Quanto mais você sabe, menos você entende.


LOCOMOÇÃO COMPLICADA

Bons dias amiguinhos como estão, tudo bem? Hoje pensei em dizer algumas palavras a respeito de como as pessoas estão se portando nas vistas públicas, conduzindo veículos, seja carro, motoca, caminhão, ônibus, trator, ou mesmo bicicletas. Sim isto mesmo. Ah, me esqueci, agora incluímos as carroças que coletam papelão, entulhos e demais bugigangas. O número destas últimas aumentou demasiadamente. Algumas delas contam, até com placa de identificação. Enfim, todos podem usar as vias das cidades da forma pela qual queremos certo? Parece que não. O egoísmo, aliado ao individualismo colocou o planeta no estado perigoso em que se encontra, a ponto de se já cogitar a exterminação da vida em nem tanto tempo assim. As mais terríveis previsões não ultrapassam cinqüenta anos. O que isto significa? Um piscar de olhos. Imagino como seria o tráfego de veículos se todos respeitassem as regras contidas no código que disciplina o trânsito. Basta andar por ai, por aqui, e pronto, nos abastamos de constatar toda sorte de infração, das mais leves até as mais "cabeludas". Não distinção de veículos, de vias - cidade, campo, estrada, tampouco de condutor - profissional, amador, domingueiro, mulher, aluno de auto-escola, velhinhos, boyzinhos etc. Muita vez é difícil acreditar nas manobras espetaculares que assistimos, diariamente. Existiria alguma pessoa capaz de confessar nunca, jamais ter visto alguma barbaridade no trânsito? Sinceramente creio que não. Não nos esqueçamos que o condutor de veículo, dentro dele, se sente o tal. Poderoso, competitivo, pronto para qualquer desafio, não aceita desaforos, qualquer provocação usa de um mero meio de locomoção como arma. E como tem matado. Calculam-se sem muita precisão algo em torno de 35.000 mortos/ano, vítimas do trânsito. Sabem o que isto significa? Que tal saber que em diversas guerras, sequer se chegou a cifras destas? De outro lado, o que se observa das autoridades? Muito pouco. Redução do valor da multa, parcelamento, olhem isto, crediário para aquela infringiu regra de trânsito, talvez ele possa pagar nas Casas Bahia, ou nas Pernambucanas, e agora na Luiza. Diariamente assistimos programas de notícias onde um bloco destina-se a anunciar mortes em acidentes de trânsito. Ai alguém ressuscitou a idéia de que direção e bebida alcoólica não se mistura. Brilhante não? Sabia que este projeto que agora em junho virou lei, tramitava no Congresso Nacional há anos. Será que os responsáveis por ele...  Ai ai ai, o exemplo vem da maior autoridade deste País. Muito se espera do Estado, dos outros, poucos se vigiam, afinal de contas todos nós, uns mais outros menos, somos responsáveis pelo meio social em que vivemos. Se quisermos mudar o que vemos, devemos, inicialmente, lavar e limpar a frente de nossas casas. Este assunto abre janelas e portas para tantos outros. Hoje, fico por aqui. Tem a história dos motoboys, motoristas de ônibus, de taxi, de caminhão, as mulheres, os playbas etc. Até o próximo encontro.

 

 



Escrito por Marcelo Marson às 14h59
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Câmara quer impedir brecha que permite fumódromos

Câmara quer impedir brecha que permite fumódromos.

Proposta que será analisada em plenário acaba com áreas fechadas para fumantes.

Projeto do deputado Raimundo Gomes de Macedo (PSDB-CE) retira da lei anti-fumo dispositivo que permite locais reservados à prática.


Enquanto o Palácio do Planalto segura um projeto de autoria do Ministério da Saúde, a Câmara dos Deputados tem pronta uma proposta que acaba com as áreas destinadas a fumantes em locais fechados em todo o país. De autoria do deputado Raimundo Gomes de Macedo (PSDB-CE), o texto já pode ser analisado no plenário, mas não está na lista de prioridades para ser votado antes das eleições de outubro.
Apesar de fumar charutos, o líder tucano, José Aníbal (PSDB-SP), disse que o projeto é importante e que deve levá-lo para discussão nas próximas reuniões de líderes. "De fato o cigarro está incomodando cada vez mais, por isso concordo que o projeto seja levado para a pauta em breve", disse.

Por meio de sua assessoria, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou que coloca em discussão todas as propostas levadas por líderes de todos os partidos, mas que esse em especial ainda não foi mencionado por nenhum parlamentar.

O projeto do deputado Macedo altera a lei 9.294 de 1996, retirando de seu artigo 2º o dispositivo que, em sua parte final, permite exceções. A lei proíbe o fumo em ambientes fechados, mas permite áreas reservadas para fumantes. A proposta é retirar a seguinte parte do texto: "salvo em área destinada exclusivamente a este fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".

O deputado alega que a ressalva permitida pelo legislador abriu "as portas para que bares, restaurantes e outros espaços criassem ambientes para fumantes e para não-fumantes e para o surgimento de fumódromos, considerados, hoje, pela OMS [Organização Mundial da Saúde], como ilusão de proteção". Segundo ele, 80% da população está exposta ao tabagismo passivo.

"Entendo que o fumo tem que ser banido totalmente em ambientes fechados. Não acho que isso seja radical. Radical é deixar as pessoas falecerem."

Com muitos congressistas fumantes, o projeto já sofre resistência antes mesmo de entrar na pauta. O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), que diz estar tentando parar de fumar, alega que "esse tipo de coisa não deveria precisar de uma lei, mas partir da consciência de cada um". Ele confirma que fuma em seu gabinete, que conta com funcionários não-fumantes. "Cada deputado é dono de seu gabinete e sabe o que faz. Eu às vezes fumo, outras não [dentro do gabinete, junto com outros funcionários]".

Texto escrito por MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA, jornal Folha de S.Paulo on line.



Escrito por Marcelo Marson às 12h36
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UM ATRÁS DO OUTRO

Desde cedo nós aprendemos, ou fomos direcionados a respeitar as normas, as pessoas, os costumes e tudo mais que o meio social impõe, até hoje. Sempre tivemos de observar como os outros agem para sabermos se, estávamos ou não no padrão. Quando nascemos, a primeira regra a ser seguida é o respeito aos pais. Depois, ampliamos o leque, incluimos os demais familiares, os parentes distantes também, os amigos, os vizinhos, os colegas e tudo mais. Nem imagino a partir de que momento - com certeza, prematuramente - tomamos contato com algo que nos seguirá para todo sempre. Me refiro à fila. Sim, a fila nossa de cada dia. Como pode uma fila se fortalecer a tal ponto de ela existir por si mesma? Ela é uma instituição no Brasil. Para tudo ela está presente. Desde para adquirir um singelo ingresso para assistir futebol, show da madonna, até para retirar algo que é nosso, como o dinheiro. Mas o que me chama a atenção é em especial esta última. As filas de banco são um caso a  parte. Para quem nunca teve a oportunidade de participar, passo a relatar o sinistro. Há muito tempo ouço que ir a um banco siginifica calvário. De uns tempos para cá, alguém, um divino ser inventou de colocar faixas no chão indicando o lugar onde os clientes devem permanecer aguardando serem chamados pelos simpáticos atendentes, conhecidos como caixas. São faixas em forma de retângulos, comoridas, em forma de labirinto. As pessoas ficam em fila, umas ao lados das outras, em fila, como gado esperando o perecimento. Mas o que toca é que as pessoas não respeitam, ignoram, desconhecem, sei lá o que ocorre. O fato mostra que tais faixas inexistem para o fim que se destinam. As pessoas ficam atrás da pessoa da frente e só. Tanto que a fila pode ganhar formas tortuosas. Seguir em fila reta pode crer nem sempre ocorre. O que vejo mesmo, a total falta de senso de direção, e o pior, ninguém tem a iniciativa de acertar. Desde o primeiro torto, até o último torto. Quando estou nesta situação passo a seguir as faixas. As reaçõs são estranhíssimas. Fico a mais de dois metros das pessoas. O que acontece com o povo da filas? Muitas vezes o próprio segurança do estabelecimento vem até os clientes e: "Por favor, fiquem dentro das faixas". Não entendo a razão disto. Não concordo. Nada pode ser pior que a desordem. Reflitam. Até a próxima. 

Escrito por Marcelo Marson às 12h03
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PF prende PF

PF prende PF

O DIRETOR-EXECUTIVO da Polícia Federal, Romero Menezes, segundo na hierarquia da corporação, foi preso anteontem pelo seu chefe direto e amigo pessoal, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. A prisão temporária foi pedida pelo Ministério Público Federal do Amapá, num desdobramento da Operação Toque de Midas, que investiga suposto esquema de fraudes em licitações no Estado.
A detenção, revogada logo depois, foi mais um fato negativo a pesar sobre a imagem da instituição, que dá sinais reiterados de descontrole. A Corregedoria da PF abriu processo contra Menezes. Cabe perguntar se terá isenção para escapar ao jogo de interesses que ali prevalece.

O episódio afeta, de modo mais geral, a credibilidade do aparato de segurança do Estado -até porque outra instituição afim, a Agência Brasileira de Inteligência, está sob forte suspeição. O titular da Abin, Paulo Lacerda, que dirigiu a PF até 2007, foi afastado por conta da investigação sobre o grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

É importante que legisladores e autoridades aproveitem a oportunidade para aperfeiçoar o controle sobre esses órgãos de segurança. Nesse sentido caminha o projeto do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que cria um conselho de parlamentares com acesso irrestrito a relatórios de inteligência. É preciso saber, no entanto, que garantias seriam dadas aos cidadãos de que esse órgão não se tornaria mais uma fonte de vazamentos de dados sob segredo.
No caso da Abin, a própria lei que a criou prevê vigilância externa, a cargo do Congresso. A Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, que só agora se movimenta, poderá, assim, tornar-se o primeiro fruto desse amadurecimento institucional do país -no intuito de resguardar as garantias individuais em atividades que, sem tutela, tendem a degenerar em abuso.

Editorial do jornal Folha de S.Paulo, 18/09/08.




Escrito por Marcelo Marson às 11h28
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Trânsito mata em média 4,3 pessoas por dia em São Paulo

Trânsito mata em média 4,3 pessoas por dia em São Paulo

Em 2007, exatas 1.566 pessoas morreram no trânsito, um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior

SÃO PAULO - Todos os dias, de segunda a segunda, mês a mês, o trânsito de São Paulo mata em média 4,3 pessoas e fere com alguma gravidade pelo menos outras 72. Uma "epidemia" que, na cidade, faz mais vítimas fatais que aids, insuficiência cardíaca, miocardiopatias, insuficiência renal, doenças de sangue e tuberculose e é quase idêntica às mortes por doenças do sistema nervoso ou mesmo homicídios. São 2 pedestres, 1,3 motociclista, 0,8 condutor/passageiro e 0,2 ciclista mortos. Todos os dias.

 Em 2007, exatas 1.566 pessoas perderam a vida no trânsito paulistano, um aumento de 5,3% em relação a 2006. Foram 736 pedestres, 281 motoristas e passageiros, 466 motociclistas e 83 ciclistas - para efeito de comparação, 4 mil soldados americanos morreram na guerra do Iraque ao longo de cinco anos de combate. Em todo o Reino Unido, morrem 8 pessoas por dia, por causa do trânsito. Em Nova York, 0,7.

 Comparando 2006 com 2007, os motociclistas foram os mais penalizados, com um aumento no número de mortes na casa dos 22,5%. Já comparando o período entre 2004 e o ano passado, são os ciclistas que colecionam recordes. As mortes saltaram de 51 para 83, acréscimo de 62,7%.

 Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria de Transportes, obtido com exclusividade pelo Estado, com base em laudos do Instituto Médico-Legal, boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública e relatórios de investigação de acidentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de 2007. É uma das mais completas radiografias já publicadas sobre quem morre, como morre, onde morre, quando morre e por quê. Esses dados e as informações referentes a 2008 não foram divulgados oficialmente porque, segundo um funcionário do órgão, "não são favoráveis".

 

Quem se recusa a divulgar os dados, porém, se esquece de que tais números poderiam ajudar a discutir projetos para melhorar os índices e criar programas para conscientizar a população. Se esquece que tais estatísticas frias e didáticas significam na verdade histórias de acidentes trágicos, vidas interrompidas bruscamente, sonhos desfeitos. Como os de Luciano Romão, de 27 anos, que havia acabado de concluir o 1º semestre da faculdade de Administração e comprar um apartamento no Campo Limpo. Na noite de 5 de julho de 2007, morreu atropelado por um Voyage que passou no sinal vermelho.

 

Ou os de Fernanda Cristina Pignataro, de 19 anos, que sonhava tanto em virar jogadora profissional de futebol que já planejava se mudar para os Estados Unidos. No dia 4 de agosto de 2007, às 7h45, ela ia para o trabalho de moto quando um carro a fechou. Ela tentou desviar para a esquerda, mas seu capacete enganchou num caminhão que vinha em sentido contrário. Também morreu na hora. Já o ajudante-geral Francisco Marques da Silva, de 16 anos, acenava para seu amigo do outro lado da rua quando uma lotação o atropelou no dia 1º de fevereiro do ano passado na Avenida Raimundo Pereira da Magalhães, em Pirituba. Três números a mais nas estatísticas, três exemplos de histórias interrompidas pelo trânsito de São Paulo.

 "Esconder os dados é simplesmente omissão e fere a democracia", diz Horácio Figueira, consultor de trânsito da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). "Isso precisa estar na internet. Temos de discutir mais essa guerra que acontece diariamente em São Paulo. Temos de mostrar para a sociedade que quem mata e morre no trânsito não são os marcianos, somos nós, eu, você, o pedestre que não olha o farol, o motociclista apressado, o condutor no celular."

Texto escrito por Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli, jornal O Estado de S. Paulo,  quinta-feira, 18 de setembro de 2008, Cidades.

 



Escrito por Marcelo Marson às 11h24
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Antitabagista radical vai analisar projeto de Serra na Assembléia

 

 

Antitabagista radical vai analisar projeto de Serra na Assembléia

Líder do Governo, deputado Barros Munhoz (PSDB) examinará a constitucionalidade da proposta de banir fumo de locais fechados

Ele assume a função de relator especial porque governador retirou a discussão das comissões, entre elas a CCJ, que faria essa análise


Líder do Governo na Assembléia e um assumido antitabagista "radical", Barros Munhoz (PSDB) foi designado pela presidência da Casa para analisar a constitucionalidade e legalidade do projeto do governador tucano José Serra para restrição do fumo em locais fechados.
"Sou favorável ao projeto. O projeto é bom. Sou favorável porque não fumo, nunca fumei. Sou radical contra [o cigarro]", afirmou o deputado.
Munhoz assume a função de relator especial do projeto porque Serra pediu urgência na tramitação na semana passada e, com isso, retirou a discussão das comissões -entre elas a de Constituição e Justiça (CCJ), que faria essa análise.
Composta por nove deputados, a CCJ é presidida pelo também tucano Fernando Capez, que defende a tese de que é nociva ao projeto a aprovação como ele está: com veto total a fumódromos. Isso pode provocar, para ele, a anulação da lei caso ela seja contestada no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na opinião de Capez, como a legislação federal admite esses locais, a lei estadual não pode contrariá-la. A Constituição, diz ele, não deixa dúvidas sobre essa competência.
"Sou 100% a favor da medida, sou da geração saúde. Mas essa é uma questão de natureza técnica. É um vício de inconstitucionalidade insuperável", afirmou o deputado, que é promotor de Justiça e autor de 26 obras jurídicas. "O Estado pode exigir padrões rigorosos de fumódromos, uma fiscalização rigorosa, mas não proibir, pois a lei federal permite. Quem poderá ser multado se está cumprindo a lei federal em vigor?"
Capez admite, porém, votar no projeto mesmo com a manutenção desse item.

Munhoz afirmou, na noite de ontem, que ainda não tinha sido informado da designação de relator e não tem uma análise concreta da constitucionalidade do veto a fumódromos. Deu, porém, uma pista: "Temos que banir do Estado o fumo".
O deputado, que é advogado, diz que a legislação de Serra é um "passo à frente" na discussão do tema e que dos direitos previstos na Constituição sempre geram discussão.
Outro fator que deve pesar em sua decisão é a opinião do líder do PSDB, Samuel Moreira, que pretende levar para discussão da bancada sua posição: não quer emendas que "descaraterizem" a proposta de Serra.

Deputados ouvidos pela reportagem dizem acreditar que o projeto deve ser mesmo aprovado independentemente dos questionamentos. Dessa forma, caberá aos descontentes recorrer à Justiça.
Para ser aprovado, porém, o governador poderá ter de dividir a autoria do projeto com dois deputados que têm leis semelhantes já aprovadas: Vinícius Camarinha (PSB) e Antonio Salim Curiati (PP). Eles têm o apoio do presidente da Casa, Vaz de Lima (PSDB). Munhoz, de novo, dá a dica: "Acho que um projeto como esse tem que ter parceria, conversa".

Texto escrito por ROGÉRIO PAGNAN, da reportagem local, jornal Folha de S.Paulo, quinta-feira, 18 de setembro de 2008, Cotidiano.



Escrito por Marcelo Marson às 11h18
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RAIOS



Escrito por Marcelo Marson às 12h15
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LUA AZUL

Lua azul

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                    31 de maio Lua Azul


O que é Lua Azul?
        
      Chama-se Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano.
Ao contrário do que o nome sugere, a Lua Azul é associada a perigos e desvario, a desafios emocionais difíceis de viver que requerem humildade e despojamento a troca de sofrimentos dilacerantes. É considerada um acontecimento de muita força magnética  e poder espiritual, onde acontecem profundas purificações emocionais.
      
        Quando a Lua Cheia cai no dia primeiro de um mês de 31 dias, no dia 31 terá outra Lua Cheia, a Lua Azul.
      
A Lua Azul acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes num século. Isso se deve a que um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias.
   
Existe uma particularidade com a Lua Azul, é quando tem dois meses no mesmo ano com Lua Azul. Isto acontece se a primeira Lua Cheia cair no primeiro de janeiro,  como fevereiro tem apenas 28 dias,  as próximas duas luas cheias se repetem em março. Tal coincidência ocorre apenas quatro anos em cada século, (o próximo será só no distante 2018).
    O folclorista canadense Philip Scock, após ter pesquisado indícios da origem da Lua Azul, afirma que a expressão é usada desde o século XVI para representar uma Lua cheia especial, perigosa, onde pode acontecer o desatino e a alucinação.

Nos calendários lunares, à lua cheia do décimo terceiro mês se lhe chama também de Lua Azul. Neste caso, da para entender o porque esta Lua Cheia pode ser especial,  já que ao ser o último ciclo de lua do ano,  deve ocorrer nele uma síntese do vivido durante todo o ano.
Ritual da Lua Azul por Mirella Faur
“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.
Na Mitologia Celta, esta Lua favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas – Aeval,Aine, Aynia, Bri, Creide, Mah e Sin – e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as “Sidhe”, as colinas encantadas, morada do “Little People”, o Povo Pequeno.
Para agradar as Fadas, os Celtas cultivavam perto de suas casas suas plantas preferidas – calêndulas, verbenas, violetas, prímulas, e tomilho – e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão, e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença. Para favorecer a “visão”, abrindo a percepção psíquica, usava-se Artemísia, em chá ou em infusões para banhos, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13 Lunação. Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.
Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare “travesseiros dos sonhos” enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápiz-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-no/a ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e “puxe” a luz da Lua para sua testa, seu coração e seu ventre.
Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.”
No caso de considerarmos o ano zodiacal, a Lua Azul seria a Lua Cheia em Virgem com o Sol em Peixes, onde o Sol vive o amor na sua forma mais ampla e generosa enquanto a Lua distingue as emoções e tenta suas Ordens e Mandalas.

A Lua
Fernando Pessoa
(dizem os Ingleses) (14-11-1931)

A Lua (dizem os Ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma idéia se perde.

E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De... não sei se é desejar.

Sim, todos os meus desejos
São de estar sentir pensando...
A Lua(dizem os Ingleses)
É azul de quando em quando.

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Escrito por Marcelo Marson às 12h05
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Brasil deveria unificar polícias, diz relator da ONU

Brasil deveria unificar polícias, diz relator da ONU.

Documento diz que há execuções extrajudiciais 'desenfreadas' e que autoridades devem adotar 'tolerância zero'

SÃO PAULO - Um relatório divulgado nesta segunda-feira, 15, pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aponta que as autoridades brasileiras devem adotar uma política de "tolerância zero" contra execuções policiais e trabalhar para acabar com a separação entre as polícias civis e militares. O texto foi escrito por Philip Alston, relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais.

Alston esteve no Brasil em novembro de 2007 para examinar denúncias de execuções extrajudiciais nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e em Brasília. Apontando que as "execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do Brasil", Alston recomenda reformas nas polícias civis, militares, nas corregedorias, no Ministério Público e na adminstração carcerária dos Estados brasileiros.

"O escopo das reformas necessárias é assustador, mas a reforma é possível e necessária", escreve Alston no relatório. O relator diz que as secretarias de Segurança Pública de cada estado devem criar unidades especializadas na investigação e julgamento de policiais envolvidos com as milícias e grupos de extermínio.

Para evitar que policiais não sejam obrigados a conseguir "bicos" em suas horas de folga, ele diz que os agentes devem "receber salários significativamente maiores".

Reforma penal


Alston recomenda ainda reformas na estrutura penal brasileira, propondo a abolição do prazo prescricional nos casos de crimes contra a vida. O documento aponta que permitir que pessoas condenadas por homicídio aguardem aguardem os recursos em liberdade facilita a intimidação das testemunhas e promove uma sensação de impunidade

O relatório ainda propõe o fortalecimento do Ministério Público no desenvolvimento de ações e investigações independentes.

Entre as propostas apresentadas pelo relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, está também o fortalecimento das Corregedorias que investigam e recomendam ações disciplinares contra policiais que cometam atos de infração.

Destacando que estes órgãos não possuem a independência necessária para atuarem, ele recomenda o estabelecimento de uma carreira separada da polícia para aqueles que trabalham nas corregedorias e que policiais investigados por crimes sejam afastados das atividades policiais.

Grandes operações


Citando os altos índices de homicídios cometidos por policiais, o documento propõe que o governo do Rio de Janeiro se abstenha de fazer "mega operações" como a invasão do Complexo do Alemão, em junho de 2007, que deixou 19 pessoas mortas.

Alston diz que a operação, apesar de ter sido apresentada como um modelo de combate à criminalidade, foi um fracasso por "não conseguir lograr um número significativo de prisões ou apreensões, nem mesmo acabar com o domínio da facção".

Ele afirma que é preciso haver "um progresso sistemático e planejado para restabelecer uma presença policial sustentada assim como do poder governamental nas áreas controladas pelas facções".

O relator ainda propõe que o uso de veículos blindados - como o caveirão, usado pela polícia do Rio de Janeiro -, deve ser monitorado com equipamentos de gravação de áudio e vídeo e com a ajuda de grupos comunitários.

Sistema caracerário


O relatório aponta que reformas no sistema carcerário são importantes para evitar os fortalecimento de facções criminosas.

Alston escreve que todas as medidas que motivem ou exijam que os novos internos escolham uma facção devem cessar. Os internos devem poder se identificar como "neutros" e ser colocados em presídios verdadeiramente neutros.

Segundo o documento, telefones celulares devem ser eliminados dos presídios e os benefícios e a localização de todos os internos no sistema carcerário devem ser registrados eletronicamente.

 

 Texto extraído do jornal O Estado de S.Paulo, terça-feira, 16 de setembro de 2008, 07:33, Cidades, geral.



Escrito por Marcelo Marson às 11h53
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Nomes de guerra

Nomes de guerra.

RIO DE JANEIRO - Esta coluna, na segunda-feira, exumou uma quantidade de nomes exóticos com que alguns brasileiros se assinavam a sério, com registro em cartório, nos anos 60. Um deles, Um Dois Três de Oliveira Quatro, ficou tão famoso que lhe ser apresentado seria como apertar a mão do curupira ou do saci-pererê. Mas não se sabe de quem tivesse tido a honra.


Mais fácil é conviver com os nomes que hoje infestam os nossos times de futebol: Joilson, Joelson, Jadilson, Kleberson, Vanderson, Ibson, Athirson, Edilson, Denilson, Lenilson, Ademilson, Valdson, Fredson, Liedson, Tailson, Revson, Glelberson e, naturalmente, Richarlyson. Para não falar em Réver, Mairon, Kerlon, Weldon, Cleilton, Rogélio, Thiego, Maicon, Maicossuel e Leyrielton.


Quando me lembro de que passei a vida na ilegalidade por me chamar Ruy -e não Rui, como rezava a reforma ortográfica que, antes de eu nascer, banira da língua portuguesa os yy, ww e kk-, penso em como os doutos do vernáculo legislam no vazio. Pois, pelo menos para isto servirá a nova reforma: para restabelecer os kk, ww e yy. Afinal, já passou a valer tudo mesmo, em matéria de língua.


Os políticos, aliás, são partidários do "laissez faire". Eis como se apresentam alguns candidatos a vereador no Rio: Anderson Anti-Multas, Antonio Vieira É Amigo, Barriga de Açougue, Carlinhos O Seu Querido, Cícero do Jegue, Dr. Edson da Creatinina, Edvaldo Popular Baixinho, João Pangaré, Jorge Baixa Renda, Lugon O Bom Malandro, Maria Chupetinha, Pantera Vai Q. Vem, Rodrigo Pai dos Quadrigêmeos, Wilson Xodó da Vovó.

Você dirá que são apenas nomes de guerra. Sim, e de vereadores. Mas nada impede que logo se tornem deputados, senadores, ministros e, do jeito que a banda toca, coisa até mais alta.

Texto escrito por RUY CASTRO, jornal Folha de S.Paulo, 17/09/08, Opinião.


 

 



Escrito por Marcelo Marson às 11h51
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A oposição não sabe onde o galo canta

A oposição não sabe onde o galo canta.

Diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que "a oposição foi revogada, saiu da moda". O reconhecimento prévio do malogro neste ano eleitoral reproduz, com exatidão e sinceridade, a situação política esdrúxula que o País vive. E também ajuda a explicar tal fiasco, pois a autocondenação à morte mostra que o prócer, a exemplo dos colegas de bancada, sabe que o galo canta, mas não tem idéia de onde fica o poleiro do qual todo dia este saúda o Sol. O desabafo de Guerra traduz desalento e é também uma confissão de impotência, que resulta da própria incompetência, não apenas para combater o fenômeno que a tirou de moda, mas também para compreender a cena política, condição básica para que a partir de tal compreensão se esbocem as linhas-mestras para enfrentar e resolver o problema. A maior tragédia da oposição brasileira hoje não é a eficiência do governo, mas a própria ineficiência para perceber e atuar.


O patamar a que galgou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de 64% de popularidade, segundo a última pesquisa Datafolha - não pode ser produto apenas de sua inegável sorte: resulta também de sua capacidade rara de se comunicar com os segmentos mais pobres e numerosos da população. Para isso usa a própria vivência e, da mesma forma, recorre a uma intuição admirável. Além da fortuna, a virtude de saber conciliar o levou ao governo depois de três derrotas seguidas em duas disputas contra o tucano Fernando Henrique e outra com o alagoano Fernando Collor. Isso não é inusitado na história política do Brasil independente. À capacidade de dom Pedro II de atender a liberais e conservadores - facilitada pelo fato de que, segundo glosava uma quadrinha popular no século 19, nada mais igual a um saquarema que um luzia no poder, apelidos jocosos dados pelo povo aos grupos que se revezavam no poder no Segundo Império - deveu-se a longevidade de seu reinado. Do talento do gaúcho Getúlio Vargas para reunir grupos na aparência antagônicos sob seu tacão - os latifundiários do PSD com os proletários do PTB - dependeu outra bem-sucedida aliança, tal como a primeira fundida no chumbo em que se imprimia o Diário Oficial: a conciliação pela via da nomeação.

A diferença entre nosso atual caudilho e os modelos históricos aqui lembrados é que ele realizou a primeira conciliação antes de alcançar o poder, ao submeter à disciplina partidária e a seu comando carismático grupos antes irreconciliáveis da esquerda armada, ao lado de lideranças sindicais e líderes da esquerda eclesiástica. Sob o estandarte socialista da mudança de "tudo o que está aí", mas com um discurso conservador na economia, para não afugentar o voto da classe média e da classe operária especializada, ele subiu a rampa do Palácio do Planalto. No poder, mesmo não sendo um profundo conhecedor da história política nacional, aproveitou-se magistralmente das lições dos grandes conciliadores, radicalizando experiências de união nacional que já tinham sido ensaiadas, mas nunca levadas a cabo até o ponto em que ele as praticou. Foi além de Eurico Dutra e do próprio Getúlio, que montaram Gabinetes de união nacional. E conseguiu de antigos adversários políticos aparentemente inconciliáveis - de egressos da ditadura, como Paulo Maluf, José Sarney e Delfim Netto, a fisiológicos notórios, como Severino Cavalcanti, Jader Barbalho e Renan Calheiros - o que negara a Itamar Franco no grande acordo feito na pós-queda da República de Alagoas. De fato, essa mentalidade de mosqueteiros de fancaria ("todos por cada um e ninguém pelo povo") se repete monotonamente nos palácios brasileiros desde a Independência. Mas Lula lhe deu consistência e vigor: Fernando Henrique, seu antecessor também nisso (os quadros de seus dois governos se repetem no atual, numa monotonia enervante), jamais teria estômago para fazer a defesa vigorosa que o presidente faz de políticos e práticas inconfessáveis - de Severino Cavalcanti aos "mensaleiros".

Lula ganhou a primeira eleição prometendo ser diferente dos adversários e a segunda, garantindo que estes eram farinha do mesmo saco onde escondeu seus companheiros apanhados em flagrante em delitos catalogados ao longo de todo o Código Penal. Para isso contou com a ajuda dos opositores, que lhe entregaram as batatas da vitória no instante em que se negaram a sacrificar a cabeça do então presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo (MG), flagrado em crime idêntico aos de que foram acusados "companheiros" do quilate do ex-presidente do PT do presidente José Genoino e de seu principal organizador, José Dirceu. A elite oposicionista, incapaz de enxergar um palmo além dos narizes empoados de seus baluartes, não foi capaz de compreender o fato.


Lula não dormiu sobre os louros do triunfo nas urnas, conseguido pelos próprios méritos e pela incompetência dos adversários: seu oponente, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), conseguiu o feito de ser menos votado no segundo turno que no primeiro. E no segundo governo faz mais do mesmo, ao repetir a fórmula testada e aprovada de encher os cofres dos banqueiros e a barriga dos miseráveis. Essa fórmula mágica, capaz de içar candidaturas municipais do limbo ao topo (como as de João da Costa, no Recife, e Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo), produz efeito de avalanche ameaçando sepultar os sonhos oposicionistas de voltar ao Planalto em 2010. Mas, a bem da verdade, Lula nada tem que ver com a lambança de seus adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM), únicos responsáveis pelo oxigênio injetado na candidatura petista de Marta Suplicy no maior município do País. A eleição paulistana prova que a oposição sai da moda por méritos de Lula e deméritos próprios. Doses de adesão alheia e da falta de visão dela mesma é que podem vir a revogá-la.

Texto escrito por José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde, no jornal O Estado de S.Paulo, de quarta-Feira, 17 de Setembro de 2008, Opinião. 

 



Escrito por Marcelo Marson às 11h26
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Pimenta na calçada vira arma contra cocô de cachorro em São Paulo

Pimenta na calçada vira arma contra cocô de cachorro em São Paulo.

Estão ardidas as calçadas de Copacabana, uma rua em Santana, na zona norte de São Paulo, onde mora a auxiliar de enfermagem Lígia Santos, 60.

Cansada de atolar o pé em cocôs de cachorro na porta de casa toda manhã, ela apelou para uma tática que considera altamente eficaz para espantar a cachorrada: destampou o vidro de conserva e "temperou" a calçada com pimenta. "Funciona que é uma beleza", afirma a auxiliar de enfermagem.

Em média, 12 pessoas ligam diariamente para a prefeitura para solicitar a limpeza de vias públicas --sujas não só por fezes de cachorro. A Folha visitou alguns bairros e constatou que a insatisfação é grande.

Fixada em 2001, a lei municipal 13.131 estipula uma multa de R$ 10 para quem não recolher das ruas as fezes de animal --longe dos valores da Lei Cidade Limpa, de no mínimo R$ 10 mil para quem descumpri-la. De difícil fiscalização, como reconhece a própria prefeitura --que não informou se já foi registrada alguma punição--, os moradores vão se virando para contornar a sujeira.

Cartaz e café

A batalha de Lígia, por exemplo, vem de longa data. Há alguns meses, colou no muro o cartaz: "Cuidado com o cão, veneno no chão". Para dar um tom verídico, espalhou pó de café na entrada de casa.

Resultado: ganhou inimizades, travou bate-bocas e recebeu até ameaça de que aquilo viraria caso de polícia. "A vizinha disse que ia me processar, chamar a polícia. Pode chamar, eu tenho razão", esbraveja a auxiliar de enfermagem.

Sem lixeira nos arredores, a Copacabana paulistana tem trechos intransitáveis. Ao lado da casa de Lígia, onde há uma construção, os cocôs se proliferam. "Os donos até recolhem a sujeira em saquinhos, mas jogam na rua, onde ninguém reclama", conta.

A lata de lixo mais próxima aliás, não fica nem na rua, mas em uma banca de jornais, e traz uma placa que pede aos moradores o favor de não jogarem ali cocô de seu cachorro.

Celina Maeda, dona da banca, se justifica: "O lixo da rua só é recolhido terça, quinta e sábado. Se eu permitir que joguem cocô de cachorro, fica um cheiro ruim que espanta os fregueses". Para ela, a questão é simples: o dono deveria levar para casa a sujeira feita por seu cão.

É o que faz a aposentada Ivone Pelliciari de Almeida, 66, que mora a poucas ruas de Lígia. Ao passear com a fox paulistinha Xuxa, 13, leva um aparato que consiste em papel toalha, saco plástico e serragem, que, segundo ela, facilita a limpeza quando o cocô está mole. Ela, porém, reclama do bairro: "Minha netinha aprendeu a falar cocô de tanto ver nas ruas".

Lixeira com mensagem

Se morasse na rua Cayowaá, em Perdizes (zona oeste), a neta de dona Ivone talvez adotasse outro vocabulário. Uma ONG distribuiu lixeiras pela rua com os dizeres: "Calçada não é privada, é pública".

Mas a iniciativa não foi estendida a todo o bairro. É disso que reclama a psicóloga Marita Soares, que passeia por lá todo dia com Baldo, um pastor alemão. "Não vejo isso nas outras ruas."

Aparentemente limpos, praças e parques têm de ser cuidados o tempo todo. Compete a Valderi Sousa, 43, a limpeza diária da Benedito Calixto, em Pinheiros (zona oeste). Contratado pela associação de amigos da praça, ele lamenta: "Se soubesse que você viria, tinha deixado num canto para te mostrar. Dá pra vender de quilo".

Na praça Buenos Aires, em Higienópolis (centro), mesmo com a distribuição de saquinhos patrocinada por pet shops do bairro, a sujeira é grande, e o trabalho, árduo. Renato Cordeiro, 23, responsável pela limpeza, diz encher um saco de 40 litros por dia com fezes de cão.

Enquanto as multas ainda não são aplicadas, Lígia continuará recorrendo à pimenta, que já perdia a validade. Despediu-se da reportagem com a promessa de aplicar uma nova demão na calçada em breve.

Texto escrito por ESTÊVÃO BERTONI da Folha de S.Paulo,  15/09/2008 - 10h24, Cotidiano.

 

 



Escrito por Marcelo Marson às 11h18
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Pescador morre em ataque de onças na regiăo do Pantanal de MT

Pescador morre em ataque de onças na regiăo do Pantanal de MT

11-Jul-2008  

Cuidado, imagens Fortes.

Um pescador foi atacado e morto por duas onças onde estava acampado. Os animais, supostamente, um casal surpreenderam o pescador quando ele dormia no acampamento.  As onças rasgaram a barraca e o puxaram pela cabeça. Ao retornar, o pai que havia saído para pegar iscas, ainda assistiu o filho ser dilacerado pelas feras. o pai diz que nada pode fazer porque estava sem nenhuma arma de fogo. Ele ainda tentou tomar o filho das garras das onças, com um facão. Mas as tentativas foram vãs, porque todas as vezes que ele aproximava os animais ameaçavam atacá-lo também.   “Foi o momento mais difícil de minha vida ver o meu filho ser morto e não poder fazer nada”, observou assegurando que “se fosse só uma talvez eu tivesse conseguido, mas eram duas, se eu insistisse elas me matavam também”, disse o pai. O pai conta que os animais arrastaram o corpo já sem vida por cerca de 50 metros do local. Após o pedido de socorro, outros pescadores compareceram, mas já era tarde estava morto.  Após atacar e matar, as onças comeram as bochechas e a parte da nuca do pescador. O “estado” do corpo é horrivel. A cabeça, principalmente, estava totalmente desfigurada. Havia também marcas de unhas nas pernas e nas costas da vítima.  o pescador conta que esse não foi o primeiro ataque de onças naquela região. Pescadores de outros acampamentos, segundo ele, também já foram atacados. Ele atribui os constantes ataques das feras a falta de comida no local. “Há três anos havia jacarés, capivaras e outros bichos. Agora já não existem e para sobreviver as onças estão atacando os homens”. 

Essa matéria, e suas fotos servem de alerta e cuidado nos acampamentos.

http://www.picarelli.com.br/capa/index.php?option=com_content&task=view&id=1475&Itemid=61



Escrito por Marcelo Marson às 15h06
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Dia Nacional de Combate ao Fumo

29 de agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo

Criado em Sex, 29/08/2008 11h54
Por Vila Equilibrio

29 de agosto  Dia Nacional de Combate ao Fumo

De acordo com estudo do Inca - Instituto Nacional do Câncer e do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, sete brasileiros morrem diariamente por causa de doenças ocasionadas pela exposição à fumaça do cigarro. As mulheres são as mais atingidas, 60% delas morrem em decorrência do tabagismo, uma vez que sofrem mais para largar o cigarro, elas apresentam o dobro de ansiedade e depressão comparadas aos homens.

Os dados divulgados pela OMS - Organização Mundial da Saúde são muito piores. Estima-se que 5,4 milhões de pessoas morrem a cada ano e até 2030 o tabaco será responsável pela morte de 8 milhões de pessoas.

Considerada uma droga poderosa, a nicotina demora apenas 7 segundos para atuar no sistema nervoso central, causando a dependência. É normal que os primeiros dias sem cigarro sejam os mais difíceis. Não desanime as dificuldades ficam menores a cada dia.

Tentou parar de fumar, mas voltou? A vontade de fumar não dura mais que alguns minutos, por isso, distraia a sua mente na hora que ela aparecer. Os sintomas duram de 1 ou 2 semanas, dores de cabeça, irritabilidade e alterações no sono, são normais.
Mas, não se preocupe se a sua primeira tentativa falhou, a maioria dos fumantes que largaram o vício fizeram, em média, de 3 a 4 tentativas até conseguirem. Veja abaixo os
benefícios de parar de fumar e abandone de vez o cigarro.

  • após 20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal
  • após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
  • após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
  • após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida melhor
  • após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
  • após 5 A 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Fonte - Inca - Instituto Nacional do Câncer



Escrito por Marcelo Marson às 14h54
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O FUMO QUE MATA

O  FUMO  QUE  MATA

Se o álcool é......o rei dos venenos, o fumo, se não lhe leva a palma da mão nos malefícios que provoca, em compensação atinge um numero de vitimas muito maior e é, por assim dizer, um veneno ignorado.

Segundo estudiosos no assunto Dr Ogier o produto da combustão do fumo contém não só a nicotina, como numerosas outras substancias tóxicas : --- piridina, picolina,lutidina, gases hidrocarbonados, acido carbono, oxido carbono, sais amoniacais, cianeto de amônio, cianogenio, formol, etc. Mas, a nicotina é sem duvida alguma, dentre os venenos contidos no fumo, o mais terrível pela sua toxidez...

A fumaça do cigarro, pela sua temperatura e toxidez, penetrando nas vias respiratórias, trazem infamação das mucosas que revestem as referidas vias.

A irritação local dos que fazem uso do cachimbo, constitui, não raro,ponto de partida para o desenvolvimento do câncer dos lábios.

As secreções bronquiais aumentam consideravelmente, donde o catarro crônico da maioria dos fumantes, a bronquite dita tabágica.

Sobre os pulmões, o fumo o fumo não deixa de atuar de forma prejudicial, provocando não só pequenas congestões, como até hemoptises, quando o fumante é um tuberculoso.

Por intermédio do sistema nervoso,sobre tudo do simpático e do para-simpático, o fumo vai atuar sobre a maioria dos órgãos.

Sobre o aparelho cardiovascular se notam, a principio, pequenos distúrbios, tais com palpitações, taquicardia, extra-sistoles, arritmia. Por vezes o fumo determina vasoconstrição, seguida de palidez e elevação da pressão arterial.

A angina do peito tabágica irrompe de chofre, em regra durante a noite: o doente desperta brutalmente --- diz Dr. Renon --- por uma dor acompanhada de sensação de peso, que parece esmagar-lhe o tórax..

O aparelho digestivo não escapa aos efeito do fumo. O estomago é primitivamente estimulado, para depois sofrer atonia. Nessa fase surgem as digestões difíceis e a anorexia. O mesmo observa com relação ao intestino, que se torna obstipado

No respeitante ao aparelho muscular, temos a assinalar tremores não só digitais como também da língua. Os fumantes ficam também sujeitos aos tiques, aos sobressaltos musculares e às cãibras.

A ação da nicotina sobre o sangue se propaga ás glândulas de secreção interna. Observa-se em conseqüência desse efeito, aumento da taxa de açúcar no sangue e elevação da pressão arterial, pela descarga de adrenalina na circulação.

O fumo faz cair os cabelos porque, tira o oxigênio do couro cabeludo e no demais.

Os tóxicos contidos no fumo agem, outrossim, sobre o aparelho genital, atuando de forma prejudicial, acarretando impotência.

Indiscutível é a ação prejudicial do tabaco sobre os órgãos dos sentidos sobretudo na esfera visual, traduzindo-se por ambliopia e, quiçá, até amaurose.

Em conseqüência da intoxicação dos centros nervosos, sobretudo sensíveis á ação do fumo, consiga-se o aparecimento de cefaléias freqüentes de que muito se queixam os fumantes, atribuindo-as em geral a outras causas.

As insônias também fazem parte do cortejo sintomatológico apresentado pelos adeptos do tabaco.

Não padece duvidas ser o fumo um veneno pára a inteligência, como demonstraram exuberantemente Bertillon e Constan, recorrendo aos alunos fumantes e não fumantes da escola Politécnica de Paris França.

Este artigo foi tirado de um livro "As plantas curam" de 1960.Dr. ª C. Pacheco e Silva.

Faça copia e envia ao amigo fumante que pensa que o fumo é benéfico á saúde. Uma dica: em um litro de água coloque 8 gotas de acido nítrico, deixe descansar por 5 dias,agite bem, faça um gargarejo e fume se for capaz.Uma boa oportunidade para deixar o vicio. José Carlos Quiletti

A CADA CINCO (5) MINUTOS UMA PESSOA MORRE POR CAUSA DO VICIO DE FUMAR.

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://chilettiserpentes.vilabol.uol.com.br/SucuriIngolindo.JPG&imgrefurl=http://chilettiserpentes.vilabol.uol.com.br/&h=585&w=895&sz=89&hl=pt-BR&start=61&sig2=b4KDDoyRRr5rBjfjsee-hQ&um=1&usg=___xcJTpZ49Y-2tgJKHQebIwfJZRg=&tbnid=8U0mF_VcG144WM:&tbnh=95&tbnw=146&ei=qvHPSIzmM5TysAPro_mFBw&prev=/images%3Fq%3Dsucuri%26start%3D54%26ndsp%3D18%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26safe%3Doff%26sa%3DN



Escrito por Marcelo Marson às 14h51
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ENVELHECER JUNTOS

     vovô e vovó

                                 



Escrito por Marcelo Marson às 14h18
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UFA! A Sandy não é mais virgem

UFA! A Sandy não é mais virgem!


E a foto de Sandy vestida de noiva? Ela estava casando ou fazendo primeira comunhão?


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta! Essa é a única novidade da semana: a Sandy não é mais virgem! Após anos de discussão. Aleluia! Aleluia!
E a foto de Sandy vestida de noiva?
Ela tava casando ou fazendo primeira comunhão? Parecia casamento de pigmeus! Família Lima X Família Pigmeu! Eu encontrei com a Sandy num restaurante, o garfo era maior que ela! O casamento mais secreto do ano: só entrou o Fantástico!
E a Sandy era tão virgem, mas tão virgem, que confundiu camisinha com chiclé de bola! Bubaloo! Soprou pra fazer um balão: "Olha, Lucas, o balão que fiz: FUUUUM! PUM!".
E diz que a campanha do Alckmin tá um furacão: não levanta nem papel picado do chão. E o Maluf só fala em PAS. Ele devia juntar o PAS com o SUS e lançar o PUS! PAS + SUS: PUS! E tem uma amiga que mora na Holanda que me disse que lá tem um banco chamado Rabo. E todo dia ela acorda dizendo: "Hoje eu vou tirar dinheiro do Rabo". Aqui no Brasil, nóis também. Rarará!
Ereções 2008! A Galera Medonha! Adorei os projetos do Zé Reis: promover campeonato de pipas e criar um grupo de pagode! E eu já disse que vou liberar o topless, a briga de galo e ampliar o bilhete único pra chapéu mexicano no Playcenter!
Aliás, podia botar a Marta no chapéu mexicano e só desligar a máquina só em 2012! Rarará!
E, diretamente da Amazônia, Cristo da Jerusalém. Esse pelo menos tem 2.000 anos de experiência. E o colega de chapa do Cristo da Jerusalém: Garçon. Só se for garçom da Santa Ceia!
E a grande contradição do século em São Bernardo? O PTB é dissidência radical do PT e sabe como se chama o candidato deles? Ricardo BURGUÊS! Canibalismo: para acabar com os burgueses, só o Burguês! E a doutora Havanir? Fica pulando de soquinho na cadeira. Diz que ela é genérico do Demônio da Tazmânia!
É mole? É mole, mas sobe!
Antitucanês Reloaded, a Missão.
Continuo com a minha heróica e mesopotâmica campanha "Morte ao Tucanês". Acabo de receber mais um exemplo hilário de antitucanês.
É que, no Recife, sabe como eles chamam esse ônibus que leva funcionários pro trabalho? CATA CORNO!
Rarará. Mais direto impossível. Viva o antitucanês! Viva o Brasil!
E atenção! Cartilha do Lula. Mais um verbete pro óbvio lulante. "Petulante": companheira Marta no hilário eleitoral. O lulês é mais fácil que o inglês. Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje, só amanhã.
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! E quem não tiver colírio pode pingar Ajax com Fanta uva!

simao@uol.com.br


Folha de S. Paulo, 16 de setembro de 2008



Escrito por Marcelo Marson às 14h14
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VEJA!

   Cigarro é prejudicial a saúde                          Isso é pro seis...

         

 



Escrito por Marcelo Marson às 14h11
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Nomes de Politicos para esta eleição

Nomes de Politicos para esta eleição!

Alguns nomes de candidatos a vereadores e prefeito que retirei de uma lista. Nomes engraçados e alguns assustador, você votaria em qual nome?

Abecê Nogueira
Acheropita Papazone
Adegesto Pataca
Adelícia de Carvalho
Adoração Arabites
Aeronauta Barata

Agrícola Beterraba Areia
Agrícola da Terra Fonseca
Alce Barbuda
Aleluia Sarango
Alfredo Prazeirozo Texugueiro
Amado Amoroso
Amável Pinto
Amazonas Rio do Brasil Pimpão
América do Sul Brasil de Santana

Amin Amou Amado
Antônio Americano do Brasil Mineiro
Antonio Buceta Agudim
Antonio Camisão
Antonio Dodói
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado
Antonio Melhorança
Antônio Morrendo das Dores
Antonio Noites e Dias

Antonio Pechincha
Antônio Querido Fracasso
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete
Antônio Veado Prematuro
Apurinã da Floresta Brasileira
Araci do Precioso Sangue
Argentino Argenta
Aricléia Café Chá
Armando Nascimento de Jesus

Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
Asteróide Silvério
Ava Gina
Bananéia Oliveira de Deus
Bandeirante do Brasil Paulistano
Barrigudinha Seleida
Bende Sande Branquinho Maracajá
Benedito Autor da Purificação
Benedito Camurça Aveludado

Benedito Frôscolo Jovino de Almeida Aimbaré Militão de Souza
Benemérita do Rêgo Grande
Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá
Benigna Jarra
Benvindo Viola
Bispo de Paris
Bizarro Assada
Boaventura Torrada
Bom Filho Persegonha

Brandamente Brasil
Brasil Washington C. A. Júnior
Brígida de Samora Mora
Bucetildes
Cafiaspirina Cruz
Capote Valente e Marimbondo da Trindade
Caius Marcius Africanus
Carabino Tiro Certo
Carlos Alberto Santíssimo Sacramento

Cantinho da Vila Alencar da Corte Real Sampaio
Carneiro de Souza e Faro
Caso Raro Yamada
Céu Azul do Sol Poente
Chananeco Vargas da Silva
Chevrolet da Silva Ford
Cincero do Nascimento
Cinconegue Washington Matos
Clarisbadeu Braz da Silva

Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Confessoura Dornelles
Crisoprasso Compasso
Danúbio Tarada Duarte
Darcília Abraços
Carvalho Santinho
Deus Magda Silva
Deus É Infinitamente Misericordioso

Deusarina Venus de Milo
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
Dilke de La Roque Pinho
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Dosolina Piroca Tazinasso
Drágica Broko
Edna Boa Sorte

Ernesto Segundo da Família Lima
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
Esparadrapo Clemente de Sá
Espere em Deus Mateus
Estácio Ponta Fina Amolador
Éter Sulfúrico Amazonino Rios (socorro…)
Eva Gina Melo
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva
Faraó do Egito Sousa

Fedir Lenho
Fé Esperança e Caridade
Felicidade do Lar Brasileiro
Finólila Piaubilina
Flávio Cavalcante Rei da Televisão
Francisco Notório Milhão
Francisco Zebedeu Sanguessuga
Francisoreia Doroteia Dorida
Fridundino Eulâmpio

Gigle Catabriga
Graciosa Rodela D’alho
Heubler Janota
Hidráulico Oliveira
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Homem Bom da Cunha Souto Maior
Horinando Pedroso Ramos
Hugo Madeira de Lei Aroeiro

Hypotenusa Pereira
Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Isabel Defensora de Jesus
Izabel Rainha de Portugal
Jacinto Fadigas Arranhado
Jacinto Leite Aquino Rêgo
Jacinto Pinto
Janeiro Fevereiro de Março Abril

João Bispo de Roma
João Cara de José
João Cólica
João da Mesma Data
João de Deus Fundador do Colto
João Meias de Golveias
João Pensa Bem
João Sem Sobrenome
Joaquim Pinto Molhadinho

José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Machuca
José Maria Guardanapo
José Padre Nosso
José Teodoro Pinto Tapado
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa

Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Júlio Santos Pé-Curto
Justiça Maria de Jesus
Lança Perfume Rodometálico de Andrade
Leão Rolando Pedreira
Leda Prazeres Amante
Letsgo Daqui (let’s go)
Liberdade Igualdade Fraternidade Nova York Rocha
Libertino Africano Nobre

Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manganês Manganésfero Nacional
Manolo Porras y Porras
Manoel de Hora Pontual
Manoel Sovaco de Gambar
Manuel Sola de Sá Pato
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus Amor Divino

Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria Constança Dores Pança
Maria Cristina do Pinto
Magro Maria da Cruz Rachadinho
Maria da Segunda Distração
Maria de Seu Pereira
Maria Felicidade
Maria Humilde
Maria Máquina

Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Marília dos Prazeres
Marimbondo da Trindade
Mário de Seu Pereira
Meirelaz Assunção

Mijardina Pinto
Mimaré Índio Brazileiro de Campos
Ministéio Salgado
Mitiko Osano Pinto
Naida Navinda Navolta Pereira
Napoleão Estado do Pernambuco
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula
Natal Carnaval
Necrotério Pereira da Silva

Novelo Fedelo
Oceano Atlântico Linhares
Olinda Barba de Jesus
Orlando Modesto Pinto
Orquerio Cassapietra
Otávio Bundasseca
Pacífico Armando Guerra
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto

Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Percilina Pretextata
Predileta Protestante
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Plácido e Seus Companheiros
Pombinha Guerreira Martins
Primeira Delícia Figueiredo Azevedo

Primavera Verão Outono Inverno
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Protestado Felix Correa
Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Renato Pordeus Furtado
Ressurgente Monte Santos
Restos Mortais de Catarina
Rita Marciana Arrotéia

Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó
Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sebastião Salgado Doce
Segundo Avelino Peito
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria

Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira
Telesforo Veras
Tropicão de Almeida
Última Delícia do Casal Carvalho
Último Vaqueiro
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Universo Cândido

Vaginaldo Pinto Cabelo
Valdir Tirado Grosso
Veneza Americana do Recife
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitória Carne e Osso
Vitimado José de Araújo
Vitor Hugo Tocagaita
Vivelinda Cabrita

Voltaire Rebelado de França
Wanslívia Heitor de Paula
Zélia Tocafundo Pinto

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h52
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O ÁLCOOL: AINDA QUE LEGAL É UMA DROGA 2

Existe ainda, e poucos menciona, esse fato, um grande mal relacionado com o alcoolismo. Todavia, esse mal não corresponde à ação direta da bebida sobre o organismo, mas tão-somente à substituição gradativa do alimento pelo álcool. Este passa a fornecer calorias necessárias ao trabalho celular. Contudo, o homem não vive apenas de calorias. Ele necessita de algo mais, e isso ele não consegue de sua bebida. De sua garrafa, ele não consegue os aminoácidos necessários à renovação protéica diária, como tambÉm não consegue os hormônios, os sais minerais e as vitaminas necessários ao funcionamento normal do organismo. Em relação às vitaminas, além de não fornecê-las, o álcool ainda reduz a disponibilidade principalmente das vitaminas, A, B2, B6, B12 e C, é a falta dessas substâncias na sua dieta, mais do que o efeito do álcool nos tecidos, é a grande responsável pelas doenças relacionadas ao alcoolismo.

 

Todavia, é importante distinguir o bebedor social do bebedor dependente. O social bebe moderadamente, e, neste caso, os males provocados pelo álcool são praticamente desprezíveis. Quanto ao usuário dependente, aquele que bebe compulsivamente, está sujeito a todas as doenças causadas pelo alcoolismo. O álcool tem uma meia-vida (t 1/2) no organismo humano de quatro a seis horas. Meia-vida significa o tempo necessário para o organismo eliminar a metade do álcool ingerido. Para eliminar todo ele, é necessário um período de tempo correspondente a dez vezes a meia-vida. Se um indivíduo beber num sábado à noite, e não mais tomar nenhuma bebida, na segunda feira todo o álcool já foi eliminado. Isso não acontece com o bebedor crônico, aquele que bebe diariamente, pois ele não dá ao organismo o tempo necessário para eliminar todo o álcool ingerido. Assim, acontece o efeito acumulativo, e a concentração do álcool no sangue está sempre aumentando. Embora lentamente, após alguns anos, a concentração no sangue permanece em patamares perigosos, o que pode significar coma e morte.

 

À medida que o bebedor social vai se transformando em bebedor crônico, a dependência psí quica tambÉm vai se transformando em dependência física. Embora ambas afetam a mente, só a dependência física produz tolerância, compulsão e síndrome de abstinência. Ainda que alguns pesquisadores relutem em aceitar esta dependência, estudos modernos assinalam esta realidade. Sempre que um alcoólatra É internado para tratamento e recuperação, em plena abstinência do álcool, manifesta-se a síndrome de abstinência, que, segundo observação das pesquisadoras do Programa de Reintegração e Educação do Alcoolista (PREA), da Universidade Federal de Viçosa-MG, manifesta-se de duas maneiras. Uma considerada benéfica, que é a recuperação do apetite e retomada da vida sexual, e a outra, maléfica, caracterizada por alterações comportamentais profundas, tremores, irritabilidade, sentimento de perseguição, sono agitado,pesadelos e insônia, fala confusa e desconexa, perda passageira da noção temporal, ilusões e alucinações. Finalmente, o "Delirium Tremens", que pode ocorrer logo após a interrupão da bebida, como também horas, semanas e meses depois.

 

Os bebedores são classificados em duas categorias: o bebedor social e o bebedor dependente. O segundo tipo é aquele indivíduo que já não tem o poder de decidir entre parar de beber ou continuar.

 

Por que as pessoas bebem? Todas pensam que sabem, mas, quando lhes é perguntado, se sentem confusas. Geralmente associam o ato de beber à personalidade do alcoólatra, dizendo que é modismo, o que na verdade não passa de caráter fraco, falta de autocontrole, medo de enfrentar a realidade, reflexo de uma infância miserável, casamento infeliz etc. Na realidade, a personalidade de um alcoólatra é o resultado do alcoolismo, não a causa, como afirma o Dr. Vaillant, na Revista Harvard University Press.

 

Não devemos nos preocupar com aqueles que bebem socialmente, mas não podemos deixar de criticar e condenar os que bebem de maneira excessiva, como fez São João Crisóstomo, em sua homilia:

 

"Ouço muitos clamores quando acontecem excessos deploráveis. Não devia haver vinho! é uma loucura! é abominável! é o vinho que causa estes abusos? Não. é a intemperança de quantos extraem dele um prazer maléfico... Se dizeis, não devia haver vinho por causa dos bêbados, então devíeis dizer em escala progressiva. Não devia haver noite por causa dos ladrões. Não devia haver luz por causa dos delatores. Não devia haver mulheres por causa do adultério".

 

Portanto, o que deve ser condenado É o uso abusivo das bebidas alcoólicas, não o ato de bebê-las moderadamente. Embora o grande ator cinematográfico Humphrey Bogart dissesse que a humanidade estava sempre atrasada em uma dose, eu afirmo que ela sempre esteve adiantada em várias doses.

Cid Martins Batista

Professor Titular da Universidade Federal de Viçosa, MG

Ex-ProfessorVisitante da Universidade do Arizona, USA

Endereço para contato:

. Rua Ervália, 49 - Bairro João Bráz

36570-000 Viçosa, MG

Telefone: (031) 891-1284

E-mail: cbatista@ufv.br

http://www.ufv.br/cid/alcool.htm



Escrito por Marcelo Marson às 13h42
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O ÁLCOOL: AINDA QUE LEGAL É UMA DROGA 1

O ÁLCOOL: AINDA QUE LEGAL É UMA DROGA

O alcoolismo é atualmente um dos maiores problemas de saúde em vários países, inclusive no Brasil, onde o consumo per capita do álcool é maior que o do leite. Embora muitos acreditam que o álcool seja estimulante do sistema nervoso central (SNC), em verdade, é uma droga depressora.

 

Ingerido sob a forma de bebida, ele penetra no organismo através da boca, passando pelo esôfago, estômago, intestino, fígado, coração, circulação sanguínea e cérebro, deixando em sua trajetória um rastro de destruição. Em sua maior parte é absorvida pela mucosa do estômago. Independentemente de quaisquer efeitos intoxicantes que o álcool possa produzir, ele exerce sobre as paredes do estômago ação que é, ao mesmo tempo, irritante e inflamatória.

 

Em razão dos teores alcoólicos diferentes, as bebidas são classificadas em fortes e fracas. Todavia, essa classificação só tem valor didático, porque elas, sem nenhuma exceção, acabam sendo prejudiciais. Os males causados variam de acordo com a quantidade de bebida e o tempo de uso.

 

Bebidas mais fortes como o uísque, por exemplo, contêm em média 40 por cento de álcool. Quando ingeridas produzem anomalia gástrica crônica em pelo menos um em cada três bebedores. As bebidas leves, com teor alcoólico bem menor, variam entre quatro e dez por cento. Essas bebidas estimulam o estômago a produzir uma secreção rica em ácido, contudo pobre em pepsina. Por causa dessa secreção ácida, as pessoas com as paredes do estômago já ulceradas deveriam refletir um pouco mais antes de ingerir qualquer bebida alcoólica.

 

O álcool é eliminado de duas maneiras: uma parte pelos rins e pulmões e a outra é metabolizada nos tecidos. Esse álcool metabolizado libera calorias para o organismo, o que dá às pessoas a sensação de estarem alimentadas.

 

Como todas as reações metabólicas são catalisadas por enzimas, o metabolismo do álcool também não foge a essa regra. No caso específico do álcool, a enzima é denominada álcool desidrogenase-NAD+ dependente. VÁrias drogas inibem esta enzima, com reflexo no SNC, causando diminuição na atividade neuronal, o que contribui para diminuição da potência sexual masculina; baixa recuperação de acetilcolina, um neurotransmissor, que provoca excitação ou depressão; pequeno consumo de ATP (adenosina-trifosfato), substância que armazena a energia obtida do metabolismo provocando diminuição da atividade motora, apatia e prostração; consumo reduzido de oxigênio, que altera de maneira acentuada, os processos vitais.

 

Além do mais, o álcool causa uma intoxicação que pode ser aguda ou crônica. A primeira resulta da ingestão de grandes quantidades de álcool num curto espaço de tempo, e a segunda é conseqüência do uso periódico ou contínuo de bebidas alcoólicas. Em ambos os casos ocorrem lesões, principalmente no fígado, estômago, nos pulmões, no coração e cérebro, que, dependendo da resistência orgânica das pessoas, variam de intensidade.

 

Cada pessoa responde de maneira diferente às várias concentrações de álcool no sangue. Quando a concentração atinge o nível de um pôr cento, cinco a seis doses de uísque bebidas em um curto intervalo de tempo, ocorre influência depressora nos centros nervosos que coordenam os movimentos. Com dois pôr cento, toda a área motora do cérebro é afetada, e o efeito depressor da droga espalha-se pêlos centros do mesencéfalo, que comandam as emoções. Com três por cento, toda a percepção sensorial é afetada, refletindo-se principalmente nos olhos e ouvidos, tornando o bêbado, enquanto durar o efeito da bebida, incapacitado para distinguir imagens e sons. Com cinco por cento, toda a área de percepção do cérebro é deprimida e o indivíduo entra em coma. Quando a concentração atinge sete por cento, a pessoa morre, em conseqüência da paralisia dos centros nervosos que comandam a respiração e os batimentos cardíacos.

 

Independente da morte por overdose, que pode ocorrer em poucas horas, o álcool também mata lentamente. O bebedor crônico, quase sempre morre vitimado por anomalias fisiológicas como: dilatação do ventrículo esquerdo, principal câmara bombeadora do sangue no organismo humano; e efeito depressor sobre o SNC e sobre o centro medular que comanda a vasodilatação, com perda de calor através da pele. Em grandes quantidades produz doenças como gastrite, pancreatite, polineurite, cirrose hepÁtica e câncer. Potencia, aumentando o efeito de alguns medicamentos, que, associados ao álcool, podem até causar a morte, como os barbitúricos gardenal, seconal e tionembutal, os tranqüilizantes miltown, placidol, equanil e atarax, os neurolépticos cloropromazina, aminopromazina, flufenazina e reserpina e as anfetaminas metanfetaminas, fenfluramina e 3-4-metileno-dioximetanfetamina.

 

É importante mencionar que o efeito do álcool na mulher é mais intenso que no homem. Assim, uma dose de uísque representa para a mulher o mesmo que duas doses para o homem, porque no organismo feminino existe menor teor de enzima alcooldesidrogenase-NAD+ de acordo com pesquisa publicada na revista "The New England Journal of Medicine". Ainda mais, o álcool atua sobre o feto, principalmente nos quatro últimos meses da gravidez, retardando o desenvolvimento mental, causando irritabilidade, desenvolvimento motor insastisfatório e deficiência do crescimento antes do nascimento e durante a infância. É a chamada Sídrome Alcoólica Fetal (FAS).

 

Existe uma crença generalizada de que o álcool estimula o desejo sexual, aumenta o tempo de ereção e prolonga a libido. Em realidade isto não passa de um argumento falso, usado pelos viciados, para motivar os incautos a beber. Para neutralizar tamanho disparate, o grande escritor inglês Shakespeare, imaginou o seguinte diálogo:

"Macduff. Quais as três coisas que a bebida provoca predominantemente?

John. Ora meu senhor! Vermelhidão nas fuças, sono e urina.

Macduff. E quando à luxúria, a bebida provoca ou não provoca?

John. Doutor, o senhor sabe melhor do que eu. A bebida provoca e não provoca a luxúria, pois se desperta o desejo, impossibilita a realização".

 

O álcool não apenas impossibilita a realização do sexo, como também causa impotência sexual masculina. Segundo opinião conceituada de grandes andrologistas do mundo inteiro, as causas mais freqüentes de impotência sexual estão relacionadas a problemas vasculares, neurológicos e à diminuição hormonal. Afirmam ainda que a impotência causada por distúrbios neurológicos pode ser resultante da ingestão excessiva de álcool.

 

O consumo de álcool atinge proporções alarmantes, na medida em que aumenta o seu consumo e diminui a faixa etária dos bebedores. Esta realidade nos inquieta quando verificamos que os jovens estão iniciando nas bebidas aos nove e dez anos. Com a convivência ou não dos pais, com certeza omissão, os jovens permanecem mais tempo na rua, bebendo cada vez mais.

 

Sem nenhuma medida proibitiva por parte das autoridades constituídas, na sua quase totalidade, irresponsáveis, venais e corruptos, os barzinhos da moda e os botecos populares estão cada vez mais freqüentados e fechando as portas cada vez mais tarde.

 

A noite passou a ser para os jovens um momento de fuga, quando tentam na bebida esquecer todas mazelas que a vida moderna lhes impõem. Entretanto, o mal não está apenas nas bebidas, mas, principalmente, na prática de usá-las misturadas com diferentes drogas, quando ambos se potenciam, aumentando seus efeitos. E o resultado deste hábito são as numerosas mortes que a mídia informa diariamente. 



Escrito por Marcelo Marson às 13h42
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Tratamento do Alcoolismo

Tratamento do Alcoolismo

O alcoolismo essencialmente é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao usuário. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool: há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores temos hoje, já comprovado ou em fase avançada de testes, 3 substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool, 3 remédios que atingem a essência do problema que cortam o mal pela raiz. Estamos falando da Naltrexona, do Acamprosato e da Ondansetrona.

O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo do tempo e da quantidade de álcool consumido, pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm a finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias.
O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena a de intenso mal estar se isso for feito: não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguir conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram, mesmo sabendo o que poderia acontecer: não conseguiram evitar a combinação de álcool e Dissulfiram, não conseguiram sequer esperar a eliminação do Dissulfiram. Fatos como esse servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras: é mais forte que a própria ameaça de morte. Serve também para medir o grau de benefício trazido pelas medicações que suprimem o desejo pelo álcool, atualmente disponíveis. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo laderia abaixo se pondo à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro, apertando o pedal do freio, até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme, causando grande percentagem de fracassos, noutro o esforço é pequeno permitindo grande adesão ao tratamento

Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações.

Naltrexona.  A natrexona é uma substância conhecida há vários anos. Seu uso restringia-se ao bloqueio da atividade dos opióides: é uma espécie de antídoto para a intoxicação de heroína, morfina e similares. Recentemente verificou-se que a Naltrexona possui um efeito bloqueador do prazer proporcionado pelo álcool, cortando o ciclo de reforço positivo que leva e mantém o alcoolismo. A Naltrexona foi a primeira substância a atingir a essência do alcoolismo: o desejo pelo consumo de álcool. Como era uma medicação conhecida quanto aos efeitos benéficos e colaterais, sua utilização para o alcoolismo foi relativamente rápida, pois já se encontrava no mercado há muitos anos, bastou que se acrescentasse na bula uma nova indicação, o tratamento do alcoolismo. Os principais efeitos colaterais da Naltrexona, o enjôo e o vômito não são intensos o suficiente para impedir o seu uso.
Os principais efeitos da Naltrexona são inibir o desejo pelo álcool e mesmo que se beba o prazer da sensação de estar "alto" é abolido. Assim, a bebida para o alcoólatra em uso de Naltrexona se torna sem graça; como não há uma interação danosa entre Álcool e Naltrexona como existe entre Álcool e Dissulfiram, a Naltrexona exerce uma real atividade terapêutica.
Os estudos mostram que a recaída do alcoolismo é menor entre as pessoas que fazem uso de Naltrexona, em relação ao placebo. O baixo índice de efeitos colaterais da Naltrexona permite que os pacientes adiram ao tratamento prolongado. Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que, simplesmente, não quer abandonar o prazer da embriaguez. É muito comum a história das famílias que acusam o parente alcoólatra de vagabundo e o médico que o defende como vítima. Na verdade só agora podemos saber quem está com a razão. O paciente que se nega a tratar-se por perceber que a Naltrexona abole o prazer é o alcoólatra por opção, aquele que adere ao tratamento era a vítima do vício.
Por fim não podemos esquecer que nem todos pacientes se beneficiam da Naltrexona, ou seja, há uma parcela da população, que mesmo em uso da Naltrexona mantém o prazer da bebida, nesses o tratamento é ineficaz. A Naltrexona foi o primeiro e grande passo para o tratamento do alcoolismo, mas não resolveu todo o problema sozinha.

Acamprosato. Essa substância ao contrário da Naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. Está sendo introduzida no mercado brasileiro pela Merck, mas já é usada na Europa há alguns anos. O mecanismo do Acamprosato é distinto da Naltrexona embora também diminua o desejo pelo álcool. O acamprosto atua mais na abstinência, reduzindo o reforço negativo deixado pela supressão do álcool naqueles que se tornaram dependentes.
Podemos dizer que há basicamente dois mecanismos de manutenção da dependência química ao álcool. Inicialmente há o reforço pelo estímulo positivo, pela busca de gratificação e prazer dadas pelo álcool. À medida que o indivíduo se torna tolerante às primeiras doses, passa a ser necessária sua elevação para voltar a ter o mesmo prazer das primeiras doses. Nessa fase o indivíduo já é dependente e está em aprofundamento e agravamento da dependência. Ao se chegar no estágio em que a bebida não dá mais prazer algum e, por outro lado, trouxe uma série de problemas pessoais e sociais, o alcoólatra está preso ao vício porque ao tentar interromper o consumo de álcool surgem os efeitos da abstinência. Nessa fase o alcoolista bebe não mais por prazer, mas para não sofrer os efeitos da abstinência alcoólica. É nesta fase que o Acamprosato atua. Além de inibir os efeitos agudos da abstinência como os benzodiazepínicos fazem, o Acamprosato inibe o desejo pelo álcool nessa fase, diminuindo as taxas de recaída para os pacientes que interromperam o consumo de álcool.
A principal atividade do Acamprosato é sobre os neurotransmissores gabaérgicos, taurinérgicos e glutamatérgicos, envolvidos no mecanismo da abstinência alcoólica.
O Acamprosato tem poucos efeitos colaterais, os principais indicados foram confusão mental leve, dificuldade de concentração, alterações das sensações nos membros inferiores, dores musculares, vertigens.

Ondansetrona
Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Está em estudo a utilização na bulimia nervosa para conter os vômitos induzidos por esses pacientes. Mais recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar, uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos.
Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninérgico 5-HT3.

Por enquanto, há poucos estudos da eficácia da Ondansetrona no alcoolismo, o que se obteve, por enquanto, é uma maior eficácia no tratamento do alcoolismo nas fases iniciais. Alcoolistas de longa data e dose altas não apresentaram resultado muito superior ao placebo. Se aprovada hoje, sua utilização recairia sobre os pacientes alcoólatras há pouco tempo. A forma de ação é parecida a da Naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo. Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual. Os autores de um recente trabalho com a Ondansetrona consideraram-se frustrados com o resultado clínico obtido.

http://www.psicosite.com.br/tex/drg/alc009.htm



Escrito por Marcelo Marson às 13h35
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PREVENÇÃO DO ÁLCOOL E DO CIGARRO

PREVENÇÃO DO ÁLCOOL E DO CIGARRO

O álcool e o cigarro são duas drogas socialmente aceitas e que causam diversos males para a saúde. Normalmente, tanto o álcool, como o cigarro tentem a serem adotados pelos adolescentes como uma maneira de se enturmar, relaxar, ter status e charme... mas será que isso justifica os riscos que essas drogas expões para quem as consome?

O Brasil tem cerca de 30 milhões de fumantes, todos correndo os riscos que o tabaco traz. O fumo causa quase 50 doenças diferentes - principalmente as cardiovasculares, o câncer e doenças respiratórias.

Entre os fumantes, cerca de 90% ficam dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade.

Já o álcool, além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.

Além disso, muitos jovens quando estão embriagados "esquecem" da camisinha e com isso também arriscam suas vidas com doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e uma inesperada gravidez.

Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a experiência de médicos em clínicas brasileiras de recuperação para dependentes químicos revelam: há um crescimento do alcoolismo entre os adolescentes no Brasil, sendo que o maior número de casos incide na faixa etária de 13 a 15 anos.

O álcool é uma droga de fácil acesso e que abre caminho para outras. Os adolescentes são ainda influenciados por vários fatores: estilo de vida, depressão e pelos hábitos dos familiares de consumir bebidas alcóolicas. Outro dado importante é o fato do organismo do adolescente ter uma tolerância maior à bebida e, quando se adquire o hábito de beber todos os dias, passa a exigir uma maior necessidade de álcool.

http://www.ipas.org.br/teen/alcool.html



Escrito por Marcelo Marson às 13h31
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ALCOOLISMO 4

O Processo Metabólico do Álcool. Quando o álcool é consumido passa pelo estômago e começa a ser absorvido no intestino caindo na corrente sanguínea. Ao passar pelo fígado começa a ser metabolizado, ou seja, a ser transformado em substâncias diferentes do álcool e que não possuem os seus efeitos. A primeira substancia formada pelo álcool chama-se acetaldeído, que é depois convertido em acetado por outras enzimas, essas substâncias assim com o álcool excedente são eliminados pelos rins; as que eventualmente voltam ao fígado acabam sendo transformadas em água e gás carbônico expelido pelos pulmões. A passagem do intestino para o sangue se dá de acordo com a velocidade com que o álcool é ingerido, já o processo de degradação do álcool pelo fígado obedece a um ritmo fixo podendo ser ultrapassado pela quantidade consumida. Quando isso acontece temos a intoxicação pelo álcool, o estado de embriaguez. Isto significa que há muito álcool circulando e agindo sobre o sistema nervoso além dos outros órgãos. Como a quantidade de enzimas é regulável, um indivíduo com uso contínuo de álcool acima das necessidades estará produzindo mais enzimas metabolizadoras do álcool, tornando-se assim mais "resistente" ao álcool. A presença de alimentos no intestino lentifica a absorção do álcool. Quanto mais gordura houver no intestino mais lenta se tornará a absorção do álcool. Apesar do álcool ser altamente calórico (um grama de álcool tem 7,1 calorias; o açúcar tem 4,5), ele não fornece material estocável; assim a energia oferecida pelo álcool é utilizada enquanto ele circula ou é perdida. A famosa "barriga de chop" é dada mais pelos aperitivos que acompanham a bebida.

Conseqüências corporais do alcoolismo. À medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se agravam. Os órgãos mais atingidos são: o cérebro, trato digestivo, coração, músculos, sangue, glândulas hormonais. Como o álcool dissolve o mucus do trato digestivo, provoca irritação na camada externa de revestimento que pode acabar provocando sangramentos. A maioria dos casos de pancreatite aguda (75%) são provocados por alcoolismo. As afecções sobre o fígado podem ir de uma simples degeneração gordurosa à cirrose que é um processo irreversível e incompatível com a vida. O desenvolvimento de patologias cardíacas pode levar 10 anos por abusos de álcool e ao contrário da cirrose pode ser revertida com a interrupção do vício. Os alcoólatras tornam-se mais susceptíveis a infecções porque suas células de defesas são em menor número. O álcool interfere diretamente com a função sexual masculina, com infertilidade por atrofia das células produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios masculinos. O predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo masculino leva ao surgimento de características físicas femininas como o aumento da mama (ginecomastia). O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção. Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas.

http://www.psicosite.com.br/tra/drg/alcoolismo.htm



Escrito por Marcelo Marson às 13h26
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ALCOOLISMO 3

Dependência ao Álcool. Para se fazer o diagnóstico de dependência alcoólica é necessário que o usuário venha tendo problemas decorrentes do uso de álcool durante 12 meses seguidos e preencher pelo menos 3 dos seguintes critérios: a) apresentar tolerância ao álcool -- marcante aumento da quantidade ingerida para produção do mesmo efeito obtido no início ou marcante diminuição dos sintomas de embriaguez ou outros resultantes do consumo de álcool apesar da continua ingestão de álcool. b) sinais de abstinência -- após a interrupção do consumo de álcool a pessoa passa a apresentar os seguintes sinais: sudorese excessiva, aceleração do pulso (acima de 100), tremores nas mãos, insônia, náuseas e vômitos, agitação psicomotora, ansiedade, convulsões, alucinações táteis. A reversão desses sinais com a reintrodução do álcool comprova a abstinência. Apesar do álcool "tratar" a abstinência o tratamento de fato é feito com diazepam ou clordiazepóxido dentre outras medicações. c) o dependente de álcool geralmente bebe mais do que planejava beber d) persistente desejo de voltar a beber ou incapacidade de interromper o uso. e) emprego de muito tempo para obtenção de bebida ou recuperando-se do efeito. f) persistência na bebida apesar dos problemas e prejuízos gerados como perda do emprego e das relações familiares.

Abstinência alcoólica. A síndrome de abstinência constitui-se no conjunto de sinais e sintomas observado nas pessoas que interrompem o uso de álcool após longo e intenso uso. As formas mais leves de abstinência se apresentam com tremores, aumento da sudorese, aceleração do pulso, insônia, náuseas e vômitos, ansiedade depois de 6 a 48 horas desde a última bebida. A síndrome de abstinência leve não precisa necessariamente surgir com todos esses sintomas, na maioria das vezes, inclusive, limita-se aos tremores, insônia e irritabilidade. A síndrome de abstinência torna-se mais perigosa com o surgimento do delirium tremens. Nesse estado o paciente apresenta confusão mental, alucinações, convulsões. Geralmente começa dentro de 48 a 96 horas a partir da ultima dose de bebida. Dada a potencial gravidade dos casos é recomendável tratar preventivamente todos os pacientes dependentes de álcool para se evitar que tais síndromes surjam. Para se fazer o diagnóstico de abstinência, é necessário que o paciente tenha pelo menos diminuído o volume de ingestão alcoólica, ou seja, mesmo não interrompendo completamente é possível surgir a abstinência. Alguns pesquisadores afirmam que as abstinências tornam-se mais graves na medida em que se repetem, ou seja, um dependente que esteja passando pela quinta ou sexta abstinência estará sofrendo os sintomas mencionados com mais intensidade, até que surja um quadro convulsivo ou de delirium tremens. As primeiras abstinências são menos intensas e perigosas.

Delirium Tremens. O Delirium Tremens é uma forma mais intensa e complicada da abstinência. Delirium é um diagnóstico inespecífico em psiquiatria que designa estado de confusão mental: a pessoa não sabe onde está, em que dia está, não consegue prestar atenção em nada, tem um comportamento desorganizado, sua fala é desorganizada ou ininteligível, a noite pode ficar mais agitado do que de dia. A abstinência e várias outras condições médicas não relacionadas ao alcoolismo podem causar esse problema. Como dentro do estado de delirium da abstinência alcoólica são comuns os tremores intensos ou mesmo convulsão, o nome ficou como Delirium Tremens. Um traço comum no delírio tremens, mas nem sempre presente são as alucinações táteis e visuais em que o paciente "vê" insetos ou animais asquerosos próximos ou pelo seu corpo. Esse tipo de alucinação pode levar o paciente a um estado de agitação violenta para tentar livrar-se dos animais que o atacam. Pode ocorrer também uma forma de alucinação induzida, por exemplo, o entrevistador pergunta ao paciente se está vendo as formigas andando em cima da mesa sem que nada exista e o paciente passa a ver os insetos sugeridos. O Delirim Tremens é uma condição potencialmente fatal, principalmente nos dias quentes e nos pacientes debilitados. A fatalidade quando ocorre é devida ao desequilíbrio hidro-eletrolítico do corpo.
Intoxicação pelo álcool. O estado de intoxicação é simplesmente a conhecida embriaguez, que normalmente é obtida voluntariamente. No estado de intoxicação a pessoa tem alteração da fala (fala arrastada), descoordenação motora, instabilidade no andar, nistagmo (ficar com olhos oscilando no plano horizontal como se estivesse lendo muito rápido), prejuízos na memória e na atenção, estupor ou coma nos casos mais extremos. Normalmente junto a essas alterações neurológicas apresenta-se um comportamento inadequado ou impróprio da pessoa que está intoxicada. Uma pessoa muito embriagada geralmente encontra-se nessa situação porque quis, uma leve intoxicação em alguém que não está habituado é aceitável por inexperiência mas não no caso de alguém que conhece seus limites.
Wernicke-Korsakoff (síndrome amnéstica)
Os alcoólatras "pesados" em parte (10%) desenvolvem algum problema grave de memória. Há dois desses tipos: a primeira é a chamada Síndrome Wernicke-Korsakoff (SWK) e a outra a demência alcoólica. A SWK é caracterizada por descoordenação motora, movimentos oculares rítmicos como se estivesse lendo (nistagmo) e paralisia de certos músculos oculares, provocando algo parecido ao estrabismo para quem antes não tinha nada. Além desses sinais neurológicos o paciente pode estar em confusão mental, ou se com a consciência clara, pode apresentar prejuízos evidentes na memória recente (não consegue gravar o que o examinador falou 5 minutos antes) e muitas vezes para preencher as lacunas da memória o paciente inventa histórias, a isto chamamos fabulações. Este quadro deve ser considerado uma emergência, pois requer imediata reposição da vitamina B1(tiamina) para evitar um agravamento do quadro. Os sintomas neurológicos acima citados são rapidamente revertidos com a reposição da tiamina, mas o déficit da memória pode se tornar permanente. Quando isso acontece o paciente apesar de ter a mente clara e várias outras funções mentais preservadas, torna-se uma pessoa incapaz de manter suas funções sociais e pessoais. Muitos autores referem-se a SWK como uma forma de demência, o que não está errado, mas a demência é um quadro mais abrangente, por isso preferimos o modelo americano que diferencia a SWK da demência alcoólica.

Síndrome Demencial Alcoólica. Esta é semelhante a demência propriamente dita como a de Alzheimer. No uso pesado e prolongado do álcool, mesmo sem a síndrome de Wernick-Korsakoff, o álcool pode provocar lesões difusas no cérebro prejudicando além da memória a capacidade de julgamento, de abstração de conceitos; a personalidade pode se alterar, o comportamento como um todo fica prejudicado. A pessoa torna-se incapaz de sustentar-se.

Síndrome de abstinência fetal. A Síndrome de Abstinência Fetal descrita pela primeira vez em 1973 era considerada inicialmente uma conseqüência da desnutrição da mãe, posteriormente viu-se que os bebês das mães alcoólatras apresentavam problemas distintos dos bebês das mães desnutridas, além de outros problemas que esses não tinham. Constatou-se assim que os recém-natos das mães alcoólatras apresentam um problema específico, sendo então denominada Síndrome de Abstinência Fetal (SAF). As características da SAF são: baixo peso ao nascer, atraso no crescimento e no desenvolvimento, anormalidades neurológicas, prejuízos intelectuais, más formações do esqueleto e sistema nervoso, comportamento perturbado, modificações na pálpebra deixando os olhos mais abertos que o comum, lábio superior fino e alongado. O retardo mental e a hiperatividade são os problemas mais significativos da SAF. Mesmo não havendo retardo é comum ainda o prejuízo no aprendizado, na atenção e na memória; e também descoordenação motora, impulsividade, problemas para falar e ouvir. O déficit de aprendizado pode persistir até a idade adulta.

O estresse pode provocar alcoolismo? O estresse não determina o alcoolismo, mas estudos mostraram que pessoas submetidas a situações estressantes para as quais não encontra alternativa, tornam-se mais freqüentemente alcoólatras. O álcool possui efeito relaxante e tranqüilizante semelhante ao dos ansiolíticos. O problema é que o álcool tem muito mais efeitos colaterais que os ansiolíticos. Numa situação dessas o uso de ansiolíticos poderia prevenir o surgimento de alcoolismo. Na verdade o que se encontra é a vontade de abolir as preocupações com a embriaguez e isso os ansiolíticos não proporcionam, ou o fazem em doses que levariam ao sono. O homem quando submetido a estresse tende a procurar não a tranqüilidade, mas o prazer. Daí que a vida sexualmente promíscua muitas vezes é acompanhada de abuso de álcool e drogas. O fato de uma pessoa não encontrar uma solução para seu estresse não significa que a solução não exista. A Logoterapia, por exemplo, ajuda o paciente a encontrar um significado na sua angústia. Não suprime a fonte da angústia, mas a torna mais suportável. Quando uma dor adquire um sentido, torna-se possível contorná-la, continuar a vida com um sorriso, desde que ela não seja incapacitante. Sob esse aspecto a logoterapia pode ajudar a vencer o alcoolismo nas suas etapas iniciais, quando ainda não surgiu dependência química. Uma situação de estresse real que passamos atualmente é o desemprego. Este problema social é de difícil resolução e geralmente faz com que as pessoas se ajustem às custas de elevação da tensão emocional prolongada, que é a mesma coisa de estresse.

Alcoolismo e desnutrição. As principais funções do processo alimentar são a manutenção da estrutura corporal e das necessidades energéticas diárias. Uma alimentação equilibrada proporciona o que precisamos. O álcool é uma substância bastante energética, em épocas passadas, chegou a ser usado em pacientes após cirurgias para uma reposição mais rápida da energia perdida na cirurgia. Apesar de altamente calórico o álcool não é armazenável. Não fossem os efeitos prejudiciais ao longo do tempo, o álcool seria um excelente meio de perder peso. Para que se possa entender como o álcool fornece energia e ao mesmo tempo não é armazenável é necessário entender seu mecanismo metabólico o que não será abordado aqui. Pelo fato do usuário de álcool possuir suas necessidades energéticas supridas ele não sente muita ou nenhuma fome, assim não há vontade de comer. A diminuição da oferta das substâncias (proteínas, açucares, gorduras, vitaminas e minerais) usadas na constante reconstrução dos tecidos, não interrompe o processo de destruição natural das células que estão sendo substituídas constantemente. Assim o corpo do alcoólatra começa a se consumir. Esse processo leva a desnutrição.

Testes Neuropsicológicos. Os pacientes alcoólatras confirmados ao se submeterem a testes de inteligência apresentam 45 a 70% normais. Contudo, esses mesmos ao fazerem testes mais específicos em determinadas áreas do funcionamento mental, como a capacidade de resolver problemas, pensamento abstrato, desempenho psicomotor, memória e capacidade de lidar com novidades, costumam apresentar problemas. Os testes normalmente representam atividades desempenhadas diariamente e não situações especiais ou raras. Este resultado mostra que os testes superficiais deixam passar comprometimentos significativos. Os testes neuropsicológicos são mais adequados e precisos na medição de capacidades mentais comprometidas pelo álcool. Tem sido observado também que no cérebro dos alcoólatras ocorrem modificações na estrutura apresentada nos exames de tomografia ou ressonância, além de comprometimento na vascularização e nos padrões elétricos. Como esses achados são recentes, não houve tempo para se estudar a relação entre essas alterações laboratoriais e os prejuízos psicológicos que eles representam.

Efeitos do Álcool sobre o Cérebro. Os resultados de exames pos-mortem (necropsia) mostram que pacientes com história de consumo prolongado e excessivo de álcool têm o cérebro menor, mais leve e encolhido do que o cérebro de pessoas sem história de alcoolismo. Esses achados continuam sendo confirmados pelos exames de imagem como a tomografia, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de fótons. O dano físico direto do álcool sobre o cérebro é um fato já inquestionavelmente confirmado. A parte do cérebro mais afetada costumam ser o córtex pré-frontal, a região responsável pelas funções intelectuais superiores como o raciocínio, capacidade de abstração de conceitos e lógica. Os mesmos estudos que investigam as imagens do cérebro identificam uma correspondência linear entre a quantidade de álcool consumida ao longo do tempo e a extensão do dano cortical. Quanto mais álcool mais dano. Depois do córtex, regiões profundas seguem na lista de mais acometidas pelo álcool: as áreas envolvidas com a memória e o cerebelo que é a parte responsável pela coordenação motora.

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h26
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ALCOOLISMO 2

Acamprosato. Essa substância ao contrário da naltrexona é nova e foi criada especificamente para o tratamento do alcoolismo. Está sendo introduzida no mercado brasileiro pela Merck, mas já é usada na Europa há alguns anos. O mecanismo do acamprosato é distinto da naltrexona embora também diminua o desejo pelo álcool. O acamprosato atua mais na abstinência, reduzindo o reforço negativo deixado pela supressão do álcool naqueles que se tornaram dependentes. Podemos dizer que há basicamente dois mecanismos de manutenção da dependência química ao álcool: inicialmente há o reforço pelo estímulo positivo, pela busca de gratificação e prazer dadas pelo álcool. À medida que o indivíduo se torna tolerante às primeiras doses passa a ser necessária sua elevação para voltar a ter o mesmo prazer das primeiras doses. Nessa fase o indivíduo já é dependente e está em aprofundamento e agravamento da dependência. A bebida não dá mais prazer algum e por outro lado trouxe uma série de problemas pessoais e sociais; o alcoólatra está preso ao vício porque ao tentar interromper o consumo de álcool surgem os efeitos da abstinência. Nessa fase o alcoolista bebe não mais por prazer, mas para não sofrer os efeitos da abstinência alcoólica. É nesta fase que o acamprosato atua. Além de inibir os efeitos agudos da abstinência como os benzodiazepínicos fazem, o acamprosato inibe o desejo pelo álcool nessa fase, diminuindo as taxas de recaída para os pacientes que interromperam o consumo de álcool. A principal atividade do acamprosato é sobre os neurotransmissores gabaérgicos, taurinérgicos e glutamatérgicos, envolvidos no mecanismo da abstinência alcoólica. O acamprosato tem poucos efeitos colaterais: os principais indicados foram consufão mental leve, dificuldade de concentração, alterações das sensações nos membros inferiores, dores musculares, vertigens.

Ondansetrona. Esta medicação vem sendo usada e aprovada como inibidor de vômitos, principalmente nos pacientes que fazem uso de medicações que provocam fortes enjôos como alguns quimioterápicos. Está em estudo a utilização na bulimia nervosa para conter os vômitos induzidos por esses pacientes. Mais recentemente vem sendo estudado seu efeito no tratamento do álcool. Esses estudos ainda estão em fase preliminar; uma possível aprovação para o alcoolismo deverá levar talvez alguns anos. Essa medicação tem um efeito específico como antagonista do receptor serotoninégico 5-HT3. Por enquanto há poucos estudos da eficácia da Ondansetrona no alcoolismo, o que se obteve, por enquanto, é uma maior eficácia no tratamento do alcoolismo nas fases iniciais. Alcoolistas de longa data e doses altas não apresentaram resultado muito superior ao placebo. Se aprovada hoje, sua utilização recairia sobre os pacientes alcoólatras há pouco tempo. A forma de ação é parecida a da naltrexona, inibindo o reforço positivo, o prazer que o álcool dá nas fases iniciais do alcoolismo. Os pacientes que tomam Ondansetrona tendem a beber menos que o habitual. Os autores de um recente trabalho com a Ondansetrona (JAMA. 2000;284:963-971) consideraram-se frustrados com o resultado clínico obtido.

Problemas Clínicos.  Diversos são os problemas causados pela bebida alcoólica pesada e prolongada. Fugiria ao nosso objetivo entrar em detalhes a esse respeito, por isso abordaremos o tema superficialmente. Sistema Nervoso - Amnésias nos períodos de embriaguez acontecem em 30 a 40% das pessoas no fim da adolescência e início da terceira década de vida: provavelmente o álcool inibe algum dos sistemas de memória impedindo que a pessoa se recorde de fatos ocorridos durante o período de embriaguez. Induz a sonolência, mas o sono sob efeito do álcool não é natural, tendo sua estrutura registrada no eletroencefalograma alterado. Entre 5 e 15% dos alcoólatras apresentam neuropatia periférica. Este problema consiste num permanente estado de hipersensibilidade, dormência, formigamento nas mãos, pés ou ambos. Nas síndromes alcoólicas pode-se encontrar quase todas as patologias psiquiátricas: estados de euforia patológica, depressões, estados de ansiedade na abstinência, delírios e alucinações, perda de memória e comportamento desajustado.
Sistema Gastrintestinal - Grande quantidade de álcool ingerida de uma vez pode levar a inflamação no esôfago e estômago o que pode levar a sangramentos além de enjôo, vômitos e perda de peso. Esses problemas costumam ser reversíveis, mas as varizes decorrentes de cirrose hepática além de irreversíveis, são potencialmente fatais devido ao sangramento de grande volume que pode acarretar. Pancreatites agudas e crônicas são comuns nos alcoólatras constituindo-se uma emergência à parte. A cirrose hepática é um dos problemas mais falados dos alcoólatras; é um problema irreversível e incompatível com a vida, levando o alcoólatra lentamente à morte.  Câncer - Os alcoólatras estão 10 vezes mais sujeitos a qualquer forma de câncer que a população em geral. Sistema Cardiovascular - Doses elevadas por muito tempo provocam lesões no coração provocando arritmias e outros problemas como trombos e derrames conseqüentes. É relativamente comum a ocorrência de um acidente vascular cerebral após a ingestão de grande quantidade de bebida. Hormônios Sexuais - O metabolismo do álcool afeta o balanço dos hormônios reprodutivos no homem e na mulher. No homem o álcool contribui para lesões testiculares o que prejudica a produção de testosterona e a síntese de esperma. Já com cinco dias de uso contínuo de 220 gramas de álcool os efeitos acima mencionados começam a se manifestar e continua a se aprofundar com a permanência do álcool. Essa deficiência contribui para a feminilização dos homens, com o surgimento, por exemplo, de ginecomastia (presença de mamas no homem). Hormônios Tireoideanos - Não há evidências de que o alcoolismo afete diretamente os níveis dos hormônios tireoideanos. Há pacientes alcoólatras que apresentam alterações tanto para mais como para menos nos níveis desses hormônios; presume-se que quando isso ocorre seja de forma indireta por afetar outros sistemas do corpo. Hormônio do crescimento - Alterações são observadas em indivíduos que abusam de álcool, mas essas alterações não provocam problemas detectáveis como inibição do crescimento ou baixa estatura, pelo menos até o momento.
Hormônio Antidiurético - Esse hormônio inibe a perda de água pelos rins, o álcool inibe esse hormônio: como resultado a pessoa perde mais água que o habitual, urina mais, o que pode levar a desidratação. Ociticina - Esse hormônio é responsável pelas contrações do útero no parto. O álcool tanto pode inibir um parto prematuro como atrapalhar um parto a termo, podendo tanto ser terapêutico como danoso.
Insulina - O álcool não afeta diretamente os níveis de insulina: quando isso acontece é por causa de uma possível pancreatite que é outro processo distinto. A diminuição do açúcar no sangue não se deve a ação do álcool sobre a insulina ou sobre o glucagon (outro hormônio envolvido no metabolismo do açúcar). Gastrina - Este hormônio estimula a secreção de ácido no estômago preparando-o para a digestão. O principal estímulo para a secreção de gastrina é a presença de alimentos no estômago, principalmente as proteínas. É controverso o efeito do álcool sobre a gastrina, alguns pesquisadores dizem que o álcool não provoca sua liberação, outros dizem que provoca, o que levaria ao aumento da acidez estomacal. Podem provocar úlceras no aparelho digestivo.

Recaída. A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito alta: aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos 4 anos seguintes a interrupção, quando nenhum tratamento é feito. A semelhança com outras formas de dependência como a nicotina, tranqüilizantes, estimulantes, etc, levam a crer que um há um mecanismo psicológico (cognitivo) em comum. O dependente que consiga manter-se longe do primeiro gole terá mais chances de contornar a recaída. O aspecto central da recaída é o chamado "craving", palavra sem tradução para o português que significa uma intensa vontade de voltar a consumir uma droga pelo prazer que ela causa. O craving é a dependência psicológica propriamente dita.

As mulheres são mais vulneráveis ao álcool que os homens? Aparentemente as mulheres são mais vulneráveis sim. Elas atingem concentrações sanguíneas de álcool mais altas com as mesmas doses quando comparadas aos homens. Parece também que sob a mesma carga de álcool os órgãos das mulheres são mais prejudicados do que o dos homens. A idade onde se encontra a maior incidência de alcoolismo feminino está entre 26e 34 anos, principalmente entre mulheres separadas. Se a separação foi causa ou efeito do alcoolismo isto ainda não está claro. As conseqüências do alcoolismo sobre os órgãos são diferentes nas mulheres: elas estão mais sujeitas a cirrose hepática do que o homem. Alguns estudos mostram que o consumo moderado de álcool diário aumenta as chances de câncer de mama. Um drink por dia não afeta a incidência desse câncer.

Filhos de Alcoólatras. Milhões de crianças e adolescentes convivem com algum parente alcoólatra no Brasil. As estatísticas mostram que eles estarão mais sujeitos a problemas emocionais e psiquiátricos do que a população desta faixa etária não exposta ao problema, o que de forma alguma significa que todos eles serão afetados. Na verdade 59% não desenvolvem nenhum problema. O primeiro problema que podemos citar é a baixa auto-estima e auto-imagem com conseqüentes repercussões negativas sobre o rendimento escolar e demais áreas do funcionamento mental, inclusive em testes de QI. Esses adolescentes e crianças tendem quando examinados a subestimarem suas próprias capacidades e qualidades. Outros problemas comuns em filhos e parentes de alcoólatras são persistência em mentiras, roubo, conflitos e brigas com colegas, vadiagem e problemas com o colégio.

O alcoolismo é genético? Esta pergunta bastante antiga vem sendo mais bem estudada nas últimas décadas através de estudos com gêmeos, e será mais aprofundada com o projeto genoma. A influência familiar do alcoolismo é um fato já conhecido e aceito. O que se pergunta é se o alcoolismo ocorre por influência do convívio ou por influência genética. Para responder a essa pergunta a melhor maneira é a verificação prática da influência, o que pode ser feito estudando os filhos dos alcoólatras. Estudos como esses podem investigar os gêmeos monozigóticos (idênticos) e os dizigóticos. Constatou-se que quando um dos gêmeos idênticos se torna alcoólatra o irmão se torna mais freqüentemente alcoólatra do que os irmãos gêmeos não idênticos. Essa constatação mostra a influência genética real, mas não explica porque, mesmo tendo os "gens do alcoolismo," uma pessoa não se torna alcoólatra. Os estudos familiares mostraram que a participação genética é inegável, mas apenas parcial, os demais fatores que levam ao desenvolvimento do alcoolismo não estão suficientemente claros.

Problemas Psiquiátricos Causados pelo Alcoolismo: Abuso de Álcool. A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente alcoólatra, ou seja, dependente e faz uso continuado. O critério de abuso existe para caracterizar as pessoas que eventualmente, mas recorrentemente têm problemas por causa dos exagerados consumos de álcool em curtos períodos de tempo. Critérios: para se fazer esse diagnóstico é preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações: a) prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas ou negligências nos cuidados com os filhos. b) exposição a situações potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas perigosas embriagado. c) problemas legais como desacato a autoridades ou superiores. d) persistência no uso de álcool apesar do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso.



Escrito por Marcelo Marson às 13h25
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ALCOOLISMO 1

ALCOOLISMO

O que é? O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes. O alcoolismo é, portanto, um conjunto de diagnósticos. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante, de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais, do sono e distúrbios inespecíficos. Por fim o delirium tremens, que pode ser fatal.
Assim o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema, mas medicamente para maior precisão, é  necessário apontar qual ou quais distúrbios estão presentes, pois geralmente há mais de um.

O fenômeno da Dependência (Addiction).
O comportamento de repetição obedece a dois mecanismos básicos não patológicos: o reforço positivo e o reforço negativo. O reforço positivo refere-se ao comportamento de busca do prazer: quando algo é agradável a pessoa busca os mesmos estímulos para obter a mesma satisfação. O reforço negativo refere-se ao comportamento de evitação de dor ou desprazer. Quando algo é desagradável a pessoa procura os mesmos meios para evitar a dor ou desprazer, causados numa dada circunstância. A fixação de uma pessoa no comportamento de busca do álcool, obedece a esses dois mecanismos acima apresentados. No começo a busca é pelo prazer que a bebida proporciona. Depois de um período, quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado surgem os sintomas desagradáveis da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool. Os reforços positivo e negativo são mecanismos ou recursos normais que permitem às pessoas se adaptarem ao seu ambiente.
As medicações hoje em uso atuam sobre essas fases: a naltrexona inibe o prazer dado pelo álcool, inibindo o reforço positivo; o acamprosato diminui o mal estar causado pela abstinência, inibindo o reforço negativo. Provavelmente, dentro de pouco tempo, teremos estudos avaliando o benefício trazido pela combinação dessas duas medicações para os dependentes de álcool que não obtiveram resultados satisfatórios com cada uma isoladamente.

Tolerância e Dependência. A tolerância e a dependência ao álcool são dois eventos distintos e indissociáveis. A tolerância é a necessidade de doses maiores de álcool para a manutenção do efeito de embriaguez obtido nas primeiras doses. Se no começo uma dose de uísque era suficiente para uma leve sensação de tranqüilidade, depois de duas semanas (por exemplo) são necessárias duas doses para o mesmo efeito. Nessa situação se diz que o indivíduo está desenvolvendo tolerância ao álcool. Normalmente, à medida que se eleva a dose da bebida alcoólica para se contornar a tolerância, ela volta em doses cada vez mais altas. Aos poucos, cinco doses de uísque podem se tornar inócuas para o indivíduo que antes se embriagava com uma dose. Na prática não se observa uma total tolerância, mas de forma parcial. Um indivíduo que antes se embriagava com uma dose de uísque e passa a ter uma leve embriaguez com três doses está tolerante apesar de ter algum grau de embriaguez. O alcoólatra não pode dizer que não está tolerante ao álcool por apresentar sistematicamente um certo grau de embriaguez. O critério não é a ausência ou presença de embriaguez, mas a perda relativa do efeito da bebida. A tolerância ocorre antes da dependência. Os primeiros indícios de tolerância não significam, necessariamente, dependência, mas é o sinal claro de que a dependência não está longe. A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando ela não tem mais forças por si própria de interromper ou diminuir o uso do álcool. O alcoólatra de "primeira viagem" sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: "quando eu quiser, eu paro". Essa frase geralmente encobre o alcoolismo incipiente e resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, mesmo que os outros não acreditem, ele próprio acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando ele não é evidente ou está começando, é uma forma de defesa da auto-imagem (aquilo que a pessoa pensa de si mesma). O alcoolismo, como qualquer diagnóstico psiquiátrico, é estigmatizante. Fazer com que uma pessoa reconheça o próprio estado de dependência alcoólica, é exigir dela uma forte quebra da auto-imagem e conseqüentemente da auto-estima. Com a auto-estima enfraquecida a pessoa já não tem a mesma disposição para viver e, portanto, lutar contra a própria doença. É uma situação paradoxal para a qual não se obteve uma solução satisfatória. Dependerá da arte de conduzir cada caso particularmente, dependerá da habilidade de cada psiquiatra.

Aspectos Gerais do Alcoolismo. A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos. É mais difícil de reverter o processo. Como a maioria dos diagnósticos mentais, o alcoolismo possui um forte estigma social, e os usuários tendem a evitar esse estigma. Esta defesa natural para a preservação da auto-estima acaba trazendo atrasos na intervenção terapêutica. Para se iniciar um tratamento para o alcoolismo é necessário que o paciente preserve em níveis elevados sua auto-estima sem, contudo, negar sua condição de alcoólatra, fato muito difícil de se conseguir na prática. O profissional deve estar atento a qualquer modificação do comportamento dos pacientes no seguinte sentido: falta de diálogo com o cônjuge, freqüentes explosões temperamentais com manifestação de raiva, atitudes hostis, perda do interesse na relação conjugal. O Álcool pode ser procurado tanto para ficar sexualmente desinibido como para evitar a vida sexual. No trabalho os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, atrasos e mesmo faltas. Acidentes de carro passam a acontecer. Quando essas situações acontecem é sinal de que o indivíduo já perdeu o controle da bebida: pode estar travando uma luta solitária para diminuir o consumo do álcool, mas geralmente as iniciativas pessoais resultam em fracassos. As manifestações corporais costumam começar por vômitos pela manhã, dores abdominais, diarréia, gastrites, aumento do tamanho do fígado. Pequenos acidentes que provocam contusões, e outros tipos de ferimentos se tornam mais freqüentes, bem como esquecimentos mais intensos do que os lapsos que ocorrem naturalmente com qualquer um, envolvendo obrigações e deveres sociais e trabalhistas. A susceptibilidade a infecções aumenta e dependendo da predisposição de cada um, podem surgir crises convulsivas. Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, deve-se sempre avaliar incidências familiares de alcoolismo porque se sabe que a carga genética predispõe ao alcoolismo. É muito mais comum do que se imagina a coexistência de alcoolismo com outros problemas psiquiátricos prévios ou mesmo precipitante. Os transtornos de ansiedade, depressão e insônia podem levar ao alcoolismo. Tratando-se a base do problema muitas vezes se resolve o alcoolismo. Já os transtornos de personalidade tornam o tratamento mais difícil e prejudicam a obtenção de sucesso.

Tratamento do Alcoolismo. O alcoolismo, essencialmente, é o desejo incontrolável de consumir bebidas alcoólicas numa quantidade prejudicial ao bebedor. O núcleo da doença é o desejo pelo álcool; há tempos isto é aceito, mas nunca se obteve uma substância psicoativa que inibisse tal desejo. Como prova de que inúmeros fracassos não desanimaram os pesquisadores, temos hoje já comprovadas, ou em fase avançada de testes, três substâncias eficazes na supressão do desejo pelo álcool, três remédios que atingem a essência do problema, que cortam o mal pela raiz. Estamos falando naltrexona, do acamprosato e da ondansetrona. O tratamento do alcoolismo não deve ser confundido com o tratamento da abstinência alcoólica. Como o organismo incorpora literalmente o álcool ao seu metabolismo, a interrupção da ingestão de álcool faz com que o corpo se ressinta: a isto chamamos abstinência que, dependendo, do tempo e da quantidade de álcool consumidos pode causar sérios problemas e até a morte nos casos não tratados. As medicações acima citadas não têm finalidade de atuar nessa fase. A abstinência já tem suas alternativas de tratamento bem estabelecidas e relativamente satisfatórias. O Dissulfiram é uma substância que força o paciente a não beber sob a pena de intenso mal estar: se isso for feito, não suprime o desejo e deixa o paciente num conflito psicológico amargo. Muitos alcoólatras morreram por não conseguirem conter o desejo pelo álcool enquanto estavam sob efeito do Dissulfiram. Mesmo sabendo o que poderia acontecer, não conseguiram evitar a combinação do álcool com o Dissulfiram, não conseguiram sequer esperar a eliminação do Dissulfiram. Fatos como esses servem para que os clínicos e os não-alcoólatras saibam o quanto é forte a inclinação para o álcool sofrida pelos alcoólatras, mais forte que a própria ameaça de morte. Serve também para medir o grau de benefício trazido pelas medicações que suprimem o desejo pelo álcool, atualmente disponíveis. Podemos fazer uma analogia para entender essa evolução. Com o Dissulfiram o paciente tem que fazer um esforço semelhante ao motorista que tenta segurar um veículo ladeira abaixo, pondo-se à frente deste, tentando impedir que o automóvel deslanche, atropelando o próprio motorista. Com as novas medicações o motorista está dentro do carro apertando o pedal do freio até que o carro chegue no fim da ladeira. Em ambos os casos, é possível chegar ao fim da ladeira (controle do alcoolismo). Numa o esforço é enorme causando grande percentagem de fracassos; noutro o esforço é pequeno, permitindo grande adesão ao tratamento. Vejamos agora algumas informações sobre as novas medicações.

Naltrexona. A naltrexona é uma substância conhecida há vários anos; seu uso restringia-se ao bloqueio da atividade dos opióides. É uma espécie de antídoto para a intoxicação de heroína, morfina e similares. Recentemente verificou-se que a naltrexona possui um efeito bloqueador do prazer proporcionado pelo álcool, cortando o ciclo de reforço positivo que leva e mantém o alcoolismo. A naltrexona foi a primeira substância a atingir a essência do alcoolismo: o desejo pelo consumo de álcool. Como era uma medicação conhecida quanto aos efeitos benéficos e colaterais, sua utilização para o alcoolismo foi relativamente rápida pois já se encontrava no mercado há muitos anos: bastou que se acrescentasse na bula uma nova indicação, o tratamento do alcoolismo. Os principais efeitos colaterais da naltrexona, o enjôo e o vômito não são intensos o suficiente para impedir o seu uso. Os principais efeitos da naltrexona são inibir o desejo pelo álcool e mesmo que se beba, o prazer da sensação de estar "alto" é abolido. Assim, a bebida para o alcoólatra em uso de naltrexona se torna sem graça. Como não há uma interação danosa entre Álcool e naltrexona, a naltrexona exerce uma real atividade terapêutica. Os estudos mostram que a recaída do alcoolismo é menor entre as pessoas que fazem uso de naltrexona em relação ao placebo; o baixo índice de efeitos colaterais da naltrexona permite que os pacientes adiram ao tratamento prolongado. Agora ficou mais fácil diferenciar o alcoólatra impotente perante seu vício daquele que simplesmente não quer abandonar o prazer da embriaguez. O paciente que se nega a tratar-se por perceber que a naltrexona abole o prazer é o alcoólatra por opção; aquele que adere ao tratamento era a vítima do vício. Por fim, não podemos esquecer que nem todos os pacientes se beneficiam da naltrexona, ou seja, há uma parcela da população que mesmo em uso da naltrexona mantém o prazer da bebida e nesses o tratamento é ineficaz. A naltrexona foi o primeiro e grande passo para o tratamento do alcoolismo, mas não resolveu todo o problema sozinho.

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h24
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AQUI FUNCIONA DESTE JEITO!



Escrito por Marcelo Marson às 13h12
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Apenas 11 estados disponibilizam sites com gastos públicos - parte 2


Em continuação...

Ribeirão Bonito, cidade com 11.383 habitantes, teve em seis anos dois prefeitos cassados por irregularidades na administração pública. Em 2002, o então prefeito Antônio Buzzá (PMDB) foi cassado acusado de desvio de dinheiro. Em março de 2008, o prefeito Rubens Gayoso Júnior (PT) também foi destituído do cargo incriminado por improbidade administrativa. Com a segunda cassação, segundo a diretora da Amarribo, a implantação da Sala da Transparência, disponibilizando o conhecimento, se tornou indispensável para evitar novos casos parecidos.

Lizete Verillo acredita que com o controle social, resultado da conscientização e do acesso à informação, é possível diminuir a corrupção no país. No entanto, avalia que o controle social ainda é uma mudança cultural. “A população ainda não sabe que tem direito à informação. Quando você solicita uma informação, o Poder Executivo tenta inverter a ordem dos fatores. Querem logo saber quem é você, pra que você quer a informação, se a entidade tem registro e essas coisas, como se a informação não fosse pública”, ressalta.

A princípio, Lizete lembra que quando questionadas a divulgar alguma informação, as prefeituras diziam apenas que não tinham o dado e que precisavam se organizar para poder atender a demanda. Hoje, Lisete afirma que as administrações públicas, aos poucos, estão tomando consciência de que o conhecimento da população sobre essas questões é público, portanto, um pleito legítimo. A ONG Amarribo surgiu há nove anos em Ribeirão Bonito. A rede conta agora com 150 ONGs espalhadas em todo o país. A maior parte delas, 51%, localiza-se em São Paulo.

Para a diretora de Combate à Corrupção da Amarribo, a partir do momento que não se tem acesso à informação, dá-se corda branca para que o político corrupto entre em cena. “Se [eles] têm suas contas claras, é porque não há o que esconder, prediz-se que sejam honestos. Mas a partir do momento em que um determinado gestor não quer prestar contas é porque algo está errado”, avalia.

Quem quiser acompanhar as resoluções dos Poderes federais, estaduais e municipais, a ONG Transparência Municipal disponibiliza em seu portal um acumulado de diários oficiais eletrônicos para cada uma das 5.562 prefeituras e 5.562 câmaras de vereadores do país. Além disso, o site ainda permite o acesso a projetos de transparência pública e aos diários do Senado e Câmara Federal.

Observação

Após a publicação da matéria, a Secretaria da Controladoria e Ouvidoria do Ceará entrou em contato com o Contas Abertas para informar que um portal recentemente foi criado. O levantamento do CA sobre os portais que disponibilizam ferramentas que permitem a busca personalizada de receitas e despesas dos estados foi feito há três meses. Contudo, o Contas Abertas utilizou ainda a relação que a Controladoria-Geral da União possui para efetuar a atualização. Posteriormente ao levantamento, o Portal da Transparência no estado do Ceará foi criado. Contudo, o portal ainda não está totalmente concluído e passa por ajustes. O servidor que abriga o site, segundo informou a Secretaria da Controladoria e Ouvidoria do Estado, está com dificuldades operacionais, mas já pode ser consultado
neste endereço eletrônico. Vale ressaltar que o Ceará não consta na lista da CGU como detentor de um portal da transparência e nem daqueles que estão em fase de implementação, como informado no início da matéria.

Amanda Costa
Do Contas Abertas

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h08
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Apenas 11 estados disponibilizam sites com gastos públicos - parte 1

Apenas 11 estados disponibilizam sites com gastos públicos

O exercício da cidadania pressupõe que a sociedade acompanhe e examine as ações governamentais, sobretudo, que conheça a forma como o dinheiro é aplicado. Contudo, no país, o acesso à informação ainda é problemático. Pesquisa realizada pelo Contas Abertas (CA) revela que apenas onze estados das 27 unidades federativas do país possuem portais que permitem ao cidadão fazer consultas sobre as receitas e os gastos públicos. Isto é, 59% dos estados brasileiros não disponibilizam mecanismos de fiscalização das contas públicas por parte da sociedade.

Segundo o levantamento produzido pelo CA, na região Sul, todos os três estados,
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, divulgam suas contas na Internet, permitindo, assim, o acompanhamento dos gastos públicos. Na região Norte, 43% dos estados prestam contas à sociedade possibilitando o acompanhamento das despesas de cada órgão da administração, são eles: Amapá, Amazonas e Pará. Sudeste e Centro-oeste têm apenas um representante na lista de estados com portais: São Paulo e Mato Grosso, respectivamente. O Nordeste conta com dois estados: Bahia, Pernambuco e Ceará.


Nos onze estados que disponibilizam portais, é possível saber, por exemplo, quanto cada órgão da administração gastou e para quem pagou, seja pessoa física ou jurídica, ou ainda o número de funcionários que receberam diárias e passagens e quando os pagamentos foram feitos. Apesar dessas características comuns, a apresentação dos dados não é inteiramente idêntica em todos os estados. O governo da Bahia, por exemplo, divulga também orçamentos temáticos sobre o quanto é gasto em educação e saúde.

O
Distrito Federal, apesar de não disponibilizar uma página na Internet com interatividade no acompanhamento das despesas públicas, apresenta planilhas mensais mais detalhadas dos gastos. O site da Secretaria de Planejamento do estado de Goiás, por sua vez, oferece um curso on-line de conceitos orçamentários e de planejamento público. O Rio de Janeiro apresenta tabelas comparando gastos com anos anteriores, além de receitas e despesas. No entanto, são relatórios prontos que não permitem ao cidadão fazer buscas personalizadas.

Todavia, a maior parte dos estados não divulga os valores pagos, apenas as despesas liquidadas, ou seja, aquelas cujos serviços foram reconhecidos como prestados, mesmo que o pagamento ainda não tenha sido feito. Já as dívidas de anos anteriores pagas em 2008, os chamados restos a pagar, são apresentados por órgão, dissociados das despesas do exercício vigente. Dessa forma, não se sabe o gasto financeiro real da administração em cada função, ou em cada órgão, já que é oneroso cruzar os dados.

Os demais estados (menos Roraima e Mato Grosso do Sul) apresentam apenas relatórios bimestrais resumidos de execução orçamentária com um balanço das receitas e despesas. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as unidades federativas são obrigadas a apresentar esses relatórios. As tabelas, divulgadas a cada dois meses, mostram a dotação inicial, os valores empenhados e as despesas liquidadas no bimestre e no acumulado do ano. O catálogo mostra também a previsão inicial de arrecadação por fonte de receita, assim como a previsão atualizada, o que já foi arrecadado e o que se espera arrecadar até o fim do ano.

A secretaria de comunicação do governo de Roraima esclarece que a execução orçamentária está disponível no Diário Oficial do estado, que é publicado na Internet. Já no Mato Grosso do Sul, onde também não há relatórios bimestrais disponibilizados, há apenas um site de notícias sobre as ações do governo, mas a execução orçamentária não está disponível.

Para levantar os portais, o Contas Abertas entrou em contato com as secretarias de Planejamento ou Fazendas de todas as unidades federativas. E, em alguns casos, as assessorias de comunicação não sabiam informar a localização dos balanços orçamentários nos respectivos sites. A relação completa dos portais pode ser
vista aqui. Vale ressaltar que nos sites de todos os estados é possível encontrar as transferências de recursos para os municípios, detalhadas por fonte de receitas. É simples encontrar quanto o município recebeu de IPVA ou ICMS, por exemplo.

A Controladoria-Geral da União (CGU) possui levantamento no qual leva em conta apenas os estados que possuem portais semelhantes ao Portal da Transparência, que reúne informações sobre o uso do dinheiro por parte da esfera federal. De acordo com a CGU, são seis os estados que implantaram portais de controle social nos moldes do Portal da Transparência: Bahia, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco e Santa Catarina. Esse total representa apenas 22% dos estados brasileiros. Além desses, outros quatro estão em fase de inauguração desse instrumento: Alagoas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Embora o ideal seja a situação em que todos os estados e municípios exponham suas contas à fiscalização dos cidadãos, o ministro da CGU, Jorge Hage, pondera que há cinco anos e meio o grau de transparência nas contas públicas das administrações estaduais era igual a zero, o que configura um avanço significativo a quantidade atual de portais. “Os portais devem usar linguagem compreensível aos cidadãos e oferecer navegação amigável. De nada adiante criar um portal com linguagem hermética, entendível apenas por especialistas em orçamento público”, acrescenta.

Consciência coletiva

Jorge Hage aponta que a participação da sociedade é essencial na luta contra a corrupção. “A sociedade só pode participar se tiver informação sobre as contas públicas”, ressalta. A mesma opinião é compartilhada pelo secretário Rosendo Severo dos Anjos Neto, da 7ª Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, o controle social é a mais efetiva forma de fiscalização do Poder Público. “A corrupção, assim como a maioria dos delitos, é praticada por existir a probabilidade de que não seja descoberta. A fiscalização e o controle social, que multiplica o contingente de fiscais, inibem a corrupção”, alega.

Para Rosendo Severo, a sociedade precisa conscientizar-se de que o controle social é um direito, e não um dever. “O maior interessado no combate a esse câncer chamado corrupção é o cidadão, pois é o dinheiro dos impostos pagos por ele que está sendo desviado e, como conseqüência, benefícios não estão sendo recebidos e mais impostos serão cobrados”, explica. Para Severo, tornar pública as informações de todos os entes da federação – estados, municípios, União e suas administrações diretas e indiretas – já seria um grande passo para o efetivo exercício do controle social pela população.

O cientista político e professor da Universidade de Brasília Alexandre Pereira Rocha endossa que a falta de educação, sobretudo, a orçamentária, é um dos fatores impulsionadores da corrupção no país. “Devido à falta de conhecimento e visão da sociedade de como funciona o Estado, os políticos se apropriam dos recursos dizendo que estão fazendo da forma correta quando, na verdade, não estão”, argumenta. “Quanto mais amplo o controle social, menos tende a ser o desvio de recursos públicos”, completa.

Em âmbito federal, as investigações sobre atos ilícitos feitas pela Receita Federal, Ministério Público, CGU e TCU, aliadas ao trabalho da Polícia Federal, têm apresentado resultados expressivos, essencialmente, nos últimos anos. A CGU, por exemplo, foi responsável pela expulsão de 1.750 agentes públicos federais envolvidos em práticas desonestas. Todavia, o controle social, como ferramenta para o combate à corrupção, ainda é um pleito não concretizado. “Quanto mais amplo o controle social, menos tende a ser o desvio de recursos públicos”, lembra o cientista político Alexandre Pereira Rocha.

Ainda de acordo com o cientista político Alexandre Pereira Rocha, o controle social no Brasil ainda não é cidadão, pois é feito por organizações e não por um indivíduo da sociedade. Para ele, o maior embargo à transparência é a falta de clareza dos sistemas. “Para a sociedade que sequer tem idéia sobre o orçamento, é preciso alocar a informação de forma mais educativa e interpretada. Do contrário, a informação não chega à sociedade”, afirma.

Sala da Transparência: Boa prática nos municípios

Para controlar a corrupção, é fundamental o acompanhamento e a supervisão permanente da conduta dos gestores públicos. Desta forma, a informação é o grande norte desta caminhada. Em Ribeirão Bonito, cidade localizada na região de São Carlos, em São Paulo, já é possível fiscalizar as contas municipais. Isto porque, há cerca de quatro meses, uma sala com cadeira, computador, mesa e cadeira dá vida a Sala da Transparência, local onde qualquer cidadão pode acessar as contas da prefeitura.

Henrique Ziller, presidente do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), que programou a Sala da Transparência na cidade, aponta que a área pretende ser um espaço democrático e livre no qual os cidadãos possam verificar as contas e atos do município. “É um sistema informatizado, dentro da prefeitura, com dez relatórios, que traz informações importantes para o controle social da administração pública municipal”, alega. O Instituto, criado há pouco mais de dois anos mediante a associação de entidades representativas de servidores vinculados ao controle de recursos públicos, procura incentivar e fortalecer ações de fiscalização dos gastos públicos.

O presidente do IFC recomendou ainda outros mecanismos que poderiam aperfeiçoar o sistema de busca. “Sugerimos também que fosse implantado, mais para frente, outro tipo de consulta à medida que o cidadão for solicitando”. Outra proposta foi a criação de um decreto institucionalizando a sala da transparência. “Os candidatos à prefeitura, inclusive, já se comprometeram com a institucionalização para que um novo prefeito não possa desfazer a sala”, afirma Ziller.

A criação da Sala da Transparência era um pleito antigo da ONG Amarribo (Associação dos Amigos de Ribeirão Bonito), entidade especializada no acompanhamento da gestão dos bens públicos e da preservação dos valores e do patrimônio regional. “A transparência é um instrumento para a cidadania, para a melhoria da qualidade de vida da população. Sem ela não é possível analisar, acompanhar e avançar em termos de cidadania”, afirma Lizete Verillo, diretora de Combate à Corrupção da ONG.

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h05
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Estudo explica 'amnésia' de pessoas quando bêbadas

Estudo explica 'amnésia' de pessoas quando bêbadas.
 
Efeito na memória poderia contribuir para o alcoolismo
Cientistas podem ter descoberto porque as pessoas se esquecem de coisas que fazem - constrangedoras, muitas vezes - quando estão bêbadas.

Um grupo de cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, revelou que o álcool facilita a criação de memórias para eventos emocionais - na maior parte positivos - vividos antes da intoxicação e prejudica a criação de memórias para eventos emocionais - muitas vezes negativos - ocorridos depois do consumo abusivo de bebidas.

A psicóloga Dora Duka, que liderou o estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber suas desvantagens, contribuindo para o desenvolvimento do alcoolismo.

"Os efeitos do álcool no humor são conhecidos por contribuir para o seu uso e abuso. Mas se sabe muito menos sobre como os efeitos do álcool na memória e no controle inibitório contribuem para que o álcool seja uma droga que vicia," disse Duka.

"Os efeitos do álcool na memória podem ser um fator no desenvolvimento do alcoolismo," completou.

Os pesquisadores compararam a habilidade de voluntários de se lembrar de uma série de imagens depois do consumo de bebidas não-alcoólicas ou de bebidas alcoólicas.

Eles descobriram que o álcool aumentava a memória para imagens vistas antes de beber e deteriorava a memória para imagens vistas depois.

"Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias", disse Duka.

Os resultados foram apresentados durante o Festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência realizado neste ano em Liverpool.

Os pesquisadores da Universidade de Sussex também descobriram que o álcool pode danificar a capacidade das pessoas de formar seu julgamento sobre uma determinada situação.

Fonte bbc.com



Escrito por Marcelo Marson às 12h43
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Brasil tolera violência policial, diz ONU

Brasil tolera violência policial, diz ONU

Relatório divulgado ontem aponta que, no país, os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios"

Para o relator, há pouco alarme em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime


Relatório da ONU divulgado ontem ataca as políticas de segurança do Brasil e chama a atenção para a violência policial e "as execuções extrajudiciais" no país, que, diz o estudo, tem um dos índices de homicídios mais altos do mundo.


O relator Philip Alston, autor do documento, inspecionou o Brasil por dez dias em novembro de 2007, quando esteve com autoridades e ativistas e visitou favelas e presídios. Sua conclusão é a de que a violência policial é tolerada pelos governantes e por boa parte da população. Sua principal crítica é em relação às mortes de pessoas já rendidas por policiais. "O assassinato não é uma técnica aceitável nem eficaz de controle do crime", condena Alston.
De acordo com ele, "as execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do Brasil". Os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios", diz o relatório. "Policiais da ativa recorrem rotineiramente à força letal, e um grande número de policiais de folga faz parte de esquadrões da morte e outras formas de crime organizado."


Alston aponta ainda que o Brasil não evoluiu desde o último relatório, de 2004. Naquela época, segundo o relatório, o índice de homicídios estava "entre 45 e 50 mil por ano", como atualmente [dados do governo federal, divulgados em janeiro deste ano, indicam que o total de homicídios no país caiu 5,11% em 2004, 1,65% em 2005 e 1,93% em 2006, sempre em relação ao ano anterior].
Também afirma, a exemplo do estudo anterior, que hoje grande parte dos assassinatos é cometida por policiais. "No Rio de Janeiro, a polícia mata três pessoas por dia", diz Alston. "Eles são responsáveis por um em cada cinco assassinatos."
Para o relator, há pouco alarme público em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime. O principal motivo para que muitos policiais se envolvam em milícias ou esquadrões da morte é o baixo salário, conclui o relatório.

Aumento para policiais
O aumento nos vencimentos dos policiais é apenas uma das dezenas de recomendações que o relatório tem para o Brasil. Outra é evitar operações "mega", que geralmente resultam em enorme prejuízo para moradores inocentes.
Segundo o relatório, que usa dados do governo federal e dos Estados, em uma dessas operações, a invasão do complexo do Alemão, no Rio, em 27 de junho de 2007, "ilustra como tal abordagem pode ser uma tentação na teoria, mas na prática causa assassinatos e acaba sendo uma autoderrota".
Para comprovar a tese, Alston lembra que 19 pessoas foram mortas, mas a polícia apreendeu duas metralhadoras, seis pistolas, três fuzis, uma submetralhadora, 2.000 cartuchos e 300 quilos de drogas.
O relatório será apresentado na ONU nos próximos dias, quando o Brasil poderá rebater as críticas. Uma delas é em relação à lentidão da Justiça e a baixa incidência de condenações.
No Rio e em São Paulo, só 10% dos homicídios chegam à Justiça. Em Pernambuco a taxa é de 3%. Dos 10% que são julgados em São Paulo, calcula-se que metade seja condenada. "Esses números são ainda menores nos casos em que há o envolvimento de policiais", diz.


Um dos focos do estudo é a ação das milícias no Rio de Janeiro. Segundo Alston, 92 das cerca de 500 favelas do Rio estão em poder delas. "As milícias são formadas por grupos de policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e indivíduos que tentam "tomar" áreas geográficas e fazem um "policiamento" paraestatal, explica.


Alston recomenda reformas nas polícias Civil e Militar, Corregedoria de polícia, medicina legal, ouvidorias, promotores públicos, Judiciário e administração carcerária."O escopo das reformas necessárias é assustador", admite, "mas a reforma é possível e necessária", reforça o relator das Nações Unidas.

 

MARCELO NINIO, de GENEBRA, jornal Folha de S.Paulo, 16/09/08. Cotidiano.

 



Escrito por Marcelo Marson às 12h38
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Temporão diz acreditar que STF irá manter constitucionalidade da lei seca

Temporão diz acreditar que STF irá manter constitucionalidade da lei seca.

 

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta segunda-feira que suas expectativas com relação à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito da constitucionalidade da lei seca são as mais positivas. Na avaliação do ministro, a Corte levará em consideração os números que demonstram redução do número de mortes no trânsito depois que a lei entrou em vigor.

"Tenho muita confiança de que o Supremo vai ratificar", disse o ministro que participou de painel durante o 2º Seminário Álcool: O Grande Desafio da Segurança no Trânsito, organizado pelo Centro de Estudos do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

O ministro reforçou que a criminalização de pessoas que dirigem depois de consumir bebida alcoólica é fundamental. Para Temporão, somente dessa forma será possível avançar de maneira sustentada na redução do número de acidentes e mortes. "Em outro momento podemos rediscutir essa questão toda, mas neste momento eu defendo fortemente a punição e a criminalização como um aspecto da norma legal absolutamente fundamental para seu sucesso."

Temporão disse que também é preciso discutir e normatizar a questão do uso de drogas psicoativas, ansiolíticos e antidepressivos já que há uma contra-indicação formal da utilização desses medicamentos associada à direção.

"Podem existir ainda situações em que a pessoa associe bebida alcoólica e algum tipo de droga psicoativa. Existe um relatório da OMS [Organização Mundial da Saúde] que mostra que o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo de anfetaminas que também tem ação no sistema nervoso central."

Segundo o ministro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) está realizando estudos para regulamentação desse tipo de norma. Ainda de acordo com ele, já existe uma demanda formal de entidades médicas que pedem a regulamentação que restrinja a possibilidade de direção para as pessoas que tenham usado algum tipo de medicamento.

"Ainda não existe nenhum projeto. Mas existe preocupação da sociedade e do governo quanto a essa questão e eu solicitei à Anvisa que desenvolva alguns estudos para que nós possamos aperfeiçoar uma norma legal que já exista ou uma iniciativa inovadora que nos permita avançar nessa questão", afirmou Temporão.

O ministro ressaltou que é mais difícil implantar um tipo de lei nesse sentido já que fazer a aferição da quantidade de droga ingerida é mais complexo que medir a concentração de álcool no sangue --tecnologia já disponível. "Isso passa também por uma dimensão de educação e informação. É importante que as pessoas saibam da gravidade de se usar uma droga psicoativa e dirigir, porque isso pode colocar em risco a sua saúde e as outras pessoas", afirmou.

Lei seca

A chamada lei seca passou a considerar crime conduzir veículos com qualquer teor de álcool no organismo.

A punição para quem não cumprir a lei será considerada gravíssima e prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo.

A suspensão por um ano do direito de dirigir é feita a partir de 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de sangue). Acima de 0,3 mg/l de álcool no ar expelido (ou 6 dg por litro de sangue), a punição inclui também a detenção do motorista (de seis meses a três anos).

Antes da Lei Seca, somente motoristas com mais de 6 decigramas de álcool por litro (o equivalente a dois chopes) de sangue eram punidos.

Da Agência Brasil, jornal Folha de S.Paulo, 15/09/08, Cotidiano.

 de sangue). Acima de 0,3 mg/l de álcool no ar expelido (ou 6 dg por litro de sangue), a punição inclui também a detenção do motorista (de seis meses a três anos).

Antes da Lei Seca, somente motoristas com mais de 6 decigramas de álcool por litro (o equivalente a dois chopes) de sangue eram punidos.

 

Da Agência Brasil, jornal Folha de S.Paulo, 15/09/08, Cotidiano.



Escrito por Marcelo Marson às 11h52
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Mesmo com lei seca, 1 em cada 3 mortos tinha bebido em São Paulo

Mesmo com lei seca, 1 em cada 3 mortos tinha bebido em São Paulo

Mesmo após a aprovação da lei seca, praticamente uma em cada três pessoas que morreram em acidentes de trânsito na capital paulista em julho estava alcoolizada, de acordo com dados do IML (Instituto Médico Legal). No total, porém, o total de mortes em acidentes caiu pouco mais de um terço em relação a julho de 2007.

A conclusão é de um estudo do grupo de pesquisa de álcool, drogas e violência da Faculdade de Medicina da USP, apresentado ontem em seminário com autoridades e especialistas.

Embora tenha comemorado a redução --atribuída à lei seca--, o pesquisador Julio Ponce, um dos autores do estudo, reconhece que o percentual ainda é alto. Ele observa, entretanto, que, em 2007, os mortos no trânsito estavam alcoolizados em 45% dos casos.

"O resultado geral é positivo, já que o período analisado começou apenas dez dias após o início da lei [que entrou em vigor em 20 de junho]", pondera. Os dados de agosto ainda não foram fechados pelo IML.

Para o especialista em segurança do trânsito da UnB Paulo César Marques, ainda é cedo para tirar qualquer conclusão, embora ele considere "animadores" os dados dos três primeiros meses da lei seca.

"É preciso aguardar para comparar uma série maior. Os números do trânsito no país ainda são muito ruins", afirma.

A pesquisa aponta ainda redução das mortes no trânsito em relação ao total --eram 15%, em 2007; agora são 10%. Segundo Ponce, a lei tem reflexos não só no trânsito mas também em outros tipos de morte.

Ele cita como exemplo os homicídios. Em julho de 2007, 41% das vítimas haviam ingerido álcool. Neste ano, 28%.

A redução, entretanto, não é regra: nas mortes por atropelamento, o percentual de alcoolizados subiu de 31% para 52%.

A lei prevê multa de R$ 955 para quem apresentar entre 0,1 mg/l e 0,29 mg/l de álcool no ar expelido dos pulmões. Isso equivale a um copo de chope.

A partir de 0,3 mg/l, o equivalente a dois copos de chope, o motorista poderá ser preso.

Lei seca para drogas

Presente ao evento, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) afirmou que o governo estuda criar uma espécie de "lei seca" para outras drogas, como anfetaminas e antidepressivos, além de drogas ilícitas. Mas ainda não há projeto pronto.

Dados preliminares da Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) mostram que 2% dos motoristas tinham usado maconha, 1,7% usaram anfetaminas e 1,5%, cocaína, menos de 24 horas antes de dirigir em rodovias próximas a cinco capitais: Porto Alegre, Florianópolis, Cuiabá, João Pessoa e Maceió.

O estudo mostra ainda que 6% dos motoristas haviam bebido --metade em nível suficiente para ser considerado crime de transito. Para participar, os motoristas não são obrigados a se identificar nem sofrem qualquer punição.

Texto escrito por RICARDO SANGIOVANNI, jornal Folha de S.Paulo,  16/09/08, Cotidiano

 



Escrito por Marcelo Marson às 11h43
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LOBBY PRÓ-FUMO

 

LOBBY PRÓ-FUMO

 

 

R$ 1,7milhão. Foi a quantidade doada por empresas fabricantes de cigarro ou produtoras de fumo nas eleições de 2006 a candidatos a deputado ou senador.

102. Foram os candidatos a cargos federais que receberam doação de fabricantes de cigarro e/ou produtores de fumo. Desses, 13 conseguiram se eleger.

R$ 255 mil. Foi o montante doado pelo lobby pró-fumo nas eleições de 2002.



Escrito por Marcelo Marson às 11h35
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Fumo ajudou a eleger 13 congressistas

Fumo ajudou a eleger 13 congressistas

Indústria do setor distribuiu R$ 1,7 milhão para mais de cem candidatos na eleição de 2006 contra R$ 255 mil da eleição anterior

Sindicato das empresas diz acompanhar tramitação de projetos de interesse do setor no Congresso Nacional, mas nega lobby

Fumante em SP; empresas ligadas ao fumo ajudaram a eleger 13 congressistas.

A atual ofensiva contra o tabagismo enfrenta, no campo de batalha da legislação, o lobby da indústria do fumo. Só na última eleição, em 2006, a indústria do fumo aplicou R$ 1,7 milhão em campanhas de candidatos.
E o interesse das empresas do fumo na política aumentou consideravelmente se comparado com a eleição anterior, quando as empresas fabricantes de cigarros ou produtoras de fumo doaram apenas cerca de R$ 255 mil.
Do montante doado no último pleito, cerca de R$ 750 mil ajudaram a eleger congressistas. Entre os 102 candidatos a cargos federais -deputados e senadores- que receberam doações, 13 conseguiram chegar ao Congresso.
Lá eles poderão ter que analisar mais de 20 projetos que tramitam sobre o assunto.
As propostas tentam, por exemplo, proibir o motorista de fumar no carro ou ainda proibir o cigarro em locais onde se pratica esportes.
Um outro texto, também de âmbito nacional e que está pronto para ser votado no plenário da Câmara, assemelha-se à proposta do governador de São Paulo, José Serra, de acabar com todos os fumódromos em lugares fechados.

Sem prioridade

O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), que recebeu R$ 60 mil de uma empresa do setor, afirmou que, quando o assunto chegar na pauta da Câmara, não terá nenhuma objeção em votar contra o interesse de seu doador.
Ele disse que é favorável à proibição do cigarro em locais fechados, mas que hoje os deputados têm assuntos mais importantes para discutir.
Segundo Vacarezza, o dinheiro foi doado porque o dono da empresa é seu amigo de infância, não por qualquer tipo de relação com o setor.
Já o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), que recebeu cerca de R$ 72 mil em doações, admite ser, na Câmara, um dos maiores defensores da produção do fumo no país. Ele classifica os fumódromos como bons, "porque permitem o fumo àqueles que têm vontade de fumar".
O parlamentar não fuma, mas disse defender os interesses do setor, pois a sua região -Santa Cruz do Sul (RS), a 155 km de Porto Alegre, de onde Moraes já foi prefeito- é a maior produtora do país.
Segundo dados do Sindifumo (Sindicato da Indústria do Fumo), cerca de 190 mil famílias vivem da produção do fumo na região. Esse é o argumento do deputado. "Não podemos simplesmente acabar com o emprego. E acredito que acabar com os fumódromos pode prejudicar a nossa produção."
Outro deputado da região, Luis Carlos Heinze (PTB-RS), foi o parlamentar que mais recebeu doação de campanha do setor. Foram R$ 120 mil.
Ele admite que pediu dinheiro para as empresas, já que é um grande defensor da produção de fumo na região. "Não ajudo o setor porque vão ajudar minha campanha, mas é pela atividade econômica que defendo. Não vou defender nunca coisas que prejudiquem os produtores", disse.
Em resposta a um projeto que limitava a área de produção do fumo, ele foi autor de um substitutivo na Câmara que autorizava o cultivo do produto em todo o país. O seu texto foi aprovado e, conseqüentemente, o projeto que tentava limitar a produção foi arquivado no ano passado.

Empresas
As empresas que mais doaram na última eleição foram a beneficiadora de fumo Alliance One (R$ 555 mil) e a fabricante de cigarro Sudamax (R$ 522,5 mil). As duas não receberam autorização da Anvisa para funcionar neste ano.
Representantes da Alliance não foram encontrados. Já o advogado da Sudamax disse que a empresa teve que demitir cerca de 500 funcionários, pois a liminar de funcionamento da empresa encontra-se suspensa.
Se comparado com um setor mais forte e maior, o das bebidas, que colocou quase R$ 2 milhões na campanha de deputados eleitos, a participação da indústria do fumo na política não é tão forte.
O presidente do Sindifumo, Iro Schunke, no entanto, admite que o setor acompanha o andamento de projetos de interesse no Congresso.
Segundo ele, a doação de campanha é natural. "Não temos uma bancada do fumo, assim como em outros setores. O que temos são alguns deputados que conhecem a nossa economia e sabem da importância do fumo, por isso não há problema nenhum em fazer doações", afirmou.


Texto escrito por Maria Clara Cabral, da sucursal de Brasília, jornal Folha de S.Paulo, 15/09/08, cotidiano, c6.



Escrito por Marcelo Marson às 11h27
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Escrito por Marcelo Marson às 21h29
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Escrito por Marcelo Marson às 21h18
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SEM TABAGISMO 1



Escrito por Marcelo Marson às 21h17
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SEM TABAGISMO



Escrito por Marcelo Marson às 21h15
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TABAGISMO – O Mal da Destruição em Massa

TABAGISMO – O Mal da Destruição em Massa

O que é?

O tabagismo é o ato de se consumir cigarros ou outros produtos que contenham tabaco, cuja droga ou princípio ativo é a nicotina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatido.

Apresento-lhes o “Cigarro”

A fumaça do cigarro é uma mistura de aproximadamente 4.720 substâncias tóxicas diferentes; que se constitui de duas fases fundamentais: a fase particulada e a fase gasosa. Na fase gasosa é composta, entre outros por monóxido de carbono, amônia, cetonas, formaldeído, acetaldeído, acroleína. A fase particulada contém nicotina e alcatrão. Essas substâncias tóxicas atuam sobre os mais diversos sistemas e órgãos, contém mais de 60 cancerígenos, sendo as principais citadas abaixo:
Nicotina - é a causadora do vício e cancerígena;
Benzopireno - substância que facilita a combustão existente no papel que envolve o fumo;
Substâncias Radioativas - polônio 210 e carbono 14;
Agrotóxicos - DDT;
Solvente - benzeno;
Metais Pesados - chumbo e o cádmio (um cigarro contém de 1 a 2 mg, concentrando-se no fígado, rins e pulmões, tendo meia-vida de 10 a 30 anos, o que leva a perda de capacidade ventilatória dos pulmões, além de causar dispnéia, enfisema, fibrose pulmonar, hipertensão, câncer nos pulmões, próstata, rins e estômago);
Níquel e Arsênico - armazenam-se no fígado e rins, coração, pulmões, ossos e dentes resultando em gangrena dos pés, causando danos ao miocárdio etc..;

O tabaco e seus derivados:

O tabaco pode ser usado de diversas maneiras de acordo com sua forma de apresentação: inalado (cigarro, charuto, cigarro de palha); aspirado (rapé); mascado (fumo-de-rolo), porém sob todas as formas ele é maléfico à saúde.

Doenças causadas pelo uso de derivados de tabaco.

O tabagismo causa cerca de 50 doenças diferentes, principalmente as doenças cardiovasculares tais como: a hipertensão, o infarto, a angina, e o derrame. É responsável por muitas mortes por câncer de pulmão, de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga e pelas doenças respiratórias obstrutivas como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. O tabaco diminui as defesas do organismo e com isso o fumante tende a aumentar a incidência de adquirir doenças como a gripe e a tuberculose. O tabaco também causa impotência sexual.

Porque fumar?

Existem vários fatores que levam as pessoas a experimentar o cigarro ou outros derivados do tabaco. A maioria delas é influenciada principalmente pela publicidade do cigarro nos meios de comunicação.
No caso dos jovens ainda é pior porque além das propagandas pelos meios de comunicação, pais, professores, ídolos e amigos também exercem uma grande influência. Antes dos 19 anos de idade o jovem está na fase de construção de sua personalidade. Pesquisas mostram que a maioria dos adolescentes fumantes iniciou a fumar justamente nesta faixa de idade, isto quer dizer que o principal fator que favorece o tabagismo entre os jovens é, principalmente, a necessidade de auto-afirmação.
Moda nos dicionários nos leva a pensar em: música, roupas, gostos, jeito de se vestir, gírias, danças, etc. O tabaco não está incluído em nenhum destes itens.
A algum tempo atrás a publicidade manipulava psicologicamente levando diferentes grupos (adolescentes, mulheres, indivíduos de baixo poder aquisitivo, etc) que acreditavam que o tabagismo era muito mais comum e socialmente aceito do que era na realidade e através das demandas sociais e das fantasias dos comerciais que usavam mulheres bonitas, bem vestidas, homens fortes, bonitos, jovens curtindo a natureza ou em festas muito bem acompanhados todos estes personagens fazendo uso do cigarro. Hoje, este tipo de publicidade foi proibido no Brasil. A lei 10.167 restringe a propaganda de cigarros e derivados do

Fumar durante a gravidez?

Nem pensar, FUMAR DURANTE A GRAVIDEZ traz sérios riscos para a gestante como também aumenta o risco de mortalidade fetal e infantil, estes riscos se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Estes riscos são:
· Abortos espontâneos;
· Nascimentos prematuros;
· Bebês de baixo peso;
· Mortes fetais e de recém-nascidos;
· Gravidez tubária;
· Deslocamento prematuro da placenta;
· Placenta prévia e
· Episódios de sangramento.

Comparando-se a gestante que fuma com a que não fuma, a gestante fumante apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento.
A gestante que fuma, com um único cigarro fumado acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Imagine a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.
A gestante, o parto e a criança também estão expostos a estes riscos quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro (fumante passiva), absorvendo substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Assim como a mãe que fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite que é ingerido pela criança.

O que é ser um fumante passivo?

É o indivíduo que convive com fumantes e inalam a fumaça de derivados do tabaco em ambientes fechados. Poluição Tabagística Ambiental (PTA), é a poluição decorrente da fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior responsável pela poluição nestes ambientes. Pesquisas mostram que o tabagismo passivo é estimado como a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, só perdendo para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.
Os não fumantes que respiram a fumaça do tabaco têm um risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao tabagismo. Quanto maior o tempo em que o não fumante fica exposto à poluição tabagística ambiental, maior a chance de adoecer. As crianças, por terem uma freqüência respiratória mais elevada, são mais atingidas, sofrendo conseqüências drásticas na sua saúde, incluindo doenças como a bronquite, pneumonia, asma e infecções do ouvido médio.

 

Só os fumantes não acreditam que são:

· Nove mortes por hora.
· 80 mil por ano.
· 90% dos casos de câncer de pulmão.
· 80% dos enfisemas pulmonares.
· 25% dos infartos de miocárdio.
· 40% dos derrames cerebrais.
· 10 milhões de pessoas vão morrer nos próximos 30 anos, nas Américas.
· Quatro milhões morrem por ano.

Métodos para acabar com o vício

Hoje, já existem no mercado diversos métodos para acabar com o vício do cigarro, basta querer e ter força de vontade.
Citaremos alguns destes métodos:

· Goma de mascar com nicotina – são pastilhas que liberam pequenas doses de nicotina diminuindo os sintomas da abstinência.

· Skin Paches – são pequenos adesivos que colados à pele, liberam mais nicotina do que a goma de mascar.

· Spray nasal – este spray libera menos nicotina que a goma e os patches, mas chega mais rápido ao sistema circulatório.

· Inalante – o inalante tem a mesma forma do cigarro, o que leva o indivíduo a achar que está fumando, pois imita o gesto mão-para-boca do fumante só que com 1/3 da nicotina do cigarro.

· Zyban – este é um método sem nicotina, trata-se de uma droga antidepressiva que auxilia nas crises de abstinência.

Todos estes métodos devem ser receitado e terem acompanhamento médico.

 

 

 

 

 

 

 



 



Escrito por Marcelo Marson às 21h15
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Serra assina projeto de lei que proíbe fumar em bares e restaurantes de SP.

Serra assina projeto de lei que proíbe fumar em bares e restaurantes de SP.

O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), assinou nesta quinta-feira um projeto de lei que proíbe completamente o fumo em ambientes de uso coletivo, sejam públicos ou privados. A medida inclui bares, restaurantes, boates, hotéis e áreas comuns de condomínios.

Às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, nesta sexta-feira, a proposta é apontada pela Secretaria Estadual da Saúde como "a mais dura legislação contra o tabaco já lançada na história de São Paulo". O projeto foi apresentado nesta quinta-feira em evento no Instituto do Câncer de São Paulo "Octavio Frias de Oliveira".

A lei prevê sanções pesadas contra os estabelecimentos que a desrespeitarem, mas não pune os fumantes. As multas poderão ser emitidas pelo Procon (órgão de defesa do consumidor) como também pela Vigilância Sanitária. No primeiro caso, a autuação pode variar de R$ 220 a R$ 3,2 milhões e pode incluir a cassação da licença de funcionamento. No segundo, a multa varia de R$ 148,80 e R$ 148 mil

O texto assinado pelo governador não limita a restrição apenas a ambientes onde há comércio de alimentos --como açougues, padarias e supermercados--, mas estende a proibição para áreas de lazer, esporte e entretenimento, entre outras.

Em todos os locais deverão ser afixados avisos sobre a proibição e telefones e endereços dos órgãos de vigilância sanitária e de defesa do consumidor. Fica sob responsabilidade dos responsáveis dos estabelecimentos coibir o fumo e, em caso de resistência, a lei prevê que, se necessário, a polícia deve ser chamada. Os clientes também poderão fazer a denúncia em caso de desrespeito à lei.

Apesar de duro contra o fumo, o projeto do governo do Estado prevê algumas exceções. Será permitido o uso de produtos fumígeros em locais de culto religioso "onde o fumo faça parte do ritual" e instituições de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico responsável. Também será permitido o fumo em estabelecimentos exclusivamente destinados ao consumo de produtos fumígeros, como charutarias.

Procurada pela reportagem, a Souza Cruz, maior fabricante de cigarros do Brasil, comunicou que não iria se pronunciar antes de ter conhecimento do texto do projeto.

Temor

No segmento de bares, lanchonetes e casas noturnas o temor é de que a restrição total ao fumo afugente parte da clientela. Em São Paulo, um programa da Secretaria Estadual da Saúde incentiva empresas que queiram abolir o fumo de suas dependências por enquanto encontra baixa adesão, somente 37 instituições. Quem participa recebe o selo "Ambiente Livre de Tabaco".

No setor de bares e restaurantes a única é a Pizzeria 1900, que desde 1º de maio aboliu o fumo em suas dependências. Segundo o sub-gerente da casa, Anderson Pedro Rocha, apesar da restrição, o movimento se manteve inalterado.

"Medo nós tínhamos, achávamos que iria atrapalhar o movimento, mas, pelo contrário, o movimento se manteve e ainda recebemos elogios", afirma. De acordo com ele, as queixas foram muito poucas.

Uma pesquisa feita pelo Datafolha para a organização não-governamental ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), divulgada em maio deste ano, mostra que 88% dos brasileiros são contra o fumo em locais coletivos fechados. No ano passado, a mesma pesquisa foi realizada apenas no Estado de São Paulo e a proporção foi idêntica.

Exemplos

O projeto do governador Serra segue tendência registrada já em vários países que restringiram o fumo em locais fechados. No Brasil, uma legislação mais dura contra o tabagismo já foi adotada em algumas cidades

No Rio de Janeiro, um decreto do prefeito da cidade, Cesar Maia (DEM), também proibiu o fumo em locais fechados, públicos ou privados. A lei entrou em vigor em 31 de maio, mas sua aplicação teve vida curta. Uma liminar do Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos do decreto quatro dias depois.

A decisão foi concedida em mandado de segurança pedido pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do município. Diferentemente do projeto do governo paulista, o decreto de Cesar Maia não abria exceções ao tabagismo, sendo proibido até mesmo em tabacarias.

Em fevereiro, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), sancionou um projeto do vereador Farhat (PTB) aprovado pela Câmara que proibia o fumo de  cigarrilhas, charutos ou cachimbos, a não ser em áreas específicas, fechadas e separadas das demais dependências dos estabelecimentos.

Texto escrito por DEH OLIVEIRA, jornal Folha de S.Paulo, 28/08/08, Cotidiano, colaboração para a Folha Online



Escrito por Marcelo Marson às 21h06
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Gates e Bloomberg lançam campanha contra o fumo

Gates e Bloomberg lançam campanha contra o fumo

Dois dos homens mais ricos do mundo, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o fundador da Microsoft, Bill Gates, lançaram uma campanha para combater o tabagismo nos países em desenvolvimento.

Ambos dizem que doarão um total de US$ 500 milhões nos próximos cinco anos para programas que ajudem as pessoas a abandonarem o hábito de fumar e que alertem para os perigos do tabagismo.

Bloomberg e Gates, que juntos têm um patrimônio de mais de US$ 70 bilhões, advertem que um bilhão de pessoas podem morrer neste século vítimas de doenças ligadas ao tabagismo.

"Bill e eu queremos destacar a enormidade deste problema e catalisar um movimento global de governos e da sociedade civil para pararmos a epidemia do tabagismo", disse Bloomberg.

Com leis mais restritivas ao fumo em lugares públicos adotadas por países desenvolvidos - notadamente nas cidades de Londres e Nova York - os fabricantes de cigarro estão se concentrando nos mercados da Ásia e África.

Gates e Bloomberg têm o objetivo de ajudar governos com políticas que tiveram sucesso em reduzir o consumo de cigarro, tais como aumento de impostos a produtos feitos de tabaco e a proibição de propaganda desses artigos.

Texto escrito por LAURA TREVELYAN da BBC News, em Nova York, publicado no jornal Folha de S.Paulo, 24/07/08, Cotidiano, colaboração para a Folha Online



Escrito por Marcelo Marson às 20h52
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As maiores línguas do Mundo

As maiores línguas do Mundo



Escrito por Marcelo Marson às 20h43
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Cartão corporativo



Escrito por Marcelo Marson às 13h17
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Lula na Antártica

Lula na Antártica



Escrito por Marcelo Marson às 13h13
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Lula e a CPMF

Lula e a CPMF



Escrito por Marcelo Marson às 13h12
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2 mil crianças morrem em acidentes

2 mil crianças morrem em acidentes

Atropelamentos e colisões entre carros ou bicicletas correspondem a 40% das causas externas de morte por ano

O trânsito é presença constante na lista dos principais problemas das grandes cidades. No entanto, enquanto grande parte da atenção fica voltada para os quilômetros de congestionamentos e em como acabar com eles, um número importante quase passa despercebido: todos os anos, mais de 2 mil crianças morrem no Brasil vítimas de atropelamentos, colisões entre carros ou atingidas quando andam de bicicletas. Essa é uma das razões pela qual a semana do trânsito deste ano - 18 a 25 deste mês - tenha como tema A Criança e o Trânsito.



Um estudo da organização não-governamental (ONG) Criança Segura, com base em dados do Ministério da Saúde, mostra que o trânsito é responsável por 40% das mortes por causas externas (as que não são decorrentes de doenças) de crianças e adolescentes de até 14 anos. Há sete anos, o número de crianças vítimas fatais tem caído, mas em um ritmo lento. Em nenhum ano a redução foi superior a 7%. Em 2006, ano do último levantamento, 2.062 crianças morreram nas ruas e estradas de todo País.

Os atropelamentos são a principal causa de mortes de crianças no trânsito, respondendo por 48% dos acidentes fatais. O número de meninos vítimas desses acidentes é praticamente o dobro do de meninas e a faixa etária mais atingida é entre 11 e 14 anos. "Os meninos brincam mais pelas ruas, correndo, jogando futebol ou empinando pipa. Por isso, eles são mais vulneráveis que as meninas", diz a coordenadora nacional da Criança Segura, Luciana O?Reilly.

As colisões entre os veículos e os acidentes envolvendo ciclistas também são as outras principais causas de mortes de crianças no trânsito, correspondendo a 24% e 22%, respectivamente. Embora seja obrigatório o uso do cinto de segurança, muitas dessas mortes são causadas pela falta desse acessório ou pelo uso errado.

Foi o que aconteceu com o atleta paraolímpico Michel Sousa Lima, hoje com 19 anos. Em 2000, o carro em que ele estava com o pai e um tio bateu de frente com um caminhão e o uso errado do cinto de segurança provocou o chamado "efeito chicote", com o acessório comprimindo seus órgãos. Desde então, o jogador de tênis de mesa está paraplégico.

"Antes eu era jogador de futebol e até poderia ser profissional. Agora, fui obrigado a mudar de esporte", diz Michel, que passou por uma cirurgia de escoliose e não pôde ir aos Jogos de Pequim.

O trânsito também ocupa a terceira posição no ranking de hospitalizações de crianças por acidentes no Brasil. Os atropelamentos mais uma vez dominam as estatísticas, com 53% dos casos, e os meninos novamente correspondem à maioria das ocorrências. O estudo da ONG Criança Segura mostra as regiões do corpo que mais são atingidas em cada tipo de acidente. No caso de atropelamentos, a maior parte das lesões acontece nos membros - 35,9% nos braços e 23,1% nas pernas. A região da cabeça é onde está a maior parte das lesões nos acidentes envolvendo ciclistas - 40,3% - e nas colisões entre automóveis - 39%.

 

Texto escrito por Renato Machado no jornal O Estado de S.Paulo de 14/09/2008, Metrópole.



Escrito por Marcelo Marson às 12h46
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77% condenam declarações de Lula a favor do cigarro

77% condenam declarações de Lula a favor do cigarro.

A maior parte dos brasileiros não gostou das declarações dadas há duas semanas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do cigarro, mostra a pesquisa realizada pelo Datafolha na semana passada.

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, enquanto fumava uma cigarrilha, Lula declarou que defende "o uso do fumo em qualquer lugar".

Das pessoas entrevistadas em todo o país, 77% disseram que discordam da declaração do presidente. O mesmo percentual afirmou que Lula "agiu mal" ao defender que se fume em qualquer lugar, incluindo ambientes fechados.

Questionado especificamente sobre o fumo no Palácio do Planalto, o presidente Lula respondeu que, pelo menos no gabinete, a decisão cabe a ele. "Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei, porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando."

Em níveis semelhantes, a declaração desagradou tanto àqueles que avaliam o presidente Lula como "ótimo/bom" como àqueles que o vêem como "ruim/péssimo".

A reprovação à fala do presidente foi maior entre os simpatizantes do PSDB (oposição) que entre os dos PT (governo). Dos tucanos entrevistados pelo Datafolha, 87% discordaram da declaração. No caso dos petistas, 77%.

Prática e retórica

A defesa do cigarro feita por Lula foi imediatamente criticada por entidades médicas. Para elas, a opinião do presidente pode atrapalhar as políticas de combate ao tabagismo realizadas pelo próprio governo.

Para a médica Analice Gigliotti, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), o presidente Lula deveria pedir desculpas ao país "pela forma inadequada de se expressar".

"Em meio a avanços importantes, é preciso cuidado para que, por erros políticos, não haja retrocessos. Parece que, de forma inédita, avançamos na prática e regredimos na retórica", afirmou a médica.

Entre os "avanços na prática", Analice lembra que foi com Lula que o Brasil tornou mais fortes as imagens de advertência nos maços de cigarro e assinou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, um acordo internacional por meio do qual os países buscam reduzir o consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco.

Neste momento, a Casa Civil da Presidência da República tem um projeto de lei que determina a extinção dos fumódromos. O projeto é do Ministério da Saúde e, logo após a análise da Casa Civil, será enviado ao Congresso Nacional.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os fumódromos dão a falsa sensação de proteção para quem está do lado de fora --a fumaça do cigarro é danosa à saúde em qualquer quantidade inalada.

Na entrevista em que deu a polêmica declaração, Lula também fez comentários sobre esse projeto: "A idéia do Ministério da Saúde é a proibição do fumo em todos os lugares fechados. Eu mando o projeto para o Congresso e não voto".

 

Texto escrito por RICARDO WESTIN da Folha de S.Paulo, de 14/09/2008.

 



Escrito por Marcelo Marson às 12h37
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81% dos brasileiros apóiam lei contra fumo

81% dos brasileiros apóiam lei contra fumo.

Uma pesquisa nacional feita pelo Datafolha na semana passada mostra que 81% dos brasileiros apóiam o projeto de lei que proíbe o fumo em todos os ambientes coletivos fechados do Estado de São Paulo, incluindo os fumódromos.

O aumento do rigor contra o cigarro é defendido até mesmo pelas pessoas que afirmam "fumar cigarros, mesmo que de vez em quando". Desse grupo, 64% se dizem favoráveis à proposta. Entre os não-fumantes, 86% aprovam a idéia.

O projeto foi apresentado à Assembléia Legislativa no final do mês passado pelo governador José Serra (PSDB). Se for aprovado pelos deputados estaduais, ficará proibido fumar em bares, boates, restaurantes, hotéis, áreas comuns de condomínios, shoppings, hospitais e táxis, por exemplo.

Não serão permitidos, em São Paulo, nem mesmo os espaços separados que atualmente restaurantes e bares reservam aos fumantes. Dessa forma, o cigarro só ficará liberado ao ar livre e dentro de casa.

Segundo o Datafolha, o nível de aprovação ao projeto é parecido em ambos os sexos, em todas as faixas etárias, em todos os graus de escolaridade e nas diferentes faixas de renda.

A aprovação é um pouco maior entre os simpatizantes do PSDB (88%), partido de Serra, que entre os do PT (83%).

Ruim para os fumantes

A pesquisa Datafolha foi realizada entre a segunda e a quinta-feira da semana passada. Foram entrevistadas 2.785 pessoas com 18 anos ou mais e de todos os níveis sociais.

Os entrevistadores ouviram pessoas em 212 municípios das cinco regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

De todos os entrevistados, 13% se disseram contrários à proposta em análise pelos deputados paulistas. Os fumantes são mais refratários à idéia --30% deles se dizem contrários. No grupo dos não-fumantes, o índice de rejeição ao projeto de lei cai para 8%.

Para a maioria, a lei terá efeito "ótimo/bom" sobre os não-fumantes e "ruim/péssimo" sobre os fumantes.

Para os bares e restaurantes, na opinião da maioria das pessoas ouvidas pelo Datafolha, o impacto do banimento do cigarro será "ótimo/bom".

Das pessoas ouvidas, 63% disseram que haviam tomado conhecimento do projeto de lei apresentado pelo governador José Serra (PSDB). De qualquer forma, antes de perguntar-lhes a opinião, os entrevistadores explicaram os principais pontos da proposta.

Gastos para o SUS

Extremamente prejudicial à saúde, o tabagismo é considerado uma doença, capaz de dar origem a outras cinco dezenas de males --como câncer (principalmente de pulmão), infarto, AVC (acidente vascular cerebral), bronquite, osteoporose e até impotência sexual.

Esses males atingem também as pessoas que, mesmo não fumando, inalam a fumaça do cigarro. São os chamados fumantes passivos. De acordo com estudos recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer), pelo menos 2.655 não-fumantes morrem a cada ano no Brasil por doenças provocadas pelo tabagismo passivo --sete mortes por dia.

Segundo o governo de São Paulo, os pacientes tratados de doenças provocadas pelo cigarro custaram ao SUS (Sistema Único de Saúde), no ano passado, pelo menos R$ 92 milhões.

Com esse valor, é possível custear por um ano o funcionamento de dois hospitais públicos de médio porte, com cerca de 200 leitos cada um.

No momento, o projeto de lei que aumenta as restrições ao fumo recebe emendas dos deputados estaduais. Só depois disso é que ele começará a ser votado pelas comissões da Assembléia Legislativa.

Pelo projeto, os estabelecimentos que descumprirem a norma serão multados em valores que variam de R$ 220 a R$ 3,2 milhões e poderão ser interditados. Não haverá punição aos fumantes infratores.

"Caso a lei seja aprovada --e acreditamos que será--, os estabelecimentos e as pessoas terão de se adaptar. Isso é perfeitamente possível, ainda que no início haja certa resistência ou dificuldade. Os fumantes se adaptaram às leis que os proibiram de fumar dentro de aviões e cinemas, por exemplo", diz o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

Texto escrito por RICARDO WESTIN, jornal Folha de S.Paulo, de 14/09/2008.

 



Escrito por Marcelo Marson às 12h34
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PRACAS INUSITADIS

 

 

 

 



Escrito por Marcelo Marson às 21h37
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MUITO LONGE DA LÓGICA DEMOCRÁTICA

 

 

ESPAÇO ABERTO

 

 

Muito longe da lógica democrática

 

Eleições livres, justas e idôneas são condição fundamental da democracia. No Brasil de hoje, a Justiça Eleitoral e as urnas eletrônicas têm permitido avanços consideráveis nesses requisitos. Todavia a forma como se organizam as campanhas eleitorais não tem caminhado na mesma direção: elas não estão contribuindo para o desenvolvimento de nossa democracia, por duas razões principais, interligadas.

Primeiro, porque as campanhas se baseiam na lógica da publicidade comercial, o que as torna muito caras. Os horários “gratuitos” (aliás, bem pagos às redes de TV e rádio, por meio de isenções fiscais) são utilizados para apresentar o nome, a imagem (às vezes grotesca) de candidatos ao Legislativo e alguns chavões veiculados rápida e superficialmente no prazo exíguo atribuído a cada um. A parte principal é destinada à divulgação de propaganda de candidatos a cargos majoritários. Esta se baseia em filmagens de obras e realizações (se for candidato à reeleição) ou de situações graves nos serviços públicos existentes (se de oposição). Utiliza também entrevistas com populares que elogiam uns candidatos, criticam outros, sem falar nos demais expedientes publicitários de divulgação: banners, distribuição “santinhos”, etc. A contratação de profissionais especializados em marketing, os equipamentos e o material de apoio para produzir tudo isso custam muito dinheiro aos partidos e aos candidatos.

Mesmo não havendo dados sobre quanto se gasta em publicidade (o TSE apresenta números relativos a receitas e despesas de partidos e candidatos em vários pleitos eleitorais, mas pouquíssima discriminação deles), as informações de responsáveis por gastos dentro dos partidos estimam algo em torno de 70% a 80% do total. Aliás, a necessidade de gerar caixa para financiar campanhas caras é o que parece estar por trás das denúncias de irregularidades envolvendo partidos, candidatos e grupos econômicos no País. Os recursos dos financiamentos públicos e de pessoas, doados oficialmente, não têm sido suficientes para sustentar tais despesas.

Em segundo lugar, além de muito caros (podendo gerar, por isso mesmo, o apelo a práticas de corrupção), os programas eleitorais têm conteúdo de baixa qualidade democrática. Orientadas pela lógica da publicidade comercial, as campanhas eleitorais se tornam campanhas de venda de um “produto” (candidato/programa) ao cliente/eleitor. Canalizam suas energias para convencer o eleitor/cliente da superioridade e maior credibilidade de um “produto” (candidato) ante o concorrente. Do mesmo modo que no mundo do comércio a “propaganda é a alma do negócio”, no processo eleitoral ganha quem tiver mais recursos para contratar melhores profissionais e melhores pacotes publicitários.

Ora, nestes termos, estamos muito distantes da lógica democrática. A igualdade política entre eleitores, candidatos e partidos é deformada pelo peso do poder econômico e pela habilidade de profissionais mais qualificados (e mais bem pagos) de persuadir. Ademais, a função primordial de uma campanha eleitoral fica completamente esvaziada, pois joga fora o momento privilegiado da democracia em que o debate público organizado pelos partidos pode ser ativado e no qual os cidadãos podem formar juízos a respeito de seus problemas coletivos e dos diferentes projetos para sua superação.

Infelizmente, os debates entre os candidatos majoritários tampouco contemplam os requisitos para o aperfeiçoamento da qualidade da democracia. Na forma como são organizados, submetidos às restrições rigorosas de tempo estabelecidas pelos donos das empresas de comunicação (“três minutos para a resposta, um minuto para a réplica, meio minuto para a tréplica”, além das inúmeras interrupções para “os nossos comerciais”), eles não oferecem condições mínimas para o debate mais aprofundado entre partidos, candidatos e cidadãos e, por isso, não contribuem para a formação de juízos políticos. Acabam-se transformando em mera maratona na qual vencem não as propostas mais consistentes e representativas, mas os mais hábeis atores midiáticos.

A redução das campanhas a atos orientados pela lógica mercantil tem que ver ainda com a identificação da imagem dos concorrentes com a de administradores competentes que entregam (deliver) o que foi comprado pelo eleitor/cliente. Não é ingênua a apresentação dos candidatos a prefeito, governador e até presidente em cenas nas quais aparecem fiscalizando obras, sempre com capacete. Ora, se o Estado deve ser servidor e mesmo provedor de bens públicos demandados pela população, os governantes precisam ser mais do que isso. Para se qualificar como representantes eles precisam ser líderes capazes de formular, articular e pôr em prática, por intermédio de seus partidos, projetos mais amplos para a sociedade. Infelizmente, nossos programas eleitorais estão longe de tal caminho.

Diante deste quadro, é crucial que a próxima reforma política e novas regras eleitorais contemplem a necessidade de recuperar o teor democrático das campanhas, destituindo-as de seu caráter meramente publicitário e afirmando-as essencialmente como fórum de debate público. Isso implica gerar tempo maior nos meios de comunicação (afinal, todos são concessões públicas) para programas de debates (e não de propaganda) entre cidadãos, partidos e candidatos, inclusive para o Legislativo (locus do poder soberano, é bom relembrar). Certamente essas mudanças terão impactos não só no barateamento dos custos das campanhas, na redução dos recursos necessários para seu financiamento (e, claro, na redução dos incentivos à corrupção), mas igualmente na qualidade da vida democrática do País.

Texto escrito por Maria Rita Loureiro, socióloga, é professora-titular da FGV-SP e da FEA-USP, no jornal O Estado de S.Paulo de 11/09/08.

 



Escrito por Marcelo Marson às 21h14
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OS NOMES ENGRAÇADOS DOS CANDIDATOS

Domingo, 27 de Julho de 2008

OS NOMES ENGRAÇADOS DOS CANDIDATOS : O DA FOTO É O ROLA-BOSTA


Valdo Sanduíche, Janu da Combi, Beleza, Álvaro Junior (o Beiço), Loirinho da Pizzaria, Lindomar Já Ouviu Falar, Pingo de Mel, Nego Osvaldo Bilisquete, Cabo Luiz Cadeado, Magal Saque Rápido, Zé Pereba, Vovô do Rock e Tomaz Rola Bosta. Se você achou que a relação acima é do time da pelada de fim de semana pelejada entre solteiros contra casados, enganou-se. Os apelidos listados são exemplos de auto-intitulação adotada por candidatos ao cargo de vereador em Belo Horizonte cujos "nomes de guerra" serão apresentados ao eleitor na campanha deste ano. A originalidade de alguns candidatos ao escolher os apelidos a serem utilizados na campanha da eleição proporcional não é novidade para Malco Camargos, cientista político e professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Para o estudioso, a intenção de alguns candidatos ao escolher a alcunha chamativa reside no fato de ser uma prática costumeira adotada em pleito eleitoral para vereador.

Candidato a vereador José Barreto Tomaz (PHS) se intitula "Rola Bosta""Outros atributos ligados ao verdadeiro nome fica por conta da lógica da competição dos (candidatos ao cargo de) vereadores. Como são muitos candidatos, a probabilidade de o eleitor conhecer pessoalmente o candidato é muito maior do que ele conhecer o candidato a prefeito. Então, eles (candidatos a vereador) tentam criar essa relação de proximidade com o eleitor. Para que o eleitor, na hora que identificar o nome, saiba de imediato quem está falando. Por causa do tempo pequeno que eles têm na televisão e no rádio eles usam esse artifício", explicou. Outra possibilidade apontada por Camargos é a escolha feita por aspirantes ao cargo eletivo que abraçam uma bandeira de parcela determinada da sociedade e fazem dela o estandarte de campanha."Às vezes, você tenta assumir uma identidade que irá agradar parte da população. Então, por exemplo, (candidata-se o) Tonhão do Sindicato dos Professores. Então, ele está buscando que os professores votem nele. E se todos os professores votarem nele, ele é eleito. Ele não tem que buscar identidade com a população como um todo, como é feito na campanha para prefeito. Basta que ele fixe identidade com um grupo menor, desde que esse grupo tenha número suficiente (de eleitores), para que o candidato seja eleito por eles", disse.Candidato com personalidade O candidato a vereador pelo PHS José Barreto Tomaz, 41 anos, que se auto-intitulou com o nome para a candidatura de "Tomaz da desentupidora Rola Bosta", tenta pela segunda vez se eleger como vereador.Ao incorporar o nome, Tomaz diz não ter medo de virar motivo de piada e se diz orgulhoso de ser lembrado pela "Rola Bosta". "Eu lancei a empresa no intuito de fazer uma descoberta maior de clientes porque a divulgação do nome era mais fácil e se tornou conhecido. Com o tempo, o pessoal me incentivou a entrar para a política. Apesar de ser um nome a princípio pejorativo, é um nome real, eu sou muito conhecido por causa dele. O nome é para simplesmente lembrar o leitor que eu existo. Ele vai lembrar, vai guardar e não vai esquecer", explicou.Caso seja eleito, Tomaz ainda não tem definido o que irá priorizar no mandato. Ele pretende estudar o problema de cada região e propor soluções."A minha intenção é essa, buscar o que cada região está precisando. A função do vereador é buscar solução para cada região de Belo Horizonte. Quem me conhece sabe que eu levo o meu trabalho muito a sério. Só de usar um nome desses, eu já demonstro que não tenho medo de trabalhar e também não tenho vergonha desse nome", disse.Tomaz garantiu que não vai incorporar o nome da empresa ao seu nome de vereador, na hipótese de ser eleito."Se caso eleito, o nome de vereador vai ser o meu nome mesmo. O rola bosta vai ser só mesmo para ser eleito. Se for eleito, eu vou ficar conhecido pelo trabalho que irei realizar", prometeu.



Escrito por Marcelo Marson às 12h51
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FOTOS ENGRAÇAAS



Escrito por Marcelo Marson às 12h48
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TERROR ABSOLUTO

Terror absoluto.

 

Compete em barbarismo e ferocidade com o caso da menina Isabela e o casal Nardoni. Dois garotos, Igor, 12 anos, e João Vitor, 13, foram mortos na última sexta-feira em Ribeirão Pires, Grande São Paulo, asfixiados com sacolas de plástico, de supermercado. Depois tiveram seus corpos embebidos de querosene e incendiados. O que sobrou desses corpos foi esquartejado com uma foice; os pedaços, enfiados em sacos pretos e deixados na rua para os lixeiros, que os descobriram. Os acusados são o pai e a madrasta das crianças.
Apenas isso já seria insuportável. Mas o que mais me abala é que os meninos sabiam que algo lhes aconteceria. O pior terror não vem do mal que se abate sobre nós, mas da consciência de que esse mal virá, e só não sabemos como, nem quando. Segundo o noticiário, há três anos as autoridades de Ribeirão Pires conheciam a situação de Igor e João Vitor, na forma de boletins policiais de ocorrência contra o pai e a madrasta por maus-tratos sobre eles. Depois de mais denúncias de crueldades, os meninos foram mandados em 2007 para um abrigo, onde ficaram nove meses, a salvo de seus algozes. No começo deste ano, tiveram de deixar o abrigo e voltar para casa. Os maus-tratos continuaram. No meio da semana passada, eles fugiram e, na delegacia, pediram para ser mandados de novo para o abrigo. Estavam com muito medo. Os responsáveis pelo conselho tutelar consideraram o apelo sem fundamento - os meninos não tinham marcas de espancamentos e os maus-tratos foram classificados como "fantasia". A conselheira levou-os pessoalmente para a casa do pai. Dois dias depois, Igor e João Vitor apareceram mortos. Este é o terror absoluto -quando as pessoas a quem imploramos ajuda nos entregam, por imperícia ou descaso, a nossos assassinos.

Texto escrito por Ruy Castro,  Opinião, jornal Folha de S.Paulo, SP, quarta-feira, 10 de setembro de 2008.



Escrito por Marcelo Marson às 12h26
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CRISE NA JUSTIÇA

Crise na Justiça.

Criadas em 2003 para facilitar o combate à corrupção e ao crime organizado, as varas especializadas em lavagem de dinheiro se converteram em objeto de uma polêmica que dividiu a magistratura. A cúpula do Judiciário acusa juízes responsáveis por essas varas de exorbitar de suas prerrogativas, acolhendo pedidos de quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário formulados em termos vagos por órgãos policiais e pelo Ministério Público, enquanto associações de magistrados os defendem, alegando que eles têm sido rigorosos no julgamento de crimes cada vez mais sofisticados.

A polêmica esquentou ainda mais na semana passada, depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anunciou que pedirá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que exerce o controle externo do Judiciário, uma avaliação do desempenho de algumas dessas varas e de seus titulares. Atualmente, há no País 23 varas especializadas no julgamento de crimes de lavagem de dinheiro. Segundo Mendes, em vez de se limitarem a julgar de modo isento e imparcial os processos que lhes são submetidos, os titulares de algumas dessas varas teriam passado a agir de comum acordo com delegados e procuradores da República.

Para o presidente do STF, esses juízes, ao apoiar as operações midiáticas da Polícia Federal, teriam passado por cima de garantias fundamentais asseguradas pelo artigo 5º da Constituição, comprometendo o princípio da autonomia dos Poderes. "Policiais, procuradores e juízes não podem fazer o trabalho a seis mãos. Cada um tem de fazer seu trabalho específico - a polícia investigando, o Ministério Público denunciando suspeitos e o juiz julgando de forma independente", diz Mendes.

Embora não tenha citado nomes, fica evidente que o principal alvo de suas críticas é o juiz Fausto Martin De Sanctis (que, por sinal, foi objeto de uma representação disciplinar encaminhada ontem ao CNJ pelo deputado Raul Jungmann, da CPI dos Grampos, que o acusa de ter concedido à Polícia Federal autorizações para interceptações telefônicas sem a fundamentação exigida por lei durante a Operação Satiagraha). Titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Sanctis foi alçado às manchetes dos jornais por ter decretado duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho, no decorrer dessa operação. A segunda decisão foi tomada 24 horas depois de o presidente do Supremo ter acolhido pedido de habeas-corpus autorizando a libertação do banqueiro. Sentindo-se afrontado, Mendes prometeu levar o caso ao CNJ. Em desagravo ao colega da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, 130 juízes federais divulgaram nota de protesto contra essa medida, apoiados por 42 procuradores da República.

Na última quinta-feira, em encontro que manteve com membros da CPI dos Grampos, Mendes voltou a criticar esses juízes. Ele afirmou que os inquéritos e processos relacionados a crimes de lavagem de dinheiro têm sido conduzidos por um mesmo grupo de pessoas, configurando o que chamou de "ação concertada". O presidente do STF afirmou que esses magistrados não são escolhidos por sorteio, como ocorre nas demais ações criminais, e citou casos em que um mesmo juiz fez a instrução do inquérito, colheu provas e depois julgou os acusados.

Na mesma conversa, Mendes alegou que, ao se aliarem a delegados e procuradores, alguns juízes das varas de lavagem de dinheiro estariam agindo como integrantes de "milícias". A crítica foi tão contundente que, na sexta-feira, a Associação dos Juízes Federais expediu nota classificando-a como "grave, ofensiva e desrespeitosa". A entidade, que reúne 13 mil juízes, exigiu da cúpula do Judiciário uma "investigação profunda" para apurar se as denúncias de Mendes têm fundamento. Foi em resposta a essa nota que o presidente do STF anunciou a decisão de pedir ao CNJ que tome as providências necessárias para avaliar a atuação dos juízes das varas especializadas e enquadrar aqueles que estariam exorbitando de suas prerrogativas.

Resta esperar que o CNJ tenha a firmeza e a prudência necessárias para arbitrar esse confronto.

 

Texto extraído do jornal O Estado de S.Paulo, 10.09.08, Opinião.



Escrito por Marcelo Marson às 12h13
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Bryan Lee Curtis

Veja, este é Bryan Lee Curtis, 34 anos, ao lado do filho.

Dois meses depois, o mesmo Bryan Lee Curtis, ou o que restou dele, agonizante, ao lado da família.


Bryan Lee Curtis foi mais uma vítima de câncer no pulmão pelo uso de tabaco. Note que entre a primeira e a segunda fotos, passaram-se somente dois meses. Pense bem antes de acender o próximo cigarro.




Escrito por Marcelo Marson às 10h57
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Campanha contra o cigarro foca fumantes passivos

Campanha contra o cigarro foca fumantes passivos.

da Agência Brasil
da Folha Online

Conscientizar a população sobre os riscos que corre o fumante passivo é o foco da campanha deste ano do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca), lembrada nesta sexta-feira por conta do Dia Nacional de Combate ao Fumo.

O tema ("Ambientes 100% livres de fumo: um direito de todos") é reforçado também após governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), enviar à Assembléia projeto de lei que bane o cigarro em ambientes de uso coletivo.

O governador assinou ontem (28) um projeto de lei que proíbe completamente o fumo em ambientes de uso coletivo, sejam públicos ou privados. A medida inclui bares, restaurantes, boates, hotéis e áreas comuns de condomínios.

A proposta é apontada pela Secretaria Estadual da Saúde como "a mais dura legislação contra o tabaco já lançada na história de São Paulo".

Estudo divulgado na semana passada pelo Inca mostrou que todos os dias sete brasileiros morrem por doenças causadas pela exposição à fumaça do tabaco. A pesquisa teve como foco somente a população urbana.

A partir dos dados do estudo, a equipe do Inca pretende ajudar a conscientizar a população de que não se pode fumar em ambientes fechados sob hipótese alguma.

Ambientes

De acordo com Érica Cavalcante, técnica da Divisão de Controle de Tabagismo do Inca, alguns mitos apresentados pela indústria do tabaco são falsos, como a eficiência de separar o ambiente entre fumantes e não-fumantes ou a utilização de equipamentos para a circulação de ar como forma de evitar a concentração da fumaça.

"Vários estudos já provaram que não existe um sistema de circulação que limpe a área e não tem como isolar, porque a fumaça não vai respeitar esses critérios", diz.

Outro ponto destacado na campanha é que a fumaça do cigarro pode ser considerada um fator de risco ocupacional, ligado ao ambiente de trabalho. Isso faz com que o empregador possa ser responsabilizado por danos à saúde dos funcionários --por exemplo, de um restaurante-- que atendam fumantes.

Segundo a técnica, de cada três cigarros acesos, a pessoa que está próxima fuma um.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u439232.shtml

29/08/2008 - 11h01



Escrito por Marcelo Marson às 10h48
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Jovem é alvo de campanha anti-fumo

Jovem é alvo de campanha anti-fumo.

Inca revela que 90% dos fumantes adultos tornaram-se dependentes até os 19 anos de idade

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou ontem a campanha Fumar é Gol Contra, voltada para a juventude. Às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado amanhã em todo o país, as crianças e adolescentes se tornam alvo das campanhas preventivas do Inca porque 90% dos fumantes adultos tornaram-se dependentes do fumo até os 19 anos.

Coordenadora do núcleo de doenças e agravos não-transmissíveis da Secretaria Estadual de Saúde, Mariza Grimmer informou que cartazes e material informativo serão distribuídos a diversos municípios do Estado, que promovem campanhas preventivas contra o cigarro amanhã. No Rio, entretanto, as celebrações resumem-se a iniciativas isoladas e à Corrida contra o Câncer de Mama, no Aterro.

Segundo Mariza, a maioria dos cartazes traz o Cambito, personagem criado há dois anos numa parceria com a ong Viva Rio.

- A intenção é voltar a campanha para jovens que ainda não começaram a fumar. Além disso, os adolescentes acabam influenciando seus pais - explica Mariza.

Uma pesquisa realizada pelo Inca com estudantes entre 13 e 15 anos, ao longo dos dois últimos anos em 11 capitais brasileiras, revelou que mais de 50% dos entrevistados experimentaram cigarro ainda bem jovens. Em Porto Alegre, Vitória, Goiânia e Boa Vista, aproximadamente 70% dos jovens fumaram com 13 anos ou menos e em Curitiba a experimentação precoce chega a quase 80%. Apesar de o Rio não está entre as capitais analisadas, o Inca chama atenção para o fato de que a prevalência de tabagismo entre jovens das regiões Sudeste e Sul é maior do que das regiões Norte e Nordeste.

O ex-fumante José Carlos Marques Carneiro, 58, que hoje empresta sua imagem a uma das fotos estampadas nos maços de cigarro, também volta sua atenção para as crianças e adolescentes. Depois de fumar por 23 anos, José Carlos só conseguiu livrar-se do tabagismo após perder as duas pernas. Ele sofreu de uma doença causada pela nicotina e teve de amputá-las antes de completar 40 anos.

- Quando dou palestras em escolas, falo para as crianças alertarem os seus pais sobre o risco de lhes acontecer o que houve comigo. E aconselho eles a se afastarem quando os parentes acendem os cigarros - orienta José Carlos.

Sua imagem é usada em cartazes que a Secretaria Estadual de Saúde está distribuindo. Mariza explica que o objetivo é justamente criar impacto entre os fumantes que têm dificuldades em largar o cigarro.

O diretor-geral do Inca, José Gomes Temporão, ressaltou o resultado positivo de campanhas anti-tabagismo. Em pesquisas domiciliares feitas em 16 capitais, foi constatado que 18,8% da população é fumante, enquanto que em 1989 este percentual era de 32%. No Rio, o número de fumantes regulares vem se reduzindo rapidamente. Em 1989, a prevalência na cidade foi estimada em cerca de 30% e este ano ficou em 17,5%.

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cidade/2004/08/27/jorcid20040827002.html



Escrito por Marcelo Marson às 10h44
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PARE DE FUMAR, AGORA! 1

Nova campanha anti-tabagismo - 2008

28/Mai | 72 comentários

Confira, logo abaixo, as 10 novas imagens de impacto que serão utilizadas nas embalagens de cigarros.



Escrito por Marcelo Marson às 10h38
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Porta Anti Testemunha de Jeová

Porta Anti Testemunha de Jeová

Categoria(s): Fotos

Finalmente o Cretino encontrou a solução para poder dormir até mais tarde aos domingos:

Instalou uma Campainha Anti-Testemunha de Jeová !!

Agora eles não batem mais a porta e não há necessidade de ficar explicando a eles porque somos Ateus, Espíritas e até macumbeiros ….

Porta Anti Testemunha de Jeová

 

http://www.perguntascretinas.com.br/2008/04/14/porta-anti-testemunha-de-jeova/



Escrito por Marcelo Marson às 10h33
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Lula critica julgamentos do STF ao vivo na TV

Lula critica julgamentos do STF ao vivo na TV.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está incomodado com a transmissão ao vivo das sessões de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele sugeriu ao presidente do STF, Gilmar Mendes, que os julgamentos sejam editados e veiculados apenas os trechos considerados mais importantes. No ar desde 11 de agosto de 2002, a TV Justiça transmite às quartas e quintas-feiras, ao vivo, a íntegra dos julgamentos realizados no plenário do Supremo.



No início da TV, havia uma certa resistência de alguns ministros às transmissões. Mas esses ministros já se aposentaram. A atual composição do STF não levanta obstáculos à veiculação dos julgamentos, nem mesmo quando são flagrados bate-bocas entre ministros, o que vem se tornando freqüente no tribunal.

 

Para Lula, o fato de os julgamentos serem televisionados estimula os ministros do Supremo a falar mais sobre os processos e a fazer mais críticas ao governo. O presidente acha que os ministros aproveitam a transmissão ao vivo para fazer "discursos inflamados".

Na conversa com interlocutores do Planalto, Lula avalia que a TV virou "um elemento a mais" nos julgamentos do Supremo. Na visão dele, o julgamento se transforma em um espetáculo, influenciando o comportamento dos ministros. O presidente observa com freqüência que em nenhum outro País há esse tipo de transmissão de julgamento ao vivo. "Nem nos Estados Unidos", costuma destacar. Apesar das críticas de Lula, não há sinais de que o Supremo modificará a grade de programação da TV Justiça. Gilmar Mendes é a favor da transmissão dos julgamentos ao vivo e sem edições. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". 08/09 - 09:15 - Agência Estado.

 



Escrito por Marcelo Marson às 10h13
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Skid Row

In A Darkened Room

Skid Row

Composição: (bach, Bolan, Snake)

In a darkened room
Beyond the reach of God's faith
Lies the wounded, the shattered remains of love betrayed
And the innocence of a child is bought and sold
In the name of the damned
The rage of the angels left silent and cold
Forgive me please for I know not what I do
How can I keep inside the hurt I know is true

Tell me when the kiss of love becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running unto you
Please let there be light
In a darkened room

All the precious times have been put to rest again
And the smile of the dawn
Brings tainted lust singing my requiem
Can I face the day when I'm tortured in my trust
And watch it crystallize
While my salvation it crumples to dust
Why can't I steer the ship before it hits the storm
I've fallen to the sea but still I swim for shore

Tell me when the kiss of love becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running unto you
Please let there be light
In a darkened room

In a Darkened Room (tradução)

Skid Row

 

Em Um Quarto Escurecido

Em um quarto escurecido
Além do alcance da fé de Deus
Jazem os feridos, os restos despedaçados do amor traído
E a inocência de uma criança é comprada e vendida
Em nome dos amaldiçoados
A ira dos anjos deixou silêncio e frio

Perdoe-me, por favor, pois eu não sei o que faço
Como posso guardar a mágoa que eu sei, é verdadeira

Me diga quando o beijo do amor vira uma mentira
Que possui a cicatriz do pecado profunda demais
Para esconder atrás deste medo de correr até você
Por favor, deixe que haja luz
Em um quarto escurecido

E todos momentos preciosos colocados de lado novamente
E o sorriso da alvorada
Traz a lúxuria corrompida cantando meu réquiem

Eu posso encarar o dia quando sou torturado em minha confiança
E assistir isso cristalizando
Enquanto minha salvação vira pó?
Por que não posso guiar o navio antes dele encontrar a tempestade?
Eu caio no mar, mas eu ainda nado para a margem

Me diga quando o beijo do amor vira uma mentira
Que possui a cicatriz do pecado profunda demais
Para esconder atrás deste medo de correr até você
Por favor, deixe que haja luz
Em um quarto escurecido



Escrito por Marcelo Marson às 02h53
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A CULPA É NOSSA

 
 

A culpa é nossa. 

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) realizou pesquisa de opinião, em parceria com o Instituto Vox Populi. O resultado, além de apontar grande descrença dos brasileiros nos políticos, indicou que 80% dos eleitores entendem ser obrigação dos candidatos eleitos resolver problemas com órgãos públicos e pagar despesas como hospital, enterro etc. (Site de Notícias da AMB, http://www.amb.com.br, 12.08.2008). Há cerca de doze anos, o jornal Folha de São Paulo também veiculava resultado de pesquisa popular, onde a maioria dos paulistanos dizia preferir votar em quem “rouba, mas faz”.

Estamos em pleno século 21, mas corrupção é chaga antiga e generalizada no Brasil. No entanto, quatro séculos antes de Cristo, o filósofo grego Aristóteles já escrevia: entre o bem do indivíduo e o bem da cidade, é mais importante defender o bem da cidade.

O saudoso político e jurista Franco Montoro, no texto Retorno à Ética na Virada do Século (1997) revelava-se impressionado com o volume de publicações sobre ética nos anos 1990. Tratavam de ética na política, no direito, na indústria, no comércio, na administração, na justiça, nos negócios, no esporte, na ciência, na economia e na comunicação. Ao mesmo tempo, multiplicaram-se por toda parte movimentos populares ou associativos, reivindicando ética na vida pública, na vida social e no comportamento pessoal. Por que a ética voltou a ser debatida no mundo contemporâneo? “A resposta talvez possa ser indicada no célebre título do romance de Balzac, ‘Ilusões Perdidas’. Quiseram construir um mundo sem ética. E a ilusão se transformou em desespero. No campo do direito, da economia, da política, da ciência e da tecnologia, as grandes expectativas de um sucesso pretensamente neutro, alheio aos valores éticos e humanos, tiveram resultado desalentador e muitas vezes trágico”.

Todos nos indignamos com os muitos escândalos fartamente noticiados. Todavia, já pensamos que eles são a “cara” do Brasil? Sérgio Buarque de Holanda definiu o brasileiro como “homem cordial”. Possui sociabilidade aparente para obter vantagens pessoais e evitar cumprir a lei que o contrarie (Raízes do Brasil). É o famoso “jeitinho brasileiro”.

Muitos dos que xingam duramente os corruptos, são os mesmos que elegem políticos almejando benesses pessoais. Diversos homens públicos são identificados com o slogan “rouba mas faz”. Esses eleitores não idealizam os representantes que administrarão e elaborarão leis em nome da comunidade, mas os “amigões do peito” que vão resolver seus problemas: emprego, bolsa de estudo, tratamento médico gratuito, transferência do filho para a universidade pública e congêneres. Vão livrá-los de problemas com o delegado de polícia ou o fiscal de tributos, se possível ajeitando a remoção do “incômodo” funcionário para localidade bem distante. São os mesmos eleitores que sonegam imposto de renda, não fornecem recibo ou nota fiscal a clientes e consumidores, subornam o guarda de trânsito e o fiscal da fazenda, compram drogas de traficantes ou fazem apostas em jogos ilícitos. Se possível, fazem “amizade” até com o juiz de direito ou escolhem advogados que sejam “amigos” do magistrado, para conseguir “uma mãozinha” nos julgamentos de processos, ainda que contra a lei. Contudo todos se acham muito bons, boníssimos. Corruptos são os outros...

Nossos homens públicos precisam melhorar bastante sua conduta moral. Os cidadãos também. Quando os vejo perguntar por que o Brasil, seu estado ou cidade “não vão para a frente”, tenho vontade de dizer:

- Olhem-se no espelho. A resposta pode estar na imagem refletida do outro lado...

* Escrito por Rogério Medeiros Garcia de Lima é desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Publicado no jornal Gazeta de São João del-Rei, em 30/082008.

http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=1264 



Escrito por Marcelo Marson às 02h11
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EXEMPLO DE OTORIDADE

"Eu defendo o fumo em qualquer lugar", diz Lula.

LUIZ CARLOS DUARTE
Editor-Geral do Agora

'"Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado." Essa foi a resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ser indagado qual a sua opinião sobre o projeto federal que proíbe o fumo em lugares fechados, a exemplo do que foi proposto pelo governador José Serra (PSDB), na semana passada.

Durante a pergunta que lhe foi formulada, Lula fumava uma cigarrilha. Ele concedia entrevista coletiva a jornalistas de oito jornais populares do país, no Palácio do Planalto, ontem de manhã. Naquele momento, não havia repórteres-fotográficos na sala.

O projeto do Ministério da Saúde tramita na Casa Civil, desde fevereiro, e propõe a extinção dos fumódromos em recintos fechados, liberando o cigarro, com algumas exceções, apenas em casa ou na rua.

Lula não quis manifestar sua opinião sobre o mérito do projeto. "Eu não vou propor. A idéia do Ministério da Saúde é a proibição do fumo em todos os lugares fechados. Eu mando o projeto para o Congresso e não voto." Ao ser questionado sobre um decreto que proíbe o fumo no Planalto, o presidente respondeu: "Menos na minha sala. Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando".

A Casa Civil afirmou que o projeto federal "está em análise, sem previsão de ser enviado ao Congresso". Informou ainda que o Palácio do Planalto observa a lei 9.294, de 15 de julho de 1996, e o decreto nº 2.018, de 1996. A lei proíbe o uso de cigarro ou qualquer outro produto do gênero em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, "devidamente isolada ou com arejamento conveniente". Na prática, não é cumprida no Planalto.

A assessoria do ministro José Gomes Temporão (Saúde) informou que a pasta está priorizando seus esforços na aprovação da emenda 29, que destina mais recursos à saúde. Depois, a prioridade será a lei contra o tabagismo. Segundo a economista Márcia Pinto, o fumo traz prejuízo anual de R$ 338,6 milhões ao SUS, em internações e quimioterapia.

Jornal Folha de S.Paulo, de 04/09/2008 - 09h11- Cotidiano - edição eletrônica 



Escrito por Marcelo Marson às 00h39
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CIGARRO AQUI, NÃO!



Clique na imagem para amplia-las



 

 

 

 

 

 

FRASES PARA CARTAZES
OU AVISOS PARA FUMANTES

“Respeite este local”
Para o nosso bem, não fume neste local
Para o seu bem, não fume em lugar nenhum!!!


Para muita gente, parar de fumar é muito difícil.
Mas deveriam pensar em todos os benefícios que isso iria trazer, como saúde, bem estar, economia, além de evitar o incômodo
e a doença dos indivíduos próximos que não fumam.


O Ministério da Saúde Adverte:
“Os fumantes estão matando mais do que morrendo”


Pare enquanto ainda é tempo!!
“Quem deixa de fumar ganha mais horas de vida e mais tempo para viver melhor”, você vai redescobrir o verdadeiro bem-estar e nova alegria para curtir o mundo.

 

Se você tem alguma frase sobre cigarros
envie para nós.

 

 

 



Indique esse site para algum amigo fumante

Digite abaixo o email do seu amigo


 

www.pareidefumar.cjb.net

http://www.artenosite.com.br/pareidefumar/pagcartazes.htm



Escrito por Marcelo Marson às 21h54
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VOCÊ SABIA...



... a nicotina é um alcalóide extraído das folhas do tabaco na forma de líquido amarelo, de cheiro desagradável e venenoso, utilizado como pesticida.

... quando uma pessoa fuma, pequenas partículas sólidas contendo alto teor de chumbo são liberadas na fumaça e, ao serem inaladas, vão se depositando no aparelho respiratório, sendo, eventualmente, transportadas pelo sangue para o fígado, o baço e a medula óssea, acumulando-se nesses locais onde ficam emitindo radiações no organismo do fumante ao longo de sua vida, podendo causar lesões no material genético das células, o que leva ao câncer.

... pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros.

... o uso abusivo de agrotóxicos e fertilizantes nas plantações de tabaco ocasiona a esterilização do solo e a contaminação de toda a cadeia alimentar.

... uma só máquina de fabricação de cigarros consome 6,4 km de papel por hora. Isso sem contarmos o papel usado para empacotamento e publicidade impressa.

... cigarros, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes causadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios.

... um terço das mortes por câncer são ocasionadas pelo uso do cigarro.

... o corte de árvores para a secagem de folhas de tabaco em fornos à lenha provoca desmatamento, desiquilíbrio ecológico e pode acarretar. inclusive, secagem dos rios e conseqüentes problemas no abastecimento de água.

... a fumaça que sai da ponta do cigarro aceso contém todos os componentes tóxicos que o fumante inala, contaminando, principalmente, os ambientes fechados. Nesses locais, fumantes e não-fumantes ficam expostos aos riscos de contrair doenças causadas pelo uso do cigarro.

 

 



Indique esse site para algum amigo fumante

Digite abaixo o email do seu amigo


 

www.pareidefumar.cjb.net

http://www.artenosite.com.br/pareidefumar/pagvocesabia.htm



Escrito por Marcelo Marson às 21h47
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ILUSÕES DE FUMANTES


Conheça as principais ilusões de quem está começando a fumar


"É só uma brincadeira". Você sabe que não é. Quantas pessoas que você conhece que querem parar de fumar e não conseguem? Se você não brinca com fogo... por que se arriscar a se "queimar", fumando?

"Eu páro quando quiser". Só fazemos algo pela vontade quando temos controle de nós mesmos. No caso do cigarro, com a dependência física que a nicotina desenvolve, a partir da "brincadeira", o que acontece é que o cigarro tem agora um escravo a lhe obedecer 24 horas por dia. Sim, você virou escravo. Você que queria tanto sua autonomia...

"É chic fumar". É moda fumar". Hoje não mais. Hoje é o maior "Mico" (como um adolescente me disse)! Esta idéia vem das propagandas maravilhosas, que prometem a realização mágica de todos os desejos... prazer, poder, sexo, amor e juventude. Mas, elas não mostram o único resultado que é uma certeza: a saúde debilitada daqueles que as filmaram ou até mesmo sua morte por câncer do pulmão.

"Eu que decido, faço o que quero". Será? Bastou um "amigo" lhe oferecer um cigarro para você não suportar ser diferente, aquele que não fuma na turma... você o aceitou, mesmo quando seu organismo o rejeita violentamente, e mesmo quando você sabe o quanto isto estaria fazendo mal a si mesmo.

"Ninguém manda em mim !". Você tem lutado com garra para se livrar dos pais lhe dizendo o que pode e o que não pode fazer, mas obedece piamente ao seu grupo de amigos?

"Fumo por prazer". Que nada! Se você observar bem, por prazer mesmo você fuma apenas 1, 2, no máximo 3 cigarros ao dia - o resto é automatismo, é escravidão à nicotina, que tem de ser reposta em períodos certos...


APAGUE ESSA IDÉIA !!

 


http://www.artenosite.com.br/pareidefumar/pagilusoes.htm



Escrito por Marcelo Marson às 21h32
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PARE DE FUMAR, AGORA!

PARE DE FUMAR, AGORA!

Não recomendamos essas fotos para menores.
Trata-se de fotos reais, sem nenhum efeito ou montagem.


Câncer Língua


Câncer Língua


Câncer Face


Câncer Língua


Câncer Boca


Câncer Boca


Cirugia Câncer

Início Câncer Oral


Câncer Boca


Récem Nascido
Mãe fumante



Criança
Mãe fumante




Récem Nascido
Mãe fumante


Récem Nascido
Mãe fumante



Récem Nascido
Mãe fumante



Récem Nascido
Mãe fumante


Pulmão de
Não Fumante



Pulmão
de Fumante



Pulmão
de Fumante



Câncer Garganta


Amputação


Tumor Pescoço


Pulmão
de Fumante


Pulmão
de Fumante


Pulmão
de Fumante

 

http://www.artenosite.com.br/pareidefumar/pagfotos.htm




Escrito por Marcelo Marson às 21h29
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PREVENÇÃO DO ÁLCOOL E CIGARRO

PREVENÇÃO DO ÁLCOOL E CIGARRO

O álcool e o cigarro são duas drogas socialmente aceitas e que causam diversos males para a saúde. Normalmente, tanto o álcool, como o cigarro tentem a serem adotados pelos adolescentes como uma maneira de se enturmar, relaxar, ter status e charme... mas será que isso justifica os riscos que essas drogas expões para quem as consome?

O Brasil tem cerca de 30 milhões de fumantes, todos correndo os riscos que o tabaco traz. O fumo causa quase 50 doenças diferentes - principalmente as cardiovasculares, o câncer e doenças respiratórias.

Entre os fumantes, cerca de 90% ficam dependentes da nicotina entre os 5 e os 19 anos de idade.

Já o álcool, além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.

Além disso, muitos jovens quando estão embriagados "esquecem" da camisinha e com isso também arriscam suas vidas com doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e uma inesperada gravidez.

Pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a experiência de médicos em clínicas brasileiras de recuperação para dependentes químicos revelam: há um crescimento do alcoolismo entre os adolescentes no Brasil, sendo que o maior número de casos incide na faixa etária de 13 a 15 anos.

O álcool é uma droga de fácil acesso e que abre caminho para outras. Os adolescentes são ainda influenciados por vários fatores: estilo de vida, depressão e pelos hábitos dos familiares de consumir bebidas alcóolicas. Outro dado importante é o fato do organismo do adolescente ter uma tolerância maior à bebida e, quando se adquire o hábito de beber todos os dias, passa a exigir uma maior necessidade de álcool.

http://www.ipas.org.br/teen/alcool.html



Escrito por Marcelo Marson às 21h24
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AVISO

Campanha anti-tabagismo

Escrito por Marcelo Marson às 21h20
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OS MALES CAUSADOS PELO CIGARRO

OS MALES CAUSADOS PELO CIGARRO

Fumar um maço de cigarros por dia durante mais de 10 anos rouba, em média, 5 anos de vida do fumante. Em relação a pessoas que não fumam, os fumantes adoecem duas vezes mais, têm uma probabilidade 24 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão e o dobro de chance de vir a ter doenças cardiovasculares.

O fumo é responsável por:

• 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);

• 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;

• 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;

• 40% dos casos de bronquite crônica

• 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;

• 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);

• 25% das mortes causadas por doença coronariana: angina e infarto do miocárdio;

• 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).

O tabagismo ainda pode causar:


• Aneurismas arteriais;

• Úlcera do aparelho digestivo;

• Infecções respiratórias;

• Trombose vascular;

• Amarelamento dos dentes;

• Envelhecimento da pele;

• Mau hálito;

• Diminuição da resistência física;

• Perda de fôlego;

• Queda nos desempenhos esportivo e sexual.


Para os homens, há ainda o aumento no risco de impotência sexual e, para as mulheres, no risco de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular), além de todas as complicações durante a gravidez.

Abortos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, sangramentos, complicações com a placenta e na hora do parto, defeitos congênitos, mortes fetais e de recém-nascidos. Fumar durante a gravidez é um sério fator de risco para todos esses problemas.



Fumar um maço de cigarros por dia durante mais de 10 anos rouba, em média, 5 anos de vida do fumante. Em relação a pessoas que não fumam, os fumantes adoecem duas vezes mais, têm uma probabilidade 24 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão e o dobro de chance de vir a ter doenças cardiovasculares.

O fumo é responsável por:

• 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);

• 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;

• 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;

• 40% dos casos de bronquite crônica

• 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;

• 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);

• 25% das mortes causadas por doença coronariana: angina e infarto do miocárdio;

• 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).

O tabagismo ainda pode causar:


• Aneurismas arteriais;

• Úlcera do aparelho digestivo;

• Infecções respiratórias;

• Trombose vascular;

• Amarelamento dos dentes;

• Envelhecimento da pele;

• Mau hálito;

• Diminuição da resistência física;

• Perda de fôlego;

• Queda nos desempenhos esportivo e sexual.


Para os homens, há ainda o aumento no risco de impotência sexual e, para as mulheres, no risco de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular), além de todas as complicações durante a gravidez.

Abortos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, sangramentos, complicações com a placenta e na hora do parto, defeitos congênitos, mortes fetais e de recém-nascidos. Fumar durante a gravidez é um sério fator de risco para todos esses problemas.

http://www.ipas.org.br/teen/malescigarro.html



Escrito por Marcelo Marson às 21h20
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TOLERÂNCIA ZERO AO FUMO 1

 

O que ele faz

Sua abrangência




Escrito por Marcelo Marson às 20h54
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TOLERÂNCIA ZERO AO FUMO



Escrito por Marcelo Marson às 20h52
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Os ateus são mais inteligentes?

SEM RESPOSTA

Os ateus são mais inteligentes?

A pergunta é provocadora. De acordo com um artigo que será publicado neste mês no jornal britânico de psicologia "Intelligence", a resposta é sim. Foram comparados 137 países: em 60% deles, os crentes são os de QI menor. O autor do estudo, o psicólogo Richard Lynn, da Universidade do Ulster (Irlanda do Norte), diz estar absolutamente convencido da relação entre ateísmo e inteligência. Mas sua opinião está longe de ser consenso.

Há décadas, pesquisas buscam associar inteligência e baixa religiosidade. O artigo de Richard Lynn é um mix dessas teorias, aliadas a outras, ainda mais polêmicas, que relacionam QI e raça.

Em alguns países, por exemplo, alguns dados não bateram. Cuba e Vietnã têm muitos ateus (40% e 81%, respectivamente), mas QIs medianos. Já nos Estados Unidos, que tem média 98 de QI, 90% das pessoas dizem acreditar em Deus. Lynn diz que Cuba e Vietnã são exceções porque passaram pelo comunismo, quando houve forte propaganda anti-religiosa. Já nos EUA "há muitos imigrantes de países católicos, que mantêm os índices altos".

Na verdade, trata-se de um dilema no estilo daquela antiga marca de biscoitos: o sujeito é ateu porque é mais inteligente ou é mais inteligente porque é ateu? A hipótese de Lynn é que, quanto mais inteligentes as pessoas, maior a facilidade de questionar dogmas religiosos. "Se a pessoa é mais educada, tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, o QI alto leva à falta de religiosidade", diz Richard Lynn.

Porém, ele mesmo admite que generalizações indevidas podem ser feitas a partir desses dados. "Há muito de cultural nesses testes. E isso se reflete no mau desempenho de tribos rurais. Há também a tão alardeada inteligência emocional e uma série de características sociais que geram vantagem nos tempos modernos", afirma Lynn. Ou seja: para o próprio pesquisador, QI mede muito mais modernidade do que inteligência.

É justamente nesse ponto que o estudo é questionado por outros especialistas: o quociente de inteligência é uma medida relativa. Sim, com mais instrução, é provável que a pessoa tenha acesso a outras teorias sobre a origem das coisas, a outros livros que não os sagrados. "Mas daí dizer que teorias religiosas emburrecem é um passo muito grande", diz o coordenador da pós-graduação em ciência da religião da Universidade Metodista, Jung Mo Sung. "Além de preconceito."

REVISTA GALILEU (EDIÇÃO ELETRÔNICA) Edição 206 - Set de 2008



Escrito por Marcelo Marson às 19h49
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BRINCANDO COM A SORTE

Brincando com a sorte.

As mãos sujas de óleo do presidente, espalmadas nas costas do macacão da ministra Dilma Rousseff, na festa da primeira extração de petróleo da camada pré-sal, no litoral do Espírito Santo, serviram para marcar, literalmente, a sagração da titular do Gabinete Civil como a candidata de Lula à sua sucessão em 2010. Mais tarde, na mesma terça-feira, a "madrinha" do pré-sal, como a chamou o seu padrinho político, fez a sua parte. Falando em três eventos - um em Vitória e dois em São Paulo -, lançou o que tem tudo para ser o mote de sua campanha ainda não declarada. "O futuro já começou", disse, referindo-se ao petróleo do pré-sal. "Vem sendo construído pelo governo Lula." A questão presente, no entanto, é a temerária presunção - para a montagem de um espetáculo eleitoral - de que é fato consumado o que continuará a ser, sabe-se lá por quanto tempo, uma expectativa imersa em incertezas e na certeza de imensas dificuldades: o formidável tesouro que se presume acessível quilômetros abaixo do leito do oceano, em águas brasileiras.



Para capitalizar desde já os lucros político-eleitorais de uma riqueza que ainda não existe, Lula precisa começar pelo fim, anunciando as políticas sociais redentoras que o "bilhete premiado" do pré-sal inevitavelmente proporcionará, como se tudo o que vem antes já estivesse resolvido, para associá-las no imaginário popular a um futuro governo Dilma. Isso o leva a fazer um carnaval fora de propósito, descontadas as intenções eleitorais, como o de anteontem. Ao celebrar a extração inaugural do óleo da camada pré-sal, no Campo de Jubarte da Bacia de Campos, o presidente e o seu séquito se comportaram como se Jubarte fosse, do ponto de vista geológico e geográfico, uma amostra representativa de todo o pré-sal que se estende de Santa Catarina ao Espírito Santo. As jazidas verdadeiramente promissoras, porém, as do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, são mais fundas (a mais de 6 mil metros, sob 2 quilômetros de sal, ante 200 metros debaixo do sal, no caso de Jubarte) e mais distantes (a 300 quilômetros da costa, em vez de 80 quilômetros).



Em Jubarte, a Petrobrás apenas conectou um poço 200 metros abaixo do sal na plataforma P-34 que já produzia petróleo de jazidas localizadas acima da camada de sal. As equações a resolver em Tupi são decerto mais complexas. A começar da busca de uma medição segura do volume passível de ser extraído - hoje fala-se em números disparatados, de 8 bilhões de barris a mais de 20 bilhões - e da qualidade das reservas. O que remete aos problemas essenciais que a retórica triunfalista do presidente escamoteia: quanto custará extrair o que existe efetivamente no pré-sal, qual será a relação custo-benefício da extração e de onde virão os vultosos recursos necessários para a exploração. O fator decisivo é a cotação do produto, que tem oscilado com uma rapidez desconcertante, por mera especulação do mercado. Em cerca de dois anos, o barril passou de US$ 30 para mais de US$ 100. Abaixo de determinado patamar, difícil de estabelecer de antemão, o negócio pode deixar de ser atrativo.



Dias atrás, numa palestra, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - que não se deixa estontear pelos cenários de prosperidade garantida ao alcance da mão - chamou a atenção para o principal desafio posto desde já ao Brasil: como atrair os recursos indispensáveis à empreitada, tendo em conta que para os investidores ela só será viável economicamente com o preço do produto em alta. "Ou viabilizamos esse investimento", advertiu, "ou vamos ficar dizendo que ?o petróleo é nosso? - nosso lá embaixo da terra." Mandaria a decência política que o governo esclarecesse a sociedade sobre os fatores em jogo para não alimentar falsas esperanças. Mas isso, evidentemente, quebraria o encanto dessa autêntica operação de marketing eleitoral a que o presidente se entregou por inteiro - e o induz, entre outras coisas, à incoerência de ora criticar, ora glorificar a Petrobrás, promovida esta semana a "mãe da industrialização deste país" (o que é simplesmente falso).



"Deus passou por aqui e resolveu ficar", assegura Lula, "porque a (sua) sorte aumenta a cada dia." Nenhum brasileiro de mente sadia haverá de desejar que a sorte se revele, afinal, madrasta exatamente neste episódio das descobertas do pré-sal. Mas torcer pelo melhor para o País não significa omitir que Lula está brincando com a sorte.

 

Editorial, jornal O Estado de S.Paulo, quinta-Feira, 04 de Setembro de 2008 

 



Escrito por Marcelo Marson às 12h16
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A FARRA DOS GRAMPOS NA REPÚBLICA DA FOFOCA

A farra dos grampos na República da fofoca.

 

É natural que o extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) tenha uma imagem negativa a ponto de o próprio criador, o general Golbery do Couto e Silva, haver dado a seu respeito um veredicto duro e definitivo: "Eu gerei um monstro." Por mais necessário que seja, nenhum serviço de inteligência goza de boa reputação no mundo todo. Nos relatos escritos sobre a Agência Central de Inteligência, a CIA americana, por exemplo, nada é destacado de positivo para ser citado: só vêm à tona exemplos de trapalhadas e de erros grotescos, como a malograda invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, na gestão Kennedy. No caso da agência brasileira, a má imagem é piorada pela péssima catadura: seus préstimos foram utilizados para monitorar movimentos e ações dos órgãos da repressão da ditadura militar contra a resistência dos grupos da esquerda armada. O SNI sujou as mãos com o sangue dos mártires do socialismo e dos sobreviventes da guerra suja, atualmente no poder.



A extinção do serviço foi mais uma bravata do primeiro presidente eleito pelo voto popular após Jânio Quadros, Fernando Collor de Mello, que não deve propriamente ser definido como um estadista. E, por isso, não teve tirocínio para, depois de jogar o entulho autoritário no lixão, criar um sucedâneo para não deixar a Presidência da República a pé em informação estratégica. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), criada para suprir essa lacuna, nunca conseguiu cumprir tal papel e tem funcionado apenas como um ninho de "arapongas", ave brasileira de canto estridente a que a gíria recorreu para definir os agentes secretos nacionais. Este, na certa, não é um elogio à sua discrição, condição sine qua non para a eficiência no ofício deles.



A generalizada quebra de sigilo telefônico, vinda à tona com a tal Operação Satiagraha da Polícia Federal, denuncia a existência entre nós de uma República de comadres fofoqueiras, com graves conseqüências para a vida de alguns cidadãos. E, sobretudo, com riscos para o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito. A mera invocação do SNI, morto e enterrado no século passado, já é por si só uma demonstração da incapacidade crônica das autoridades encarregadas de gerir a coisa pública e de sua vocação para a chanchada.

A admissão pelo delegado Protógenes Queiroz de ter recorrido de maneira irregular aos serviços da Abin, quando se sentiu desamparado pela própria chefia hierárquica na Polícia Federal, já havia sido motivo mais que suficiente para que os Poderes republicanos investigassem e punissem essa irregularidade. A posterior divulgação nos meios de comunicação de conversas telefônicas (aliás, em nada comprometedoras) de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com parlamentares deveria ter motivado a adoção de medidas muito rigorosas pela instância maior do Poder Executivo. Trata-se de uma descoberta grave demais para ser abafada com os panos quentes de sempre dos inquéritos para esclarecimentos e outras bobagens da "burocretinice".

O pedido de providências do presidente do STF, Gilmar Mendes, e de seus colegas Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os protestos públicos do presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), são inegáveis evidências da impotência do Legislativo e do Judiciário neste assunto de interesse capital para a ordem republicana. E, ainda que se admita não lhes restar alternativa a isso, a explicação dada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, superior hierárquico dos responsáveis pela desrespeitosa escuta - de que os grampos não foram feitos por ordem da direção da Abin -, é um insulto à inteligência das vítimas e à autoridade de seus chefes. Só faltou o general dizer que não há ordem escrita para tal ignomínia.



Pressionado pelo STF e pelo Senado, o presidente fez o que devia: afastou a diretoria da Abin - à frente dela o diretor-geral Paulo Lacerda - até o fim das investigações, a serem feitas pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal (PF). Não se deve esperar rapidez na conclusão da devassa anunciada: como lembrou este jornal na edição de ontem, a PF, orgulho do governo pela forma espalhafatosa como algema acusados da prática de crimes do colarinho-branco, não é tão eficiente (nem ágil) quando convocada a investigar os diletos do rei. Arrasta-se há quatro anos e meio o inquérito sobre Waldomiro Diniz, assessor para contatos com parlamentares à época em que José Dirceu reinava na Casa Civil e réu confesso filmado achacando um empresário da jogatina. O dossiê Vedoin e o vazamento de dados do cartão corporativo no governo Fernando Henrique também ainda não foram esclarecidos.

De qualquer forma, o presidente evitou uma crise institucional. Mas seu engenho de comunicador, conciliador e articulador político e os efeitos benéficos de seu senso comum na condução da política econômica ainda não se manifestaram para torná-lo propriamente um estadista. Isso ocorrerá se ele for além da coragem de mexer no vespeiro da comunidade de informações e transformar o ninho de comadres fofoqueiras que desprezam o primado do direito da cidadania ao sigilo telefônico no órgão eficiente de inteligência que todo Estado de Direito deve ter. Para fazê-lo não lhe bastarão popularidade e instinto que lhe sobram: precisará mostrar um tirocínio que nunca provou ter. Só que Lula não é o único chefe de Poder de quem a Nação exigirá ação efetiva no combate à República da futrica em que o Brasil se transformou com a disseminação desta farra dos grampos. Do presidente do Congresso se exige a liderança de um trabalho que produza uma lei capaz de coibir tais abusos. E do chefe do Judiciário, medidas para cobrar dos juízes mais rigor no critério para autorizarem a polícia a xeretar telefones.



Texto escrito por José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde, jornal O Estado de S. Paulo, quarta-Feira, 03 de Setembro de 2008, Opinião.



Escrito por Marcelo Marson às 12h16
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FOTO

Pôr do sol

Não sei - acredito que sim - ao olhar uma foto, umas mais outras menos, enfim, parece que a mente se abre, os pensamentos brotam, a imaginação se solta, aí percebemos, de fato, a desunião entre corpo e alma. Sei que cada um pode, a partir da foto, imaginar um milhão de cenários. Quanto mais bela maiores as possibilidades. Chega de palavras. Observemos esta maravilha chamada natureza.



Escrito por Marcelo Marson às 10h44
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A ABIN DESGOVERNADA

A ABIN DESGOVERNADA.

A revelação de que presumíveis arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o serviço secreto do Palácio do Planalto, grampearam os telefones de dois juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), o seu presidente, Gilmar Mendes, e o colega Marco Aurélio Mello - além de dois ministros de Estado e cinco senadores da República -, não cria propriamente uma crise institucional, no sentido ortodoxo da expressão. Embora não se saiba quem tomou a iniciativa de bisbilhotá-los, nem a quantos outros, nem, muito menos, para que, seria absurdo suspeitar que algum dos Três Poderes, por deliberação de seus dirigentes ou de quaisquer altas autoridades, patrocinou a ação criminosa contra integrantes dos demais. Tampouco há certeza, por enquanto, de que o esquema de escutas ilegais tenha sido autorizado, instigado ou tolerado pela cúpula da Abin - que, aliás, não tem poder de polícia, embora o seu diretor-geral, Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal (PF), gostaria que tivesse, como já disse mais de uma vez.


A crise, isso sim, é de governança - "descontrole do aparelho estatal", na definição precisa do presidente do Supremo Tribunal Federal. No Executivo, a Secretaria de Segurança Institucional, a que a Abin é subordinada, parece não dispor de mecanismos efetivos para identificar eventuais desvios de conduta no órgão. Este, por definição e à semelhança dos congêneres de todo o mundo, exerce uma atividade que o coloca no fio da navalha, entre o cumprimento estrito das suas atribuições definidas em lei e a oportunidade da transgressão. Nesses organismos, "a necessidade de saber", em defesa do Estado, pode servir de pretexto, com a maior facilidade, para práticas indefensáveis. É ainda de sua natureza constituir terreno fértil para abrigar emaranhados interesses políticos, internos ou em conexão com os que estabelecem áreas de influência em organismos aparentados, como, no caso brasileiro, a Polícia Federal - que recorreu ilicitamente a agentes da Abin na Operação Satiagraha.


Segundo o noticiário, desconfia-se no governo e na própria Abin de que as escutas - das quais foram alvo, no Planalto, pelo menos a ministra do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, o seu colega da Articulação Política, José Múcio Monteiro, e o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho - envolveriam quadros egressos do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), um dos pilares do regime ditatorial. Esses R2, como são conhecidos no ramo, por serem militares da reserva, não só trouxeram consigo a velha cultura da espionagem, mas também formariam um corpo à parte dentro da Abin, resistente a reformas e a trocas de direção. "Não costumam dar satisfações a ninguém", contou um funcionário, tornando público um fato decerto amplamente conhecido ali. Sejam eles ou não os autores da enormidade, a mera existência do quisto escancara a falta de comando no setor. E essa, vai sem dizer, ainda é a melhor hipótese, considerando as alternativas.

Acrescente-se que a Abin dispõe de um núcleo de contra-inteligência, do qual seria de esperar que tivesse conhecimento e denunciasse à cúpula o grampo ecumênico - porque alcançou, no Senado, um representante do PMDB, Garibaldi Alves, o presidente da Casa, um do PT, Tião Viana, um do DEM, Demóstenes Torres (interlocutor do ministro Gilmar Mendes numa gravação vazada para a Veja), e três do PSDB, Artur Virgílio, Álvaro Dias e Tasso Jereissati. O Congresso, a propósito, tem um órgão de fiscalização externa da Abin, a Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência, criado quando aquela surgiu, em 1999. A sua mais recente reunião data de abril de 2005. É a sua contribuição para o descontrole apontado por Mendes - e que vem de longe. Diante do escândalo, o presidente do Supremo Tribunal Federal fez a coisa certa: cobrou providências diretamente do presidente Lula. Este também tomou a atitude correta, determinando de imediato a apuração do abuso e a demissão dos culpados.



O problema é que isso é pouco. Chegou a hora de o Planalto ordenar uma revisão profunda dos procedimentos internos na Abin, com a adoção de supervisões cruzadas para inibir as práticas policialescas que se beneficiam da omissão - no mínimo - dos escalões responsáveis. E é evidente, por isso mesmo, que a atual diretoria da agência tem de sair.

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo Terça-Feira, 02 de Setembro de 2008.

 



Escrito por Marcelo Marson às 10h35
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O Estado e a violência

O Estado e a violência.

Em matéria recente sobre diagnósticos e propostas de campanha para as eleições deste ano, o Estadão comenta a contínua queda dos índices de homicídios na cidade de São Paulo. Os números são surpreendentes: passamos de 52,58 mortes por 100 mil habitantes, em 1999, para 14 no ano em curso. A melhoria dos índices, comemorada pelo governo federal como resultante da melhoria da economia e pelo governo estadual paulista como fruto do esforço em aprimorar o desempenho das polícias, é conseqüência, na verdade, de múltiplos fatores, que certamente incluem esses dois. A pobreza diminuiu, a classe média aumentou, assim como o emprego formal, e a polícia conta, de fato, com instrumental melhor para sua atuação.



Esta melhoria merece ser comemorada, mas deve trazer, como bem mostra a matéria do jornal, um aprofundamento da análise que permita uma intervenção pública mais efetiva. Há uma regionalização do crime, em que bairros com pior infra-estrutura são os que apresentam maior número de mortes violentas. Outras formas de violência, como roubos, furtos e agressões, prosseguem a taxas elevadas. Também prospera o tráfico de drogas, que sustenta o crime organizado. Aqui, a matéria enfatiza o papel das prefeituras em prevenção, especialmente combatendo a existência de guetos de pobreza e desigualdade.



No mesmo dia em que saiu a matéria do Estadão, noticiava-se que 13 pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 11 anos, depois que uma granada explodiu na saída de um baile funk na Favela de Antares, no Rio de Janeiro. A explosão teria sido causada por um traficante que, dançando com o artefato na mão, deixara a granada cair acidentalmente. Em conseqüência, outros responsáveis pelo tráfico o condenaram à morte.



Na verdade, o problema da violência exige uma abordagem que integre diferentes políticas públicas e níveis de governo. Comecemos pelo fator mais simples: há fortes evidências de que o crescimento econômico tem forte impacto sobre a violência e o crime. Não é por acaso que os países mais pobres do mundo, como mostra Paul Collier em seu excelente Bottom Billion, são os mais sujeitos a guerras civis - 73% da população dos países que reúnem os 980 milhões de pessoas que se tornaram aprisionadas na pobreza, segundo o autor, esteve recentemente em guerra civil ou ainda está. Quando não se tem esperança de um futuro melhor, a violência pode parecer um caminho interessante e mesmo uma oportunidade de negócio e poder.



Além da economia, o investimento em educação gera possibilidades de reverter o quadro de "guerras urbanas", em especial se a educação puder ser percebida pelos mais pobres como de alta empregabilidade. Nesse sentido, chama a atenção relatório do Centro Paula Souza que demonstra que seus formandos em cursos superiores de tecnologia apresentam 92% de índice de empregabilidade nas áreas em que estudaram e os de ensino médio profissionalizante, 86%. Há uma demanda importante por esse tipo de profissional e aumentar a atuação do poder público nesse segmento faz muito sentido.



A política cultural pode contribuir também, ao ampliar as percepções sobre fontes de lazer, não as restringindo ao clássico boteco do fim de semana, causa principal dos conflitos com morte entre jovens de sexo masculino. Mas a cultura ajuda inclusive a tornar menos restrito, e potencialmente menos sujeito à violência, o uso do tempo livre dos jovens de classe média. Falta de acesso à cultura pode ser um dos fatores que levam alguns jovens de elite a associar prazer apenas com velocidade, brigas, humilhação e agressões a prostitutas ou empregadas domésticas, ou consumo de substâncias alucinógenas. O contato com as artes, ao mobilizar energias criativas de jovens de diferentes segmentos sociais, seja para o usufruto ou para o protagonismo cultural, pode ser um elemento importante na prevenção de violência. Os esportes desempenham papel assemelhado. Crianças e jovens que, após a escola, podem praticar, com regularidade, esportes que permitam que se destaquem e obtenham um lazer agradável são, comprovadamente, menos sujeitos ao recrutamento do narcotráfico.

Mas há algo de muito concreto que prefeitos de megalópoles podem fazer para eliminar focos de violência associados ao crime organizado: garantir uma forte presença do Estado em áreas onde hoje existe um poder paralelo a fornecer "serviços públicos", como a Máfia fazia em seus áureos tempos. Traficantes em diferentes capitais do País cuidam das viúvas, oferecem emprego, lazer (como o baile em que a bomba explodiu por descuido) e poder à juventude e autorizam, se conveniente, a entrada do poder público para vacinar as crianças, de ONGs ou igrejas que aceitem a regra do silêncio ou mesmo se ponham a serviço dos grandes chefes. Isso não pode ser aceito! O Estado tem um papel a cumprir e não pode conviver com a existência de territórios sem lei.


Nesse aspecto, Bogotá nos dá um exemplo a ser copiado. No combate aos narcotraficantes, fez uma intervenção em áreas por eles controladas, instalando ali bibliotecas-modelo, escolas modernas construídas e geridas por organizações sociais, centros desportivos e culturais e, naturalmente, presença visível e atuante da polícia.



É fundamental não tolerar essa lógica perversa da violência que destrói vidas e dissemina insegurança. E o enfrentamento dessa visão distorcida demanda a promoção de uma ética do esforço, o respeito às leis e regras sociais básicas, a valorização do trabalho do policial (que aparentemente não ousamos fazer, por associarmos essa idéia à ditadura) e o investimento em políticas públicas integradas, em especial uma educação de qualidade que promova empregabilidade e autonomia.

Texto escrito por Claudia Costin, vice-presidente da Fundação Victor Civita e professora do Ibmec-SP, ex-ministra da Administração Federal e Reforma do Estado e secretária da Cultura do Estado de São Paulo, jornal O Estado de S. Paulo, Caderno Opinião, Segunda-Feira, 01 de Setembro de 2008. 

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h10
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O BEM

O bem.

Você quer que o Estado determine o que você deve fazer? Você pensa que o Estado sabe melhor do que você o que é o seu próprio bem? Você acha que o Estado sabe escolher melhor do que você o que são os seus valores morais e pessoais? Assim colocadas, essas perguntas remetem a questões centrais de filosofia moral, que acarretam conseqüências políticas das mais relevantes. No entanto, poderia também aflorar uma outra questão, relativa à sua atualidade, como se fosse um mero problema teórico, sem importância para a vida de cada um. Engana-se quem pensa assim.

Gradativamente, o Estado brasileiro, em suas várias esferas, está-se impondo cada vez mais em detrimento das escolhas individuais e, sobretudo, de considerações morais, que deveriam nortear a subjetividade de cada um. Trata-se da autonomia que cada um tem de decidir por si mesmo, exercendo uma discriminação racional daquilo que é melhor para si. Tem ocorrido freqüentemente uma suposta coincidência entre o que o indivíduo considera para si o bem e o que o Estado lhe apresenta enquanto tal, como se o politicamente correto fosse o caminho que permitiria essa identificação. Há aqui uma armadilha.



O Poder Executivo, em particular, interfere progressivamente na vida de cada um, seja por atos administrativos como decretos, portarias, resoluções e instruções normativas dos mais diferentes tipos, seja por medidas provisórias, seja ainda por projetos de lei que vão na mesma direção. Por exemplo, uma alteração, via administrativa, de uma alíquota do Imposto de Renda tem incidência direta nos rendimentos individuais e familiares, como se o Estado soubesse fazer melhor uso dos bens particulares. Ocorre uma transferência de bens materiais, de propriedades, que surge travestida de uma justificativa de ordem moral, ancorada na concepção de que o Estado sabe moralmente melhor do que qualquer um o que é o seu bem próprio.



O Incra, por sua vez, determina, em lugar dos assentados, o que é melhor para eles, interferindo diretamente no seu cultivo e, em última instância, em sua capacidade individual de escolha, como se um assentado fosse um tolo que deveria apenas seguir as diretrizes desse órgão estatal e dos movimentos ditos sociais. Assim, o cultivo de eucaliptos é proibido pelo Incra porque contraria as suas orientações, independentemente de que ofereça melhor rendimento aos assentados do que outros cultivos ou lavouras. Por que não poderia um assentado escolher o cultivo que lhe dê maior renda e usufruir seus resultados?



Tal "normalidade" não surge como um tsunami, mas em volumes crescentes, que vão ganhando consistência e poder. O caso da saúde é particularmente revelador. Em nome dela, há propostas de aumentos de contribuições, restrições ao fumo, mesmo em recintos que afetam somente os que usufruem o ato de fumar, à ingestão de bebidas alcoólicas ou à publicidade de medicamentos. O Estado apresenta-se como o grande patrocinador da saúde, quando está patrocinando somente a si mesmo. E o faz em nome do bem de cada um. Quem lhe confere esse poder?



Observe-se que, em nome da saúde, há projeto em curso para ressuscitar a CPMF, fortemente rechaçada por toda a população brasileira. Como os brasileiros são, hoje, contrários ao aumento de impostos, este aparece disfarçado de figura moral do bem de todos. A moral surge como justificativa de um simples acréscimo da arrecadação tributária! Da mesma maneira, por que deveria uma autoridade governamental banir o fumo em locais especialmente destinados a isso, sem afetar os não-fumantes? Não sabe cada um discernir o que é melhor para si, sem o auxílio da bengala estatal? Por que deveria o Estado determinar a "lei seca", graças a uma nova regulamentação apresentada com estardalhaço, como se fosse a salvação da saúde nacional? Por que o Estado deveria regulamentar a publicidade de medicamentos de livre compra em farmácias? Se a compra pode ser feita sem receita, onde estaria o seu dano para a saúde? Amanhã, vai o Estado legislar ainda mais no lar de cada um, como já começa a fazer? Onde reside o limite, se o solar da casa já foi transgredido? Cabe ao Estado informar sobre os efeitos nocivos de determinados hábitos para a saúde pessoal. Não lhe cabe tomar o lugar da escolha individual.

Levemos esse argumento ao seu extremo. Consideremos que a ingestão de colesterol e de gorduras saturadas fazem mal à saúde. Pesquisas científicas referendariam essa avaliação. Seguir-se-ia daí que seria função do Estado decidir o que cada pessoa deveria, por dia, tomar de sorvete ou comer de carne? Os indivíduos não poderiam tomar sorvete ou comer carne além de uma determinada quantia? Haveria punição para os transgressores? Assim apresentada, a questão parece absurda, porém ela é, em seus efeitos, terrivelmente verdadeira.

Não faltam, inclusive, pseudopesquisas que procuram justificar "cientificamente" essas medidas. Na verdade, a sua justificação reside numa determinada noção do bem de natureza propriamente política, estatal, que se reveste de científica. Séries estatísticas, por definição, podem ser feitas de quaisquer coisas, bastando relacioná-las, sem que daí siga necessariamente uma relação causal. Tomemos o caso da proibição de ingestão de bebidas alcoólicas por condutores de veículos. A redução da mortalidade nas ruas e estradas tem sido atribuída a essa lei. A correlação estabelecida se faz entre a nova lei e a redução da mortalidade. Por que não uma outra correlação, entre a fiscalização rigorosa da aplicação da lei, que poderia ser perfeitamente a anterior, e a redução da mortalidade? Se afrouxar a fiscalização, haverá provavelmente um aumento de acidentes automobilísticos, apesar da lei seca. No entanto, quando isso vier a ser comprovado, o efeito midiático buscado já terá sido atingido: o Estado sempre sabe o que é melhor para o indivíduo!

Texto escrito por Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS, jornal O Estado de S. Paulo, Caderno Opinião, Segunda-Feira, 01 de Setembro de 2008. 

 



Escrito por Marcelo Marson às 13h07
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