São Paulo O menino americano Tony Capla, de nove anos, superou mais de 80 adversários e venceu o concurso de melhor mugido de vaca na Feira Estadual do Wisconsin, realizada em Milwaukee, segundo reportagem publicada pelo "Milwaukee Journal-Sentinel". Em 2007 e 2008, Tony Capla havia terminado na segunda colocação na competição inusitada promovida pela Feira do Wisconsin. Pela vitória neste ano, ele faturou um prêmio de US$ 1 mil (cerca de R$ 1,8 mil), além de uma jaqueta personalizada. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1341420-6091,00-MENINO+DE+ANOS+CONQUISTA+TITULO+DE+MELHOR+MUGIDO+DE+VACA.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h14
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Mais dia, menos dia, vem à tona o intestino religioso

Padre foi levado para fora da igreja. (Foto: Reprodução/Metro) Padre que bebe e fala palavrão é expulso de igreja pelos fiéis Fiéis dizem que ele gastava doações em bebida e cigarro. Fechadura do templo foi trocada para evitar a volta do padre. Do G1, em São Paulo Moradores da cidade de Parciaki, no norte da Polônia, decidiram expulsar um padre da igreja por conta própria, conforme publicou nesta semana o jornal britânico "Metro". Segundo os fiéis, o padre Edward Pilarkiego, de 62 anos, falava palavrões durante as missas e estaria usando o dinheiro doado nas celebrações para comprar bebida e cigarro. "Ele está sempre arrumando confusão. Não ter padre é melhor do que ter esse", disse um morador da cidade. Com essa ideia, um grupo de paroquianos o arrastou de seu púlpito e o levou para fora da igreja, enquanto ele ainda segurava uma garrafa de vodca. Para garantir que o padre não voltaria em seguida, eles ainda trocaram a fechadura do templo. http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1343981-6091,00-PADRE+QUE+BEBE+E+FALA+PALAVRAO+E+EXPULSO+DE+IGREJA+PELOS+FIEIS.html
Escrito por Marcelo Marson às 12h09
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A vida real imita a ficção

Helicóptero da PM explodiu após pouso forçado no morro dos Macacos, na zona norte do Rio
Helicóptero é alvejado e 12 morrem em dia de violência no Rio Da Reuters - Por Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - Um helicóptero da Polícia Militar foi alvejado, ônibus foram incendiados nas ruas e 12 pessoas morreram, incluindo dois policiais, em um dia marcado pela violência no Rio de Janeiro, informaram autoridades de segurança do Estado neste sábado. Dez mortos seriam supostos traficantes, vítimas de confrontos entre facções criminosas rivais e com a polícia no Morro dos Macacos, na zona norte da capital fluminense, segundo a cúpula da segurança pública. Outros seis policiais ficaram feridos, um deles em estado gravíssimo, e mais quatro pessoas foram atingidas por balas perdidas nos intensos confrontos na favela, localizada no bairro de Vila Isabel, que foi invadida de madrugada por traficantes de outra comunidade. "Isso não pode ficar assim. Vamos fazer todos os esforços para revidar essa ação dos bandidos", disse a jornalistas o comandante da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, acrescentou: "É uma toa de desespero do tráfico, que está sufocado e perdendo espaço com as constantes ações da polícia. É resultado de uma perda financeira", afirmou. Os dois policiais mortos nos confrontos estavam num helicóptero da PM que foi alvejado durante a operação no Morro dos Macacos. A aeronave, que não era blindada, tinha seis policiais a bordo quando foi acertada por tiros disparados por supostos traficantes. O piloto foi forçado a realizar um pouso de emergência em um campo de futebol, após a aeronave começar a pegar fogo no ar. Quatro tripulantes conseguiram escapar, mas dois morreram dentro do helicóptero, provavelmente carbonizados, de acordo com a polícia. Um policial que teve quase a totalidade do corpo queimada está internado em estado gravíssimo, disse o porta-voz da PM, major Oderlei Santos. Horas após o incidente com o helicóptero, oito ônibus de transporte urbano foram incendiados por suspeitos traficantes em ruas da região, assustando passageiros que foram obrigados a descer dos coletivos às pressas. Segundo comunicado da polícia seria "ações orquestradas pelos criminosos para facilitar a fuga". A polícia informou que três suspeitos foram presos. De acordo com as autoridades de segurança do Estado, o serviço de inteligência da polícia tinha informações sobre a ameaça de invasão ao Morro dos Macacos, mas a PM não conseguiu impedir a ação dos traficantes rivais. "Tínhamos informações de que poderia haver uma invasão. Deslocamos nosso pessoal. Impedimos uma parte, mas são muitas entradas e acessos possíveis ao Morro dos Macacos. Ele pode ser acessado por pelo menos quatro bairros", disse o coronel Duarte, ressaltando que o morro ficará ocupado pela polícia por tempo indeterminado. A Secretaria de Segurança Pública informou que as férias e folgas de todos os policiais foram suspensas e que vai colocar um efetivo adicional nas ruas da cidade de 3.500 homens. O Governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que a política de enfrentamento da polícia do Rio não será alterada e o prefeito Eduardo Paes classificou as ações dos traficantes de "inadmissíveis". Esse é o pior caso de violência na cidade nos últimos meses e acontece apenas duas semanas após o Rio ter sido escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1345163-5601,00-HELICOPTERO+E+ALVEJADO+E+MORREM+EM+DIA+DE+VIOLENCIA+NO+RIO.html
Dois PMs morrem após helicóptero ser atingido em favela do Rio RIO DE JANEIRO - Dois policiais militares morreram neste sábado depois que o helicóptero em que sobrevoavam uma favela do Rio de Janeiro foi atingido por disparos de criminosos e foi obrigado a fazer um pouso forçado num campo de futebol, informou a polícia. Os suspeitos traficantes do Morro dos Macacos acertaram tiros na hélice da aeronave, que tinha seis pessoas a bordo, informou a assessoria de imprensa da Polícia Militar. Os outros quatro tripulantes ficaram feridos, um deles com queimaduras graves, segundo a PM. "O helicóptero foi atingido por criminosos e o piloto fez um pouso forçado num campo de futebol", disse à Reuters o major Oderlei Santos, da Polícia Militar. A Polícia Militar ainda não tinha informações sobre se os policiais haviam sido mortos por conta do incêndio que ocorreu no helicóptero ou se foram baleados pelo traficantes. Os PMs participavam de uma operação no Morros do Macacos, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, quando o helicóptero em que estavam foi atingido. http://www.estadao.com.br/noticias/geral,dois-pms-morrem-apos-helicoptero-ser-atingido-em-favela-do-rio,452127,0.htm
Helicóptero da PM é atingido por tiros na zona norte do Rio; há feridos Um helicóptero da PM (Polícia Militar) foi atingido por tiros na manhã deste sábado enquanto sobrevoava a região entre o morro dos Macacos e morro São João, na Vila Isabel (zona norte do Rio), onde ocorre um confronto entre traficantes. Policiais militares ficaram feridos, mas a polícia não soube informar o número exato de vítimas. Informações preliminares da corporação apontavam que, após ser atingida, a aeronave havia feito um pouso forçado em um campo de futebol na Vila Olímpica do Sampaio. No entanto, depois, a polícia informou que o helicóptero explodiu após tocar o solo. Tiros. Um tiroteio assusta os moradores da região desde da madrugada de hoje, quando traficantes do morro São João tentaram invadir o morro dos Macacos para disputar os pontos de venda de drogas no local, de acordo com a PM. Mais cedo, os criminosos fizeram barricadas e colocaram fogo em pneus para impedir a entrada de policiais. A operação conta com o auxílio de um veículo blindado da PM, além do helicóptero blindado Caveirão e um outro helicóptero da PM. Policiais foram chamados por moradores, que disseram que havia dois corpos dentro da favela. No entanto, a polícia informou que ainda não encontrou nenhum corpo. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639408.shtml
Escrito por Marcelo Marson às 12h01
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Recompensa em vingança sanguinária

Policiais recolhem corpo de um dos mortos durante o conflito no Morro dos Macacos Entidades oferecem R$ 12 mil a quem entregar atiradores Soldados mortos em queda de helicóptero foram enterrados; familiares protestam contra governo do Rio RIO - Entidades estão oferecendo R$ 12 mil por informações que levem à prisão os responsáveis pelos disparos que mataram dois policiais e derrubaram o helicóptero Fênix 3 da Polícia Militar na manhã de sábado, 17, durante a operação no Morro dos Macacos, na zona norte do Rio. "Os tiros que atingiram a aeronave são de armas com grosso calibre. Na favela, todos sabem quem opera esses armamentos", disse o presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar do Brasil (Assinap), Miguel Cordeiro, que ofereceu R$ 10 mil pelos atiradores. O Clube de Cabos e Soldados ofereceu R$ 2 mil pelos assassinos e pediu em nota o afastamento da cúpula da Segurança Pública. No domingo, 18, os soldados atiradores do Grupamento Aéreo Marítimo da PM Marcos Stadler Macedo, de 39 anos, e Edinei Canazarro, de 29, foram enterrados no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. Os parentes de Canazarro fizeram críticas ao governo do Estado. "Eles fazem o teatro deles para trazer a Olimpíada para o Rio, mas não equipam os policiais, que seguem para a morte quando vão ao combate em áreas de risco", protestou a tia de Edinei, Rosa Maria Barbosa. "Existe verba para a Copa e para a Olimpíada. Mas não tem dinheiro para equipar a polícia e dar vida digna a quem trabalha para a segurança do povo."
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ontem que o helicóptero da PM, o primeiro a ser abatido por traficantes no Rio, provavelmente foi alvo de armas longas, consideradas antiaéreas. Só após a perícia será possível determinar o calibre da arma que abateu o helicóptero modelo Esquilo. A licitação para compra de outro aparelho deve ser concluída em novembro. "Os tiros que atingiram a aeronave são de armas com grosso calibre. Na favela, todos sabem quem opera esses armamentos", disse o presidente da Associação dos Ativos, Inativos e Pensionistas da Polícia Militar do Brasil (Assinap), Miguel Cordeiro, que ofereceu R$ 10 mil pelos atiradores. O Clube de Cabos e Soldados ofereceu R$ 2 mil pelos assassinos e pediu em nota o afastamento da cúpula da Segurança Pública. No domingo, 18, os soldados atiradores do Grupamento Aéreo Marítimo da PM Marcos Stadler Macedo, de 39 anos, e Edinei Canazarro, de 29, foram enterrados no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste do Rio. Os parentes de Canazarro fizeram críticas ao governo do Estado. "Eles fazem o teatro deles para trazer a Olimpíada para o Rio, mas não equipam os policiais, que seguem para a morte quando vão ao combate em áreas de risco", protestou a tia de Edinei, Rosa Maria Barbosa. "Existe verba para a Copa e para a Olimpíada. Mas não tem dinheiro para equipar a polícia e dar vida digna a quem trabalha para a segurança do povo."
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ontem que o helicóptero da PM, o primeiro a ser abatido por traficantes no Rio, provavelmente foi alvo de armas longas, consideradas antiaéreas. Só após a perícia será possível determinar o calibre da arma que abateu o helicóptero modelo Esquilo. A licitação para compra de outro aparelho deve ser concluída em novembro. PROTESTOS
Após o sepultamento de Canazarro, que era filho único e estava casado havia cinco meses, o tio dele, César Francisco Canazarro, voltou a protestar. "Cadê o governador?", perguntou. "Eles dão o aumento de 5% para a polícia e não dão qualquer equipamento aos policiais?"
Helicópteros da PM e da Polícia Civil fizeram voos rasantes e jogaram pétalas de rosa durante o cortejo fúnebre. "A família foi informada de que ele foi baleado dentro do helicóptero e já estava morto quando a aeronave caiu", disse o comerciante Paulo Stadler, de 69 anos, tio de Marcos. O soldado deixou uma filha de 3 anos. A mulher desmaiou várias vezes, foi levada a um hospital, mas retornou para a cerimônia. Dos quatro tripulantes do helicóptero que sobreviveram, dois já tiveram alta, entre eles o piloto, capitão Marcelo Vaz, que foi chamado de herói pelo comandante da PM, Mário Sérgio Duarte. Ele esteve no enterro dos colegas. Com as duas mãos enfaixadas por causa de queimaduras, cabo Gonçalves, tripulante do helicóptero Fênix 2, estava emocionado no enterro. Ele foi o primeiro a prestar socorro às vítimas. "Pelo rádio, o piloto só nos relatou o fogo na aeronave e depois foi a queda. Nós aterrissamos ao lado deles no campo de futebol e prestamos socorro", afirmou. "Esquecemos até do risco de novos tiros." Ele contou que o primeiro a ser socorrido foi o cabo Izo Gomes Patrício, de 36 anos, que teve 90% do corpo queimado e está em estado grave. Em seguida, foram retirados o capitão e copiloto Marcelo de Carvalho Mendes, de 29 anos, com um tiro de fuzil no pé, e o cabo Anderson Fernandes dos Santos, de 34 anos, que sofreu queimaduras. http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,entidades-oferecem-r-12-mil-a-quem-entregar-atiradores,452820,0.htm
Escrito por Marcelo Marson às 11h31
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Pensar e evoluir

Correm muitos textos interessantes pela internet, de um leitor assíduo deste blog recebi este, que gostaria de compartilhar com vocês. alinhado com o nosso permanente combate a estupidez, que não pode ser confundida com a ignorância. Esta ultima se combate com educação, com formação, com leitura, a estupidez, parece ter vencido a luta na nossa sociedade.
O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: “Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável ! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta".
Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa carreira difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência”.
A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições.
Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas, é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdam, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra à alguém, até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota, automaticamente, a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras, à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar. Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas... Enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante! Infelizmente, temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida. Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues... "Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra". O problema é que os inteligentes gostam de brilhar! Que Deus os proteja, então, dos medíocres!... http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_Sb9fMZwGzIw/SbsqMgyqUMI/AAAAAAAAEiI/q8WmEue_obw/s400/Camapanha%2B2010%2Blula_dilma.jpg&imgrefurl=http://comentariosdejoinville.blogspot.com/2009_03_01_archive.html&usg=__TAZdnfmjAxYAAC8Id3Vx_IuB14U=&h=315&w=400&sz=30&hl=pt-BR&start=10&tbnid=3u4XXG88txQQmM:&tbnh=98&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dcampanha%252Beleitoral%252B2010%252Blula%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26safe%3Dactive
Escrito por Marcelo Marson às 11h18
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Engana os que gostam

A caravana do São Francisco Desde a primeira hora da excursão de três dias do presidente Lula e frondosa comitiva pelas margens do Rio São Francisco, alegadamente para "vistoriar" as obras da transposição das suas águas em Minas, Bahia e Pernambuco, ficou claro que o único motivo do giro era o de promover a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o acompanhava, junto ao povo da região e ao público dos telejornais. Ao discursar, na quarta-feira, em Buritizeiro (MG), por exemplo, ele se traiu ao dizer que no projeto original da operação "não estava previsto a gente fazer comício". O que não se sabia é que cada detalhe da viagem foi determinado pelos resultados de uma pesquisa sobre a capacidade de Lula de transferir votos para o candidato que indicar.
A revelação está na reportagem Lula testa transposição de votos às margens do Rio S. Francisco, de Raymundo Costa, na edição de sexta-feira do jornal Valor. É a prova de que o presidente não só transgride a legislação eleitoral ao conduzir a campanha antecipada da sua escolhida - que estancou nas sondagens de intenção de voto -, mas utiliza descaradamente a máquina federal e o dinheiro do contribuinte para "emoldurar a imagem da candidata" e apresentá-la ao "melhor público do presidente, o Nordeste", no dizer da matéria. Ali, onde a sua votação em 2006 ficou próxima de 80% e onde é simplesmente venerado, Lula fabrica oportunidades em série para reforçar a idolatria e, em consequência, carrear votos para Dilma quando chegar a hora.
No segundo dia da excursão, em Custódia (PE), discursando para uma plateia de operários de um trecho do empreendimento, reunidos para a ocasião, ele disse que resolveu fazer o que qualificou como "uma das maiores obras em realização no mundo" porque "eu, com 7 anos, carreguei pote de água na cabeça, eu sei o sacrifício". Não poderia faltar, naturalmente, o lance demagógico de dividir os brasileiros em ricos e pobres, uns resistindo aos seus esforços para melhorar a vida dos outros. "Quando a gente quer fazer uma obra como essa", disparou, "os que tomam café da manhã, almoçam, jantam, tomam água gelada todo dia são contra a gente fazer." Na realidade, o projeto tem defensores e críticos em diferentes setores sociais.
O mais afamado opositor da transposição, como se sabe, é o bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, que fez greve de fome contra o projeto. Sem citá-lo pelo nome, Lula o incluiu entre os que "não têm conhecimento do bem que essa obra está fazendo", antes de arrematar: "Não posso deixar o povo pobre morrer de sede e fome." Para Lula, Cappio se compara àqueles que, "na Tijuca, na Avenida Paulista", atacam a iniciativa e depois abrem a geladeira para tomar uma água Perrier, como disse numa entrevista a emissoras regionais. A tática de fabricar um antagonismo entre o "povo pobre" e os execráveis abastados que consomem água mineral importada, mas são insensíveis às agruras dos que bebem "água barrenta, com caramujo e tudo", é coerente com o seu plano de fazer da sucessão presidencial uma "eleição plebiscitária".
Trata-se de apresentar a ministra Dilma como a força motriz do governo mais progressista e realizador da história brasileira, em contraste com o candidato tucano, principalmente se ele for o governador paulista José Serra, a quem se pespegará o rótulo de representante do período Fernando Henrique, quando, na versão lulista, a economia patinou e os pobres foram esquecidos. "Ou seja, nós contra eles, pão, pão, queijo, queijo", disse Lula aos repórteres que o acompanhavam. Além destes, o Planalto transportou em avião especial jornalistas do País e de importantes órgãos de comunicação do exterior convidados a percorrer a área.
Todos os movimentos do presidente convergem, portanto, para fixar o nome e a figura de Dilma no imaginário popular como a garantia do prosseguimento das políticas sociais e do avanço econômico. Nem ele, com os seus índices estelares de aprovação, conseguirá transformar prestígio pessoal em votos para Dilma se o seu eleitorado não se convencer de que ela foi destinada a encarnar o terceiro mandato de Lula. Daí o seu empenho em confinar ao governo de São Paulo as ambições eleitorais do deputado (e seu ex-ministro) Ciro Gomes, também ele integrante da chamada "Caravana do São Francisco". Outras decerto se sucederão, a menos que a Justiça Eleitoral coíba o carnaval eleitoreiro do presidente da República. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091018/not_imp452336,0.php
Escrito por Marcelo Marson às 11h12
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Aproveitador

Presidência imperial
A crescente pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a diretoria da Vale torna cada vez mais claro seu projeto de poder. Não lhe basta chefiar o Executivo da maior democracia latino-americana. Ele quer presidir também a maior empresa privada do Brasil - e tantas quantas ele considere necessárias para a consumação de seus objetivos. À primeira vista, seu projeto parece conduzir a uma reestatização, com apoio de pelo menos alguns partidos aliados e também de sindicatos e movimentos ditos sociais, mas não é essa, neste momento, a questão mais importante. Muito mais do que à ampliação das funções e dos poderes do Estado, as ações do presidente Lula visam ao fortalecimento do seu governo e à centralização de um conjunto importante de decisões econômicas. Centralização, nesse caso, tem sentido literal: concentração de poder no principal gabinete do Palácio do Planalto. A tendência não é nova, mas ficou mais evidente a partir do agravamento da crise, quando o presidente Lula tentou intervir nas demissões da Embraer e da Vale. As pressões sobre a mineradora continuaram, depois, quando a empresa anunciou a redução temporária de seus investimentos. O presidente da República simplesmente cobrou explicações do chefe da empresa, como se estivesse tratando com um executivo sujeito a seu comando. O passo seguinte foi tentar obter o controle da empresa para demitir o presidente Roger Agnelli e determinar a pauta de investimentos. A tentativa só não deu certo, até agora, porque o Bradesco se recusou a vender as ações necessárias à formação de um novo bloco de controle. O jogo continua. Se der certo para o presidente, ele terá um estímulo a mais para intervir noutras empresas consideradas estratégicas.
A interferência do presidente já é explícita na administração da Petrobrás. Bem antes de se anunciar a descoberta do pré-sal, Lula tentou forçar a estatal a comprar equipamentos pesados de fornecedores nacionais. O plano só não foi adiante, há alguns anos, porque os velhos estaleiros não tiveram condições de atender a empresa. Mas as pressões voltaram e a legislação proposta para o pré-sal transforma a Petrobrás em instrumento de política industrial. Manobra semelhante - e mais audaciosa - ocorreu quando o presidente criticou a Vale, recentemente, por encomendar navios a um estaleiro chinês. No caso da Petrobrás, a subordinação ao Planalto será completada com a criação de uma estatal para comandar a exploração do pré-sal.
Esses fatos dão um novo sentido às investidas do governo, desde o início do primeiro mandato, contra a autonomia das agências de regulação, para sujeitá-las de forma irrestrita aos interesses políticos do Executivo. As agências foram concebidas para funcionar como órgãos de Estado, não de governo, mas o objetivo de Lula, obviamente, é fortalecer o governo, não o Estado.
Se derem certo as tentativas de enfraquecer o Tribunal de Contas e de afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal - objetivo permanente de muitos prefeitos e governadores -, o poder de arbítrio do Executivo Federal aumentará tremendamente e os avanços institucionais iniciados nos anos 90 irão para o ralo. Resta a pergunta: para quem o presidente Lula prepara essa configuração de poder? A resposta parece clara: para si mesmo.
Se o seu sucessor for eleito por um partido de oposição, terá muita dificuldade para retomar a pauta de reformas inaugurada nos anos 90. Terá de enfrentar a resistência de um funcionalismo engordado e moldado segundo os interesses políticos do atual governo. Terá de enfrentar, além disso, a pressão de grupos articulados para movimentos de rua e para demonstrações de força. Para isso deverão servir o MST, sindicalistas cevados com dinheiro do contribuinte e a mais nova categoria de pelegos - dirigentes estudantis dispostos a declarar publicamente sua condição de estudantes profissionais sustentados pelo governo.
A moldura perfeita para este quadro é o conjunto, em torno do Brasil, formado por governos com evidente vocação autoritária, todos apoiados pela atual diplomacia brasileira, francamente intervencionista. Não se trata só dos governos de Venezuela, Equador e Bolívia. A recém-aprovada legislação argentina de controle dos meios de comunicação combina com essa tendência, até agora defendida como perfeitamente democrática pelo presidente Lula e por seus assessores. É uma afinidade cada vez mais clara e mais preocupante.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091017/not_imp451951,0.php
Escrito por Marcelo Marson às 11h04
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Acompanhe com quem anda os filhotes...

Drogas, ingenuidade e realismo Carlos Alberto Di Franco A população de internos da Fundação Casa de São Paulo (ex-Febem) cresceu 17% este ano, em comparação com 2008. E mudou o perfil: existem mais adolescentes de classe média cumprindo medidas socioeducativas, sobretudo por envolvimento com o tráfico de drogas. "Há jovens que vêm de uma família estruturada", observa a presidente da instituição, Berenice Giannella. "O pai e a mãe trabalham e os filhos muitas vezes se envolvem com o tráfico ou com o roubo porque querem ter acesso a determinados bens, como a moto e o tênis de marca." O último censo realizado na fundação, de 2006, já indicava que 28% dos infratores eram originários da classe média. "Não só de classe média, mas da alta também", acrescenta o promotor Thales Cezar de Oliveira, da Promotoria da Infância e da Juventude da cidade de São Paulo. Para Berenice, a maior presença de garotos de classe média na fundação pode estar ligada à expansão do tráfico de drogas, que se tornou a segunda causa de internação, atrás apenas do roubo. "Costumo dizer que a droga "socializa" o crime. Hoje, você tem pessoas da classe média e da classe média alta envolvidas com o tráfico - e não apenas com uso de drogas."
Acabo de transcrever um trecho de uma excelente reportagem de Elvis Pereira, repórter do Jornal da Tarde. A matéria mostra que o envolvimento com o narcotráfico já não é uma exclusividade das periferias e dos bolsões da exclusão social. Ele bate às portas das mansões dos bairros de elite, mostra sua garra aos que se julgavam imunes ao seu apelo e ensombrece a alma de famílias que sucumbem ao drama da delinquência insuspeitada.
Segundo Leo de Oliveira, diretor da Comunidade Terapêutica Horto de Deus (www.hortodedeus.org.br), em Taquaritinga, interior de São Paulo, "crise da família, aposta na impunidade, ganho fácil e consumo garantido" explicam o novo mapa do tráfico de drogas. Dinheiro não é garantia de estruturação familiar. Muitas vezes é exatamente o contrário. Carros, mesadas e ausência de limites compõem os ingredientes de uma bomba que explodirá lá na frente. O tráfico oferece a perspectiva do ganho fácil e do consumo assegurado. E a sensação de impunidade (rico não vai para a cadeia) completa o silogismo da juventude delinquente.
O quadro é assustador. Alguns, apoiados numa ingenuidade surpreendente, defendem a liberação das drogas consideradas leves, como a maconha, o ecstasy ou as anfetaminas.
Caso adotássemos os princípios defendidos pelos lobistas da liberação, o Brasil estaria entrando, com o costumeiro atraso, na canoa furada da experiência europeia. A Holanda, que foi pioneira ao autorizar a abertura de cafés onde era permitido consumir maconha e haxixe, já está retificando essa política. O mesmo ocorre na Suíça, que também está voltando atrás na política de liberar espaços em que viciados se encontram para injetar heroína fornecida pelo próprio governo. Um amigo jornalista, irônico e inteligente, deixou cair a pergunta que paira na cabeça de muita gente: será que Fernandinho Beira-Mar forneceria ao governo a maconha que seria repassada aos usuários?
Todos, menos os ingênuos, sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. É raro encontrar um consumidor ocasional. Existe, sim, usuário iniciante, mas que, muito cedo, se transforma em dependente crônico. Afinal, a compulsão é a principal característica do adicto. Um cigarro da "inofensiva" maconha preconizada pelos arautos da liberação pode ser o passaporte para uma overdose de cocaína. Não estou falando de teorias, mas da realidade cotidiana e dramática de muitos dependentes. Transcrevo, caro leitor, o depoimento de um dependente químico. Ele fala com a experiência de quem esteve no fundo do poço. "Sou filho único. Talvez porque meus pais não pudessem ter outros filhos me cercavam de mimos e realizavam todas as minhas vontades. Aos 12 anos comecei a fumar maconha, aos 17 comecei a cheirar cocaína. E perdi o controle. Fiz um tratamento psiquiátrico, fiquei nove meses tomando medicamentos e voltei a fumar maconha. Nessa época já cursava Medicina e convenci os meus pais de que a maconha fazia menos mal que o cigarro comum. Meus argumentos estavam alicerçados em literatura e publicações científicas. Eles mal sabiam que estavam sendo enganados, pois, além de cheirar, também passei a injetar cocaína e dolantina, que é um opiáceo. Sofri uma overdose e somente não morri porque estava dentro de um hospital, que é o meu local de trabalho. Após esta fatalidade decidi me internar em uma comunidade terapêutica e hoje, graças a Deus, estou sóbrio. O uso moderado de maconha sempre acabava nas drogas injetáveis. Somente a sobriedade total, inclusive do álcool, me devolveu a qualidade de vida que não pretendo trocar nem por uma simples cerveja ou uma dose de uísque" - A. S. N, médico, Ribeirão Preto (SP).
Segundo o respeitado especialista Ronaldo Laranjeira, professor de Psiquiatria e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal Paulista (Unifesp), "assistimos a uma grande negligência com o tratamento da dependência química. (...) Não temos apoio governamental às mais de 2 mil comunidades terapêuticas que sobrevivem do voluntariado ou de parcos recursos de doações. Não temos apoio aos grupos de autoajuda. Não damos apoio aos milhares de famílias que sofrem no seu dia a dia, buscando algum tipo de tratamento para seus parentes". As drogas estão ceifando vidas jovens. A dependência química não admite ingenuidade. Reclama, isso sim, realismo e seriedade. Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, é diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br) e da Di Franco - Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com) E-mail: difranco@iics.org.br
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091019/not_imp452713,0.php
Escrito por Marcelo Marson às 10h52
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